Viúva de presidente da Associação dos Cornos confidencia: "Nunca traí, eu que fui traída"
PERSONAGENS DA CIDADE

Viúva de presidente da Associação dos Cornos confidencia: “Nunca traí, eu que fui traída”

Cláudia Coelho conta os causos divertidos do marido José Adauto Caetano, que morreu depois de fundar e presidir por 18 anos a Associação dos Cornos do Ceará

Por Daniel Rocha em Perfil

25 de julho de 2017 às 07:00

Há 3 semanas

Cláudia Coelho, 48, viveu por 30 anos ao lado do presidente da Associação dos Cornos do Ceará (FOTO: Daniel Rocha/Tribuna do Ceará)

Ao contrário do dito popular, Cláudia Coelho, viúva do presidente da Associação dos Cornos do Ceará, sempre foi fiel ao marido. Segundo ela, José Adauto Caetano, falecido no último dia 16, foi traído pela “primeira mulher”, o que motivou a escrever sobre cornos e, posteriormente, a fundar a associação em 1999. Por ela, que fique claro, nunca.

Cláudia recebeu o Tribuna do Ceará para uma conversa poucos dias depois da morte do marido, um dos anônimos mais famosos de Fortaleza. Descontraída apesar da dor da perda, ela relembra as molecagens de Adauto, tema de diversas reportagens ao longo dos anos.

Ao contrário do que muitos imaginavam, os comentários sobre sofrer com a infidelidade de sua esposa sempre foram brincadeiras de Adauto e Cláudia. “Era uma brincadeira nossa mesmo. É tanto que ele me chamava de minha santinha”, conta.

Quem escutava os comentários interpretava de outra forma, ao ponto de fazer perguntas indiscretas à Cláudia. “Às vezes, eu ficava chateada porque perguntavam se ele era corno mesmo”, afirma.

Nos 30 anos em que estiveram juntos, a viúva ajudou a fundar e a manter os trabalhos da associação. Trabalhou como conselheira e, hoje, é tesoureira. “Eu sempre estive presente no que ele estava fazendo. Ele vivia praticamente para a associação”, relata.

Assim como os membros da associação, Cláudia também foi traída, mas por seu Adauto. O presidente da Associação dos Cornos se envolveu com duas mulheres durante o casamento. “Ele sempre dizia que eu era a décima mulher. Eu só conheço a primeira mulher. Mas sei que ele teve duas quando estava comigo”, relata. E, dessas traições, Adauto tornou-se pai de duas meninas.

Após a morte de Adauto, Cláudia irá conversar com os outros membros para definir o futuro da Associação (FOTO: Daniel Rocha/Tribuna do Ceará)

Apesar dos momentos conflitantes da relação, ela se preocupava com o marido. Nos últimos meses de vida do seu marido, Cláudia recomendou a Adauto a se afastar dos trabalhos de presidente devido às inúmeras preocupações que tinha. “Eu admirava a dedicação dele, mas eu recomendava a acabar com a associação, porque ele se desgastava muito. Mas ele dizia que gostava muito e se divertia”, relembra.

Qual é o futuro da associação?

Com o falecimento do presidente, os membros da Associação dos Cornos do Ceará vão decidir se irão manter a instituição ou não. Segundo Cláudia, José Adauto estava buscando meios para conseguir recursos para arcar com as despesas do prédio.

“Ele se preocupava muito em dar andamento e pelejava para isso. Ultimamente, ele estava fazendo uma campanha para arrecadar recursos para aumentar o prédio e expandir as atividades”, comenta. Adauto sonhava com uma sede própria para a associação com alojamentos e área de lazer. Desejo que não viu concretizar-se.

 

Veja mais detalhes no vídeo do Vem que tem da TV Jangadeiro/SBT:

 

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Viúva de presidente da Associação dos Cornos confidencia: “Nunca traí, eu que fui traída”

Cláudia Coelho conta os causos divertidos do marido José Adauto Caetano, que morreu depois de fundar e presidir por 18 anos a Associação dos Cornos do Ceará

Por Daniel Rocha em Perfil

25 de julho de 2017 às 07:00

Há 3 semanas

Cláudia Coelho, 48, viveu por 30 anos ao lado do presidente da Associação dos Cornos do Ceará (FOTO: Daniel Rocha/Tribuna do Ceará)

Ao contrário do dito popular, Cláudia Coelho, viúva do presidente da Associação dos Cornos do Ceará, sempre foi fiel ao marido. Segundo ela, José Adauto Caetano, falecido no último dia 16, foi traído pela “primeira mulher”, o que motivou a escrever sobre cornos e, posteriormente, a fundar a associação em 1999. Por ela, que fique claro, nunca.

Cláudia recebeu o Tribuna do Ceará para uma conversa poucos dias depois da morte do marido, um dos anônimos mais famosos de Fortaleza. Descontraída apesar da dor da perda, ela relembra as molecagens de Adauto, tema de diversas reportagens ao longo dos anos.

Ao contrário do que muitos imaginavam, os comentários sobre sofrer com a infidelidade de sua esposa sempre foram brincadeiras de Adauto e Cláudia. “Era uma brincadeira nossa mesmo. É tanto que ele me chamava de minha santinha”, conta.

Quem escutava os comentários interpretava de outra forma, ao ponto de fazer perguntas indiscretas à Cláudia. “Às vezes, eu ficava chateada porque perguntavam se ele era corno mesmo”, afirma.

Nos 30 anos em que estiveram juntos, a viúva ajudou a fundar e a manter os trabalhos da associação. Trabalhou como conselheira e, hoje, é tesoureira. “Eu sempre estive presente no que ele estava fazendo. Ele vivia praticamente para a associação”, relata.

Assim como os membros da associação, Cláudia também foi traída, mas por seu Adauto. O presidente da Associação dos Cornos se envolveu com duas mulheres durante o casamento. “Ele sempre dizia que eu era a décima mulher. Eu só conheço a primeira mulher. Mas sei que ele teve duas quando estava comigo”, relata. E, dessas traições, Adauto tornou-se pai de duas meninas.

Após a morte de Adauto, Cláudia irá conversar com os outros membros para definir o futuro da Associação (FOTO: Daniel Rocha/Tribuna do Ceará)

Apesar dos momentos conflitantes da relação, ela se preocupava com o marido. Nos últimos meses de vida do seu marido, Cláudia recomendou a Adauto a se afastar dos trabalhos de presidente devido às inúmeras preocupações que tinha. “Eu admirava a dedicação dele, mas eu recomendava a acabar com a associação, porque ele se desgastava muito. Mas ele dizia que gostava muito e se divertia”, relembra.

Qual é o futuro da associação?

Com o falecimento do presidente, os membros da Associação dos Cornos do Ceará vão decidir se irão manter a instituição ou não. Segundo Cláudia, José Adauto estava buscando meios para conseguir recursos para arcar com as despesas do prédio.

“Ele se preocupava muito em dar andamento e pelejava para isso. Ultimamente, ele estava fazendo uma campanha para arrecadar recursos para aumentar o prédio e expandir as atividades”, comenta. Adauto sonhava com uma sede própria para a associação com alojamentos e área de lazer. Desejo que não viu concretizar-se.

 

Veja mais detalhes no vídeo do Vem que tem da TV Jangadeiro/SBT: