Três mulheres mortas em sete dias por presenciarem crimes na Região Metropolitana de Fortaleza

Duas das vítimas foram assassinadas por terem denunciado a ação de traficantes à polícias. Outra, uma adolescente de apenas 14 anos, foi encontrada morta dois dias depois de presenciar um crime

Em um período de sete dias, duas mulheres e uma adolescente foram assassinadas em Fortaleza e Região Metropolitana porque presenciaram ações de criminosos. O caso mais recente ocorreu neste domingo  (19), em Itaitinga. A polícia está em alerta, pois os crimes podem disseminar o medo e desestimular a população a fazer denúncias.

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A primeira vítima da sequência de assassinatos foi morta com cerca de nove tiros, na tarde do domingo (12), na rua Cândido Castelo Branco, bairro Barra do Ceará, na Zona Oeste de Fortaleza. A vítima estava parada na calçada, quando uma Parati parou e o “carona” colocou o braço para fora e efetuou os disparos de pistola calibre ponto 40, arma de uso restrito das Forças Policiais.

Uma das hipóteses levantadas pela polícia é que a mulher foi morta porque teria denunciado os traficantes da área à Polícia, o que deixou muitos deles irritados, principalmente porque vários bandidos que comercializam drogas naquela área foram presos.

O caso mais bárbaro ocorreu três dias depois, no bairro Barroso, periferia da capital. A adolescente Ana Carolina Lopes, de apenas 14 anos, foi encontrada morta. O corpo foi encontrado enrolado em uma rede e enterrado em um matagal, as margens do Rio Cocó, na tarde desta quarta-feira (15).

A adolescente teria presenciado um crime no último sábado (11). Na segunda-feira (13), ela desapareceu e na quarta-feira a família da vítima começou a receber ligações informando que ela estaria morta e enterrada nas proximidade do Rio Cocó.

A terceira vítima, Maria Valdete Araújo Azevedo, de 37 anos foi queima de arquivo, segundo afirmação da Polícia. Ela foi assassinada com vários tiros de pistola na noite deste domingo (19), em Itaitinga, Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). As investigações preliminares apontam que ela morreu porque denunciou a ação de traficantes na cidade.

Valdete Azevedo, mesmo sabendo que corria o risco de morrer, procurou as autoridades para denunciar as ações dos traficantes na comunidade. Os bandidos souberam da delação e passaram a fazer ameaças, concretizando-as na noite deste domingo.

Polícia preocupada

O major Marcus Costa, Assessor de Imprensa da Polícia Militar disse ao Jangadeiro Online que a situação preocupa, pois esses crimes podem intimidar a população a fazer denúncias, e a polícia precisa dessa parceria com a comunidade para tomar conhecimento de casos e fazer investigações.

Segundo o major, a informação é a principal ferramenta da polícia. A orientação é que as pessoas procurem meios seguros para denunciar, sem se expor, como fazer ligações para os telefones 155, da ouvidoria da PM, ou teledenúncia 181. Além disso, não devem comentar com ninguém sobre a comunicação com a polícia.

Redação Jangadeiro Online

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