#Conjunturas: "Reforma política foi uma grande encenação", diz deputado sobre mudanças aprovadas

ELEIÇÕES 2018

#Conjunturas: “Reforma política foi uma grande encenação”, diz deputado sobre mudanças aprovadas

A reforma política foi aprovada às vésperas do fim do prazo estabelecido pela lei eleitoral, mas algumas mudanças só serão válidas a partir de 2020

Por Tribuna do Ceará em Política

27 de outubro de 2017 às 12:28

Há 2 meses
Algumas mudanças da reforma política valem em 2018. (Foto: Agência Brasil)

Algumas mudanças da reforma política valem em 2018. (Foto: Agência Brasil)

A situação da reforma política discutida no Congresso Nacional é o tema do Conjunturas desta sexta-feira (27). O deputado federal Cabo Sabino (PR), o estadual Carlos Matos (PSDB) e o vereador de Fortaleza Guilherme Sampaio (PT) fizeram críticas às mudanças aprovadas até agora.

O Conjunturas vai ao ar todas as segundas, quartas e sextas-feiras, pela manhã, na rádio Tribuna BandNews FM.

“A reforma política foi uma grande encenação para justificar a criação de um fundo eleitoral. Porque, de tudo da reforma política, a única coisa que passou foi o fundo eleitoral adicionado de uma cláusula de desempenho para os partidos, que é exatamente para barrar o crescimento ou o nascimento de novos partidos no país, com o fim das coligações”, pontuou Sabino.

Para ele, o fundo de R$ 1,7 bilhão não será suficiente para bancar os custos de todas as campanhas políticas. “Vai continuar o caixa 2, são campanhas que geralmente são muito caras”, disse. Ele destacou pequenos avanços, como a proibição de carros de som nas ruas, que deve reduzir os custos de campanha.

“Nós não podemos chamar isso de reforma política. O ideal para o Brasil seria a convocação de uma constituinte exclusiva para revisar o sistema político”, defendeu Guilherme Sampaio.

O vereador petista acredita que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve aproveitar o ensejo de mudanças e definir nova regras de campanha para todos os candidatos.

“Se você simplifica radicalmente os instrumentos de campanha, as redes sociais tendem a ter um peso bem maior na comunicação dos candidatos, isso permite uma campanha menor, em que o diálogo do cadidato, a mensagem do candidato e o envolvimento dos seus apoiadores divulgando essa mensagem passa a ser mais decisivo”, ressaltou.

O deputado Carlos Matos destacou que o prazo de 45 dias de campanha é insuficiente para que um novo candidato possa ser conhecido pela população. “Isso é uma ferida grave contra a democracia”, pontuou.

Ele criticou ainda que quem tem poder aquisitivo ou domina a máquina pública não faz campanha apenas nos 45 dias definidos por lei. “Era preciso que houvesse uma reação forte da sociedade”, frisou.

Confira o debate completo:

 

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#Conjunturas: “Reforma política foi uma grande encenação”, diz deputado sobre mudanças aprovadas

A reforma política foi aprovada às vésperas do fim do prazo estabelecido pela lei eleitoral, mas algumas mudanças só serão válidas a partir de 2020

Por Tribuna do Ceará em Política

27 de outubro de 2017 às 12:28

Há 2 meses
Algumas mudanças da reforma política valem em 2018. (Foto: Agência Brasil)

Algumas mudanças da reforma política valem em 2018. (Foto: Agência Brasil)

A situação da reforma política discutida no Congresso Nacional é o tema do Conjunturas desta sexta-feira (27). O deputado federal Cabo Sabino (PR), o estadual Carlos Matos (PSDB) e o vereador de Fortaleza Guilherme Sampaio (PT) fizeram críticas às mudanças aprovadas até agora.

O Conjunturas vai ao ar todas as segundas, quartas e sextas-feiras, pela manhã, na rádio Tribuna BandNews FM.

“A reforma política foi uma grande encenação para justificar a criação de um fundo eleitoral. Porque, de tudo da reforma política, a única coisa que passou foi o fundo eleitoral adicionado de uma cláusula de desempenho para os partidos, que é exatamente para barrar o crescimento ou o nascimento de novos partidos no país, com o fim das coligações”, pontuou Sabino.

Para ele, o fundo de R$ 1,7 bilhão não será suficiente para bancar os custos de todas as campanhas políticas. “Vai continuar o caixa 2, são campanhas que geralmente são muito caras”, disse. Ele destacou pequenos avanços, como a proibição de carros de som nas ruas, que deve reduzir os custos de campanha.

“Nós não podemos chamar isso de reforma política. O ideal para o Brasil seria a convocação de uma constituinte exclusiva para revisar o sistema político”, defendeu Guilherme Sampaio.

O vereador petista acredita que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve aproveitar o ensejo de mudanças e definir nova regras de campanha para todos os candidatos.

“Se você simplifica radicalmente os instrumentos de campanha, as redes sociais tendem a ter um peso bem maior na comunicação dos candidatos, isso permite uma campanha menor, em que o diálogo do cadidato, a mensagem do candidato e o envolvimento dos seus apoiadores divulgando essa mensagem passa a ser mais decisivo”, ressaltou.

O deputado Carlos Matos destacou que o prazo de 45 dias de campanha é insuficiente para que um novo candidato possa ser conhecido pela população. “Isso é uma ferida grave contra a democracia”, pontuou.

Ele criticou ainda que quem tem poder aquisitivo ou domina a máquina pública não faz campanha apenas nos 45 dias definidos por lei. “Era preciso que houvesse uma reação forte da sociedade”, frisou.

Confira o debate completo: