#Conjunturas: "Todo mundo quer ficar perto do Lula", diz petista sobre apoio de Eunício Oliveira

ALIANÇAS

#Conjunturas: “Todo mundo quer ficar perto do Lula”, diz petista sobre apoio de Eunício Oliveira

O presidente do Senado declarou ser eleitor do ex-presidente Lula caso não haja candidato do PMDB à presidência da República em 2018

Por Tribuna do Ceará em Política

25 de outubro de 2017 às 12:46

Há 2 meses
Lula é pré-candidato à Presidência da República, mas pode ficar inelegível. (Foto: Ricardo Stuckert)

Lula é pré-candidato à Presidência da República, mas pode ficar inelegível. (Foto: Ricardo Stuckert)

A afirmação do presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB), de que votará no ex-presidente Lula (PT) caso o PMDB não lance candidato à presidência em 2018 é o tema do Conjunturas desta quarta-feira (25). Apesar das divergências de grupos políticos, os três parlamentares que integram o debate – o deputado federal Cabo Sabino (PR), o estadual Carlos Matos (PSDB) e o vereador de Fortaleza Guilherme Sampaio (PT), acreditam que a fala é uma tentativa de capitalizar apoio popular.

O Conjunturas vai ao ar todas as segundas, quartas e sextas-feiras, pela manhã, na rádio Tribuna BandNews FM.

A declaração de Eunício gerou polêmica na política cearense por indicar aproximação com o governador Camilo Santana (PT), de quem foi adversário em 2014. Apesar de ter se tornado um nome de oposição ao grupo políticos dos irmãos Cid e Ciro Gomes (PDT) – de quem foi aliado – há dúvidas sobre a permanência do senador em lado oposto.

Para o correligionário de Lula, Guilherme Sampaio, a estratégia do senador é capitalizar o eleitorado do ex-presidente no Ceará. O Estado concentra uma das maiores porcentagens de eleitorado do PT. “Todo mundo quer ficar perto do Lula, o Lula tem mais de 50% de intenção de voto nas pesquisas aqui no Ceará”, ressaltou.

Cabo Sabino lembrou a divergência de relações políticas nacionais e estaduais. “Eunício Oliveira tem sido, ao longo do tempo, se olharmos a história, um parceiro do ex-presidente Lula, mas corre nos bastidores um acordo de que, se Tasso (Jereissati / PSDB) fosse candidato ao Governo, Eunício viria na chapa e votaria no candidato do PSDB à presidência da República”, afirmou Sabino.

O deputado federal questionou a permanência de Eunício na oposição e a estratégia do grupo dos Ferreira Gomes em distribuir candidatos nas vagas para o Senado, já que Cid é cotado para uma das vagas. “Como ficaria a vaga do senador (José) Pimentel (PT)?”, pontuou.

Para Carlos Matos, a declaração é “vazia”, porque as possibilidades de Lula ser candidato seriam baixas. “Declarar apoio ao Lula agora é só para ganhar popularidade em esteira, porque a popularidade do Lula está alta. Parece que a estratégia de sobrevivência política ainda é o que está pautando as declarações”, disse Matos.

O tucano disse ainda que é improvável que o apoio se mantenha caso o candidato não seja o Lula. “Mostra certa indefinição do que se quer ser, Eunicio ainda nem decidiu o que quer, não sabe se vai ser senador, não sabe se vai ser governador, e já declara apoio a um (candidato a) presidente da República que ainda nem está definido como candidato? Me parece factoide político”, disse.

“O primeiro viés da fala do Eunício é se associar, capitalizar essa popularidade que eu testei de perto nos três dias de caravana do presidente Lula, aqui, no Ceará”, disse Sampaio.  “Lula não só será candidato se derem um golpe no Judiciário”, pontuou.

Confira o debate completo:

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O presidente do Senado declarou ser eleitor do ex-presidente Lula caso não haja candidato do PMDB à presidência da República em 2018

Por Tribuna do Ceará em Política

25 de outubro de 2017 às 12:46

Há 2 meses
Lula é pré-candidato à Presidência da República, mas pode ficar inelegível. (Foto: Ricardo Stuckert)

Lula é pré-candidato à Presidência da República, mas pode ficar inelegível. (Foto: Ricardo Stuckert)

A afirmação do presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB), de que votará no ex-presidente Lula (PT) caso o PMDB não lance candidato à presidência em 2018 é o tema do Conjunturas desta quarta-feira (25). Apesar das divergências de grupos políticos, os três parlamentares que integram o debate – o deputado federal Cabo Sabino (PR), o estadual Carlos Matos (PSDB) e o vereador de Fortaleza Guilherme Sampaio (PT), acreditam que a fala é uma tentativa de capitalizar apoio popular.

O Conjunturas vai ao ar todas as segundas, quartas e sextas-feiras, pela manhã, na rádio Tribuna BandNews FM.

A declaração de Eunício gerou polêmica na política cearense por indicar aproximação com o governador Camilo Santana (PT), de quem foi adversário em 2014. Apesar de ter se tornado um nome de oposição ao grupo políticos dos irmãos Cid e Ciro Gomes (PDT) – de quem foi aliado – há dúvidas sobre a permanência do senador em lado oposto.

Para o correligionário de Lula, Guilherme Sampaio, a estratégia do senador é capitalizar o eleitorado do ex-presidente no Ceará. O Estado concentra uma das maiores porcentagens de eleitorado do PT. “Todo mundo quer ficar perto do Lula, o Lula tem mais de 50% de intenção de voto nas pesquisas aqui no Ceará”, ressaltou.

Cabo Sabino lembrou a divergência de relações políticas nacionais e estaduais. “Eunício Oliveira tem sido, ao longo do tempo, se olharmos a história, um parceiro do ex-presidente Lula, mas corre nos bastidores um acordo de que, se Tasso (Jereissati / PSDB) fosse candidato ao Governo, Eunício viria na chapa e votaria no candidato do PSDB à presidência da República”, afirmou Sabino.

O deputado federal questionou a permanência de Eunício na oposição e a estratégia do grupo dos Ferreira Gomes em distribuir candidatos nas vagas para o Senado, já que Cid é cotado para uma das vagas. “Como ficaria a vaga do senador (José) Pimentel (PT)?”, pontuou.

Para Carlos Matos, a declaração é “vazia”, porque as possibilidades de Lula ser candidato seriam baixas. “Declarar apoio ao Lula agora é só para ganhar popularidade em esteira, porque a popularidade do Lula está alta. Parece que a estratégia de sobrevivência política ainda é o que está pautando as declarações”, disse Matos.

O tucano disse ainda que é improvável que o apoio se mantenha caso o candidato não seja o Lula. “Mostra certa indefinição do que se quer ser, Eunicio ainda nem decidiu o que quer, não sabe se vai ser senador, não sabe se vai ser governador, e já declara apoio a um (candidato a) presidente da República que ainda nem está definido como candidato? Me parece factoide político”, disse.

“O primeiro viés da fala do Eunício é se associar, capitalizar essa popularidade que eu testei de perto nos três dias de caravana do presidente Lula, aqui, no Ceará”, disse Sampaio.  “Lula não só será candidato se derem um golpe no Judiciário”, pontuou.

Confira o debate completo: