Candidatos à prefeitura apostam em vereadores para disseminar campanha nos bairros - Noticias
ESTRATÉGIAS

Candidatos à prefeitura apostam em vereadores para disseminar campanha nos bairros

Com tempo e limite de gastos menor, candidatos de chapa majoritária devem “colar” imagem em candidatos a vereador para disseminar propaganda nos bairros

Por Jéssica Welma em Política

17 de agosto de 2016 às 09:09

Há 7 meses

Tribuna Selo-02

A mudança no tempo de campanha e no limite de gastos das eleições vai reforçar a estratégia das chapas majoritárias de apostar nos candidatos a vereador para reforçar as campanhas nos bairros. Distribuição de material, ponto de apoio e caminhada nas ruas estão entre as estratégias dos candidatos a prefeito para “colar”, mais do que nunca, nos atos políticos do vereadores. As informações são da rádio Tribuna BandNews FM.

Com as mudanças nas regras eleitorais, os candidatos terão pouco mais de 40 dias de campanha até o primeiro turno, e os gastos não podem ultrapassar R$ 12,4 milhões no caso das chapas majoritárias. Em Fortaleza, a coligação de 18 partidos do prefeito e candidato à reeleição, Roberto Cláudio (PDT), deve lançar cerca de 600 nomes a vereador. Distribuídos em diversos bairros da cidade, eles devem se utilizar da relação com as comunidades para propagar as propostas dos candidatos.

“Certamente que se cada um deles levar também o nome da campanha majoritária, no caso o meu nome e o do Moroni (Torgan, do DEM), teremos a possibilidade, mesmo numa campanha mais limitada, de ter uma presença, através dos vereadores, em todos os bairros da cidade, mas isso é muito mais uma tarefa da campanha proporcional do que da majoritária”, afirma o prefeito.

camara-vereadores-fortaleza

Menor tempo e limitação de gastos geraram essa maior aproximação (FOTO: Câmara de Fortaleza/ Divulgação)

Quando migrou para o PDT, no início de 2016, Roberto Cláudio levou para o partido 16 vereadores da Câmara Municipal de Fortaleza. Dessa forma, só a legenda passou a ter uma superbancada de 18 parlamentares, quase metade do total de cadeiras da Casa, 43. Essa é a maior bancada de um partido na Câmara. Ainda que parte dos atuais vereadores não se candidatem à reeleição, eles devem apoiar novos nomes, reforçando a estratégia de reeleição do pedetista.

O PR, que tem a segunda maior coligação, não possui nem metade dos postulantes à Câmara da chapa adversária. O candidato Capitão Wagner (PR) vai contar com cerca de 196 concorrentes ao legislativo municipal. Ligado à categoria dos profissionais de segurança, como policiais e bombeiros, o deputado estadual vai apostar principalmente em mobilização voluntária.

“(Teremos) pontos de apoio espalhados pela cidade, não necessariamente só na casa ou no ponto dos vereadores. Tem muitas pessoas disponibilizando suas casas para distribuir material de campanha. Então a gente vai ter como espalhar material por toda a cidade sem tanta dificuldade por conta do voluntariado das pessoas que querem ajudar com essa distribuição de material, fornecendo, para isso, suas residências”, ressalta Wagner.

Pela primeira vez, em dez anos, disputando eleição em chapa pura, o PT deve ter 47 candidatos à Câmara Municipal. O vice na candidatura de Luizianne Lins, o deputado estadual Elmano de Freitas afirma que a campanha da chapa majoritária deve realizar caminhadas com os candidatos a vereador. Atualmente, o PT tem uma bancada de quatro vereadores no Poder Legislativo.

“Vamos ter uma campanha com muita gente voluntária fazendo as atividades de rua, vamos fazer caminhada. Na campanha dos vereadores, cada um tem autonomia e vai definir sua estratégia de campanha. Nos vamos buscar realizar as atividades da campanha majoritária articulada com a campanha de nossos vereadores e vereadoras”, destaca.

Em aliança com a Rede, o deputado estadual Heitor Férrer, do PSB, não vê a minirreforma eleitoral como um empecilho ao desenvolvimento de campanha. Ele considera estratégico relacionar sua imagem a dos 37 candidatos que devem registrar candidatura à Câmara Municipal.

“Sempre é muito bom termos apoio em vários locais da cidade. Vamos ter o comitê central. Se os vereadores do partido fizerem comitê, prestigiaremos todos eles. Faremos caminhada com esses vereadores, que o mais importante são as caminhadas nas suas áreas de atuação”, destaca Férrer, que ficou em terceiro lugar na campanha de 2012.

O cientista político Cleiton Monte afirma que as ações conjuntas de candidatos a prefeito e vereadores podem reforçar as campanhas, especialmente no caso das coligações maiores. No entanto, depende da estratégia e apelo do candidato a vereador.

“Dependendo do vereador, se ele tiver uma boa aceitação, pode realmente trazer para a campanha dele o candidato a prefeito. Se for um candidato a vereador que tenha a aversão da população, que não seja bem aceito ou que tenha poucos instrumentos para chegar nos bairros, a dificuldade pode ser grande”, pontua.

Monte destaca ainda que o voto proporcional, diferentemente do voto majoritário, não estabelece uma relação direta. “Não necessariamente eu vou votar em um candidato a prefeito e um candidato a vereador da mesma coligação”, lembra.

O prazo de registro das candidaturas terminou na segunda-feira (15). Em Fortaleza, foram recebidos 1.109 pedidos de registro, sendo oito ao cargos de prefeito, oito ao de vice-prefeito e 1.093 ao cargo de vereador, conforme balanço do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE).

Confira a reportagem de Jackson de Moura, da Tribuna BandNews FM:

Publicidade

Dê sua opinião

ESTRATÉGIAS

Candidatos à prefeitura apostam em vereadores para disseminar campanha nos bairros

Com tempo e limite de gastos menor, candidatos de chapa majoritária devem “colar” imagem em candidatos a vereador para disseminar propaganda nos bairros

Por Jéssica Welma em Política

17 de agosto de 2016 às 09:09

Há 7 meses

Tribuna Selo-02

A mudança no tempo de campanha e no limite de gastos das eleições vai reforçar a estratégia das chapas majoritárias de apostar nos candidatos a vereador para reforçar as campanhas nos bairros. Distribuição de material, ponto de apoio e caminhada nas ruas estão entre as estratégias dos candidatos a prefeito para “colar”, mais do que nunca, nos atos políticos do vereadores. As informações são da rádio Tribuna BandNews FM.

Com as mudanças nas regras eleitorais, os candidatos terão pouco mais de 40 dias de campanha até o primeiro turno, e os gastos não podem ultrapassar R$ 12,4 milhões no caso das chapas majoritárias. Em Fortaleza, a coligação de 18 partidos do prefeito e candidato à reeleição, Roberto Cláudio (PDT), deve lançar cerca de 600 nomes a vereador. Distribuídos em diversos bairros da cidade, eles devem se utilizar da relação com as comunidades para propagar as propostas dos candidatos.

“Certamente que se cada um deles levar também o nome da campanha majoritária, no caso o meu nome e o do Moroni (Torgan, do DEM), teremos a possibilidade, mesmo numa campanha mais limitada, de ter uma presença, através dos vereadores, em todos os bairros da cidade, mas isso é muito mais uma tarefa da campanha proporcional do que da majoritária”, afirma o prefeito.

camara-vereadores-fortaleza

Menor tempo e limitação de gastos geraram essa maior aproximação (FOTO: Câmara de Fortaleza/ Divulgação)

Quando migrou para o PDT, no início de 2016, Roberto Cláudio levou para o partido 16 vereadores da Câmara Municipal de Fortaleza. Dessa forma, só a legenda passou a ter uma superbancada de 18 parlamentares, quase metade do total de cadeiras da Casa, 43. Essa é a maior bancada de um partido na Câmara. Ainda que parte dos atuais vereadores não se candidatem à reeleição, eles devem apoiar novos nomes, reforçando a estratégia de reeleição do pedetista.

O PR, que tem a segunda maior coligação, não possui nem metade dos postulantes à Câmara da chapa adversária. O candidato Capitão Wagner (PR) vai contar com cerca de 196 concorrentes ao legislativo municipal. Ligado à categoria dos profissionais de segurança, como policiais e bombeiros, o deputado estadual vai apostar principalmente em mobilização voluntária.

“(Teremos) pontos de apoio espalhados pela cidade, não necessariamente só na casa ou no ponto dos vereadores. Tem muitas pessoas disponibilizando suas casas para distribuir material de campanha. Então a gente vai ter como espalhar material por toda a cidade sem tanta dificuldade por conta do voluntariado das pessoas que querem ajudar com essa distribuição de material, fornecendo, para isso, suas residências”, ressalta Wagner.

Pela primeira vez, em dez anos, disputando eleição em chapa pura, o PT deve ter 47 candidatos à Câmara Municipal. O vice na candidatura de Luizianne Lins, o deputado estadual Elmano de Freitas afirma que a campanha da chapa majoritária deve realizar caminhadas com os candidatos a vereador. Atualmente, o PT tem uma bancada de quatro vereadores no Poder Legislativo.

“Vamos ter uma campanha com muita gente voluntária fazendo as atividades de rua, vamos fazer caminhada. Na campanha dos vereadores, cada um tem autonomia e vai definir sua estratégia de campanha. Nos vamos buscar realizar as atividades da campanha majoritária articulada com a campanha de nossos vereadores e vereadoras”, destaca.

Em aliança com a Rede, o deputado estadual Heitor Férrer, do PSB, não vê a minirreforma eleitoral como um empecilho ao desenvolvimento de campanha. Ele considera estratégico relacionar sua imagem a dos 37 candidatos que devem registrar candidatura à Câmara Municipal.

“Sempre é muito bom termos apoio em vários locais da cidade. Vamos ter o comitê central. Se os vereadores do partido fizerem comitê, prestigiaremos todos eles. Faremos caminhada com esses vereadores, que o mais importante são as caminhadas nas suas áreas de atuação”, destaca Férrer, que ficou em terceiro lugar na campanha de 2012.

O cientista político Cleiton Monte afirma que as ações conjuntas de candidatos a prefeito e vereadores podem reforçar as campanhas, especialmente no caso das coligações maiores. No entanto, depende da estratégia e apelo do candidato a vereador.

“Dependendo do vereador, se ele tiver uma boa aceitação, pode realmente trazer para a campanha dele o candidato a prefeito. Se for um candidato a vereador que tenha a aversão da população, que não seja bem aceito ou que tenha poucos instrumentos para chegar nos bairros, a dificuldade pode ser grande”, pontua.

Monte destaca ainda que o voto proporcional, diferentemente do voto majoritário, não estabelece uma relação direta. “Não necessariamente eu vou votar em um candidato a prefeito e um candidato a vereador da mesma coligação”, lembra.

O prazo de registro das candidaturas terminou na segunda-feira (15). Em Fortaleza, foram recebidos 1.109 pedidos de registro, sendo oito ao cargos de prefeito, oito ao de vice-prefeito e 1.093 ao cargo de vereador, conforme balanço do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE).

Confira a reportagem de Jackson de Moura, da Tribuna BandNews FM: