Boulos diz que objetivo da eleição é enfrentar retrocessos e "gente igual a Bolsonaro"

ELEIÇÕES 2018

Boulos diz que objetivo da eleição é enfrentar retrocessos e “gente igual a Bolsonaro”

Guilherme Boulos (Psol) cumpre agenda em Fortaleza, nesta quinta-feira (28), em data coincidente com a agenda do também pré-candidato Jair Bolsonaro

Por Jéssica Welma em Política

28 de junho de 2018 às 15:07

Há 3 meses
GUILHERME BOULOS DANDO ENTREVISTA À TBN

Guilherme Boulos é pré-candidato à presidência pelo PSOL (Foto: Daniel Rocha)

O pré-candidato à presidência da República pelo Psol, Guilherme Boulos, disse que o objetivo principal da eleição é enfrentar “retrocessos que estão acontecendo” com o atual presidente da República, Michel Temer (MDB), e “gente igual a Jair Bolsonaro”.  Em entrevista a rádio Tribuna Band News, Boulos fez críticas ao Governo Lula, prometeu plebiscito para revogar ações do Governo Temer e defendeu medidas contra a seca e em prol do salário mínimo.

O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) cumpre agenda em Fortaleza, nesta quinta-feira (28), em data coincidente com a agenda do também pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL) na Capital.

Ambos ocupam lugares extremos nas pesquisas de intenção de voto. Enquanto Bolsonaro figura entre as lideranças, Boulos segue buscando tornar-se conhecido da população.

Herança política

Tido como um dos principais nomes à esquerda para o próximo processo eleitoral, Boulos criticou a prisão do ex-presidente Lula, que lidera pesquisas de intenção de voto, apesar de estar impedido de disputar. Ainda assim, fez ressalvas sobre o governo do petista.

“Nós temos diferenças em relação ao governo que o presidente Lula fez. Achamos que teve avanços, teve programas sociais, teve políticas públicas, melhora da renda, mas faltou fazer enfrentamento e faltou governar de outro jeito e com outras pessoas”, disse o pré-candidato.

Ele reforçou as diferenças na forma de fazer politica entre os dois partidos. Entre elas, a formação de alianças, citando o Ceará como um dos exemplos.

“Fazer aliança com quem sempre mandou no Estado Brasileiro e continuar fazendo aliança depois de tudo o que aconteceu, no caso do Ceará, por exemplo, com Eunício Oliveira (PMDB). Isso não dar para admitir”, ressaltou Boulos.

 

Adversários

Nova pesquisa CNI/Ibope, divulgada nesta quinta-feira, mostrou, sem considerar Lula na disputa, Bolsonaro com 17% das intenções de voto, contra 13% de Marina Silva (Rede), 8% de Ciro Gomes (PDT) e 6% de Geraldo Alckmin (6%). Boulos tem apenas 1% dos votos.

“Nós achamos que o objetivo principal dessa eleição é a gente conseguir enfrentar os retrocessos que estão acontecendo, o Temer, a turma do Temer, gente igual a Jair Bolsonaro, que representa o atraso. Nós temos a clareza de que esse sistema político faliu”, afirmou o psolista.

Mudanças

O pré-candidato prometeu, como medida do seu governo, que irá realizar um plebiscito para revogar algumas ações do presidente Michel Temer.

Para o Nordeste, o presidenciável destacou projeto de combate a seca.

“Precisamos retomar e aprofundar um programa de cisternas. Voltar às cisternas de cimentos que eram feitas em conjunto com a comunidade, com participação pedagógica, envolvimento das pessoas, e garantem um grau de autonomia em relação a forma de convivência com a seca. Quando a água não está chegando aqui (Ceará), ela tem que chegar, mas não para o agronegócio. Tem que chegar, sobretudo, para a população que mais precisa”, frisou Boulos.

 

Boulos defendeu ainda a tributação de grandes riquezas e a valorização do salário mínimo.

“Pra ter condição de aumentar o salário mínimo, vamos ter que mexer numa reforma tributária progressiva, pra fazer o andar de cima, o 1% mais rico, pagar imposto, porque hoje quem paga imposto no Brasil é a classe média e o pobre trabalhador”, disse.

 

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ELEIÇÕES 2018

Boulos diz que objetivo da eleição é enfrentar retrocessos e “gente igual a Bolsonaro”

Guilherme Boulos (Psol) cumpre agenda em Fortaleza, nesta quinta-feira (28), em data coincidente com a agenda do também pré-candidato Jair Bolsonaro

Por Jéssica Welma em Política

28 de junho de 2018 às 15:07

Há 3 meses
GUILHERME BOULOS DANDO ENTREVISTA À TBN

Guilherme Boulos é pré-candidato à presidência pelo PSOL (Foto: Daniel Rocha)

O pré-candidato à presidência da República pelo Psol, Guilherme Boulos, disse que o objetivo principal da eleição é enfrentar “retrocessos que estão acontecendo” com o atual presidente da República, Michel Temer (MDB), e “gente igual a Jair Bolsonaro”.  Em entrevista a rádio Tribuna Band News, Boulos fez críticas ao Governo Lula, prometeu plebiscito para revogar ações do Governo Temer e defendeu medidas contra a seca e em prol do salário mínimo.

O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) cumpre agenda em Fortaleza, nesta quinta-feira (28), em data coincidente com a agenda do também pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL) na Capital.

Ambos ocupam lugares extremos nas pesquisas de intenção de voto. Enquanto Bolsonaro figura entre as lideranças, Boulos segue buscando tornar-se conhecido da população.

Herança política

Tido como um dos principais nomes à esquerda para o próximo processo eleitoral, Boulos criticou a prisão do ex-presidente Lula, que lidera pesquisas de intenção de voto, apesar de estar impedido de disputar. Ainda assim, fez ressalvas sobre o governo do petista.

“Nós temos diferenças em relação ao governo que o presidente Lula fez. Achamos que teve avanços, teve programas sociais, teve políticas públicas, melhora da renda, mas faltou fazer enfrentamento e faltou governar de outro jeito e com outras pessoas”, disse o pré-candidato.

Ele reforçou as diferenças na forma de fazer politica entre os dois partidos. Entre elas, a formação de alianças, citando o Ceará como um dos exemplos.

“Fazer aliança com quem sempre mandou no Estado Brasileiro e continuar fazendo aliança depois de tudo o que aconteceu, no caso do Ceará, por exemplo, com Eunício Oliveira (PMDB). Isso não dar para admitir”, ressaltou Boulos.

 

Adversários

Nova pesquisa CNI/Ibope, divulgada nesta quinta-feira, mostrou, sem considerar Lula na disputa, Bolsonaro com 17% das intenções de voto, contra 13% de Marina Silva (Rede), 8% de Ciro Gomes (PDT) e 6% de Geraldo Alckmin (6%). Boulos tem apenas 1% dos votos.

“Nós achamos que o objetivo principal dessa eleição é a gente conseguir enfrentar os retrocessos que estão acontecendo, o Temer, a turma do Temer, gente igual a Jair Bolsonaro, que representa o atraso. Nós temos a clareza de que esse sistema político faliu”, afirmou o psolista.

Mudanças

O pré-candidato prometeu, como medida do seu governo, que irá realizar um plebiscito para revogar algumas ações do presidente Michel Temer.

Para o Nordeste, o presidenciável destacou projeto de combate a seca.

“Precisamos retomar e aprofundar um programa de cisternas. Voltar às cisternas de cimentos que eram feitas em conjunto com a comunidade, com participação pedagógica, envolvimento das pessoas, e garantem um grau de autonomia em relação a forma de convivência com a seca. Quando a água não está chegando aqui (Ceará), ela tem que chegar, mas não para o agronegócio. Tem que chegar, sobretudo, para a população que mais precisa”, frisou Boulos.

 

Boulos defendeu ainda a tributação de grandes riquezas e a valorização do salário mínimo.

“Pra ter condição de aumentar o salário mínimo, vamos ter que mexer numa reforma tributária progressiva, pra fazer o andar de cima, o 1% mais rico, pagar imposto, porque hoje quem paga imposto no Brasil é a classe média e o pobre trabalhador”, disse.