#Conjunturas: Parlamentares discutem Operação Medicar, que investiga desvio milionário na Sesa

INVESTIGAÇÕES

#Conjunturas: Parlamentares discutem Operação Medicar, que investiga desvio milionário na Sesa

As investigações detectaram diversos crimes e irregularidades nas aquisições realizadas pela Sesa de 2015 até 2017, tais como a troca de materiais

Por Tribuna do Ceará em Política

24 de outubro de 2017 às 16:56

Há 2 meses
Foram detectadas troca de materiais, superfaturamento de preços, dentre outras irregularidades. (Foto: Pexels)

Foram detectadas troca de materiais, superfaturamento de preços, dentre outras irregularidades. (Foto: Pexels)

A Operação Medicar, dos Ministérios Públicos Estadual (MPCE) e de Contas (MPC), que apura fraude na compra de medicamentos e material médico-hospitalar pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), é o tema do Conjunturas da segunda-feira (23). O programa vai ao ar todas as segundas, quartas e sextas-feiras, na rádio Tribuna BandNews FM.

As investigações detectaram diversos crimes e irregularidades nas aquisições realizadas pela Sesa de 2015 até 2017, tais como a troca de materiais, pagamento de fornecedores antes da entrega da mercadoria, recebimento de materiais sem registro nos órgãos de vigilância sanitária e superfaturamento de preços.

Segundo o MPCE, nesta fase da operação, foram presos temporariamente Walécia Diana Gadelha Maia, servidora da Sesa, e o empresário Francisco Reginaldo Alencar Costa.

“Estamos vendo a dificuldade de recursos que têm para saúde, recursos limitados, faltando medicamentos, muitas vezes, nos hospitais, e há um desvio desses”, pontuou o deputado estadual Carlos Matos (PSDB). Entre 2015 e 2017, foram desviados cerca de 48 milhões de reais. “Merece investigação para saber se foram apenas esses 48 milhões”, ressaltou Matos.

“É muito dinheiro para o Estado que tem um ‘piscinão’ no Hospital Geral em que, muitas vezes, as pessoas passam 24, 48 horas sentados numa cadeira porque não tem uma maca”, disse o deputado federal Cabo Sabino (PR).

O parlamentar ainda ressaltou a interferência de facções criminosas na área da saúde. “Uma das grandes rendas das facções criminosas é exatamente medicamento falsificado e contrabandeado do Paraguai”, afirmou.

O vereador de Fortaleza Guilherme Sampaio (PT) ressaltou que a área da saúde é uma das poucas que têm recursos constitucionalmente vinculados. “Lamentavelmente, isso é só mais um caso. Se tivéssemos uma lupa para olhar o fornecimento de insumos, veríamos que é quase uma constante”, destacou.

Confira o debate completo:

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As investigações detectaram diversos crimes e irregularidades nas aquisições realizadas pela Sesa de 2015 até 2017, tais como a troca de materiais

Por Tribuna do Ceará em Política

24 de outubro de 2017 às 16:56

Há 2 meses
Foram detectadas troca de materiais, superfaturamento de preços, dentre outras irregularidades. (Foto: Pexels)

Foram detectadas troca de materiais, superfaturamento de preços, dentre outras irregularidades. (Foto: Pexels)

A Operação Medicar, dos Ministérios Públicos Estadual (MPCE) e de Contas (MPC), que apura fraude na compra de medicamentos e material médico-hospitalar pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), é o tema do Conjunturas da segunda-feira (23). O programa vai ao ar todas as segundas, quartas e sextas-feiras, na rádio Tribuna BandNews FM.

As investigações detectaram diversos crimes e irregularidades nas aquisições realizadas pela Sesa de 2015 até 2017, tais como a troca de materiais, pagamento de fornecedores antes da entrega da mercadoria, recebimento de materiais sem registro nos órgãos de vigilância sanitária e superfaturamento de preços.

Segundo o MPCE, nesta fase da operação, foram presos temporariamente Walécia Diana Gadelha Maia, servidora da Sesa, e o empresário Francisco Reginaldo Alencar Costa.

“Estamos vendo a dificuldade de recursos que têm para saúde, recursos limitados, faltando medicamentos, muitas vezes, nos hospitais, e há um desvio desses”, pontuou o deputado estadual Carlos Matos (PSDB). Entre 2015 e 2017, foram desviados cerca de 48 milhões de reais. “Merece investigação para saber se foram apenas esses 48 milhões”, ressaltou Matos.

“É muito dinheiro para o Estado que tem um ‘piscinão’ no Hospital Geral em que, muitas vezes, as pessoas passam 24, 48 horas sentados numa cadeira porque não tem uma maca”, disse o deputado federal Cabo Sabino (PR).

O parlamentar ainda ressaltou a interferência de facções criminosas na área da saúde. “Uma das grandes rendas das facções criminosas é exatamente medicamento falsificado e contrabandeado do Paraguai”, afirmou.

O vereador de Fortaleza Guilherme Sampaio (PT) ressaltou que a área da saúde é uma das poucas que têm recursos constitucionalmente vinculados. “Lamentavelmente, isso é só mais um caso. Se tivéssemos uma lupa para olhar o fornecimento de insumos, veríamos que é quase uma constante”, destacou.

Confira o debate completo: