Aécio Neves diz que Tasso tem "as melhores condições" para presidir PSDB até dezembro
REALINHAMENTO

Aécio Neves diz que Tasso tem “as melhores condições” para presidir PSDB até dezembro

O senador cearense está no comando do PSDB desde maio quando Aécio pediu licença, mas tem sofrido resistência da ala governista do partido

Por Tribuna do Ceará em Política

24 de agosto de 2017 às 15:57

Há 4 semanas
No começo de agosto, Aécio anunciou que Tasso ficaria na presidência até dezembro. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

No começo de agosto, Aécio anunciou que Tasso ficaria na presidência até dezembro. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O senador Aécio Neves (PSDB) disse nesta quinta-feira (24) que o presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati é quem tem “as melhores condições para conduzir o partido até dezembro”, data em que os tucanos iniciarão o processo de escolha do candidato à Presidência da República nas eleições de 2018. Segundo Aécio, não há mais racha no partido, que deverá se manter na base de apoio ao governo federal.

“Há paz no ninho [tucano]”, disse o senador mineiro ao deixar o diretório do PSDB, onde ocorre uma reunião com os 27 diretórios regionais do partido. “Tive ontem uma conversa com Tasso. Nossas divergências foram superadas e continuamos em nossa trilha de construir um projeto para o país”.

Os elogios a Tasso Jereissati foram feitos após divergências internas sobre o partido permanecer ou não na base do governo. “Quando me licenciei, o fiz para preservar o interesse do partido. Fui eu quem sugeriu o nome do senador Tasso para a presidência do partido. É ele quem tem melhores condições para conduzir o partido até dezembro, quando escolheremos nosso candidato à Presidência da República. Os pontos em que divergíamos estão superados”, acrescentou.

Na terça-feira (22), sobre as articulações de uma ala do partido para o retorno de Aécio e a nomeação de um novo vice, Tasso afirmou que a medida era simples de ser solucionada. “Não preciso articular nada. É só o senador Áecio querer e em cinco minutos ele resolve isso. É só ele escrever um documento que quer voltar ao partido e se quiser indicar alguém ou ficar na presidência ele escreve um documento. Isso é muito simples de fazer”, disse.

De acordo com o site G1, ao final da reunião, o senador cearense disse que a crise no PSDB é “página virada”. Tasso afirmou ainda que cabe a Michel Temer definir a ocupações de ministérios e a posição do PSDB nas votações do Congresso “não dependem” de cargos. “Não precisava selar paz onde não havia guerra”, ressaltou o presidente.

Governo Temer
Aécio negou que haja qualquer divisão em seu partido e que o apoio ao governo do presidente Michel Temer está relacionado ao compromisso com as reformas que foram sempre defendidas pelo partido.

“A agenda de reformas se deu no momento em que defendemos o afastamento da presidente Dilma. Se apoiar um governo com baixa popularidade for o preço para que uma agenda das reformas que sempre defendemos seja implementada, acho que temos de pagar esse preço. Não estamos atrás de cargos ou de benesses de poder”, argumentou o senador, que negou ser pré-candidato às próximas eleições presidenciais. (Com informações da Agência Brasil)

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Aécio Neves diz que Tasso tem “as melhores condições” para presidir PSDB até dezembro

O senador cearense está no comando do PSDB desde maio quando Aécio pediu licença, mas tem sofrido resistência da ala governista do partido

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24 de agosto de 2017 às 15:57

Há 4 semanas
No começo de agosto, Aécio anunciou que Tasso ficaria na presidência até dezembro. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

No começo de agosto, Aécio anunciou que Tasso ficaria na presidência até dezembro. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O senador Aécio Neves (PSDB) disse nesta quinta-feira (24) que o presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati é quem tem “as melhores condições para conduzir o partido até dezembro”, data em que os tucanos iniciarão o processo de escolha do candidato à Presidência da República nas eleições de 2018. Segundo Aécio, não há mais racha no partido, que deverá se manter na base de apoio ao governo federal.

“Há paz no ninho [tucano]”, disse o senador mineiro ao deixar o diretório do PSDB, onde ocorre uma reunião com os 27 diretórios regionais do partido. “Tive ontem uma conversa com Tasso. Nossas divergências foram superadas e continuamos em nossa trilha de construir um projeto para o país”.

Os elogios a Tasso Jereissati foram feitos após divergências internas sobre o partido permanecer ou não na base do governo. “Quando me licenciei, o fiz para preservar o interesse do partido. Fui eu quem sugeriu o nome do senador Tasso para a presidência do partido. É ele quem tem melhores condições para conduzir o partido até dezembro, quando escolheremos nosso candidato à Presidência da República. Os pontos em que divergíamos estão superados”, acrescentou.

Na terça-feira (22), sobre as articulações de uma ala do partido para o retorno de Aécio e a nomeação de um novo vice, Tasso afirmou que a medida era simples de ser solucionada. “Não preciso articular nada. É só o senador Áecio querer e em cinco minutos ele resolve isso. É só ele escrever um documento que quer voltar ao partido e se quiser indicar alguém ou ficar na presidência ele escreve um documento. Isso é muito simples de fazer”, disse.

De acordo com o site G1, ao final da reunião, o senador cearense disse que a crise no PSDB é “página virada”. Tasso afirmou ainda que cabe a Michel Temer definir a ocupações de ministérios e a posição do PSDB nas votações do Congresso “não dependem” de cargos. “Não precisava selar paz onde não havia guerra”, ressaltou o presidente.

Governo Temer
Aécio negou que haja qualquer divisão em seu partido e que o apoio ao governo do presidente Michel Temer está relacionado ao compromisso com as reformas que foram sempre defendidas pelo partido.

“A agenda de reformas se deu no momento em que defendemos o afastamento da presidente Dilma. Se apoiar um governo com baixa popularidade for o preço para que uma agenda das reformas que sempre defendemos seja implementada, acho que temos de pagar esse preço. Não estamos atrás de cargos ou de benesses de poder”, argumentou o senador, que negou ser pré-candidato às próximas eleições presidenciais. (Com informações da Agência Brasil)