Marroquino abre barbearia em Fortaleza com desejo de virar "ponto de encontro de nações"

EMPREENDEDOR

Marroquino abre barbearia em Fortaleza com desejo de virar “ponto de encontro de nações”

O barbeiro Hammadi Belahbib, de 25 anos, veio morar no Ceará há dois anos, e na semana passada lançou seu negócio próprio

Por Daniel Rocha em Perfil

4 de Fevereiro de 2018 às 07:00

Há 8 meses

O marroquino chegou em Fortaleza em maio de 2016 (Foto: Iago Monteiro)

Do norte da África para o maior país da América do Sul, Hammadi Belahbib, de 25 anos, decidiu vir morar em Fortaleza para experimentar uma nova cultura. Viver algumas “liberdades” que não são possíveis em seu país: Marrocos.

Com formação de Direito, o barbeiro Hammadi, também conhecido como Hammada, chegou ao Brasil para morar em maio de 2016, e de lá para cá vem conquistando o seu espaço no País.

Na semana passada, o jovem inaugurou sua própria barbearia, decorada com aspectos culturais de Marrocos.

“Uma coisa que chama minha atenção é o clima. Eu gosto do calor. Lá (Marrocos) faz frio. E também pela liberdade. Você pode beber na rua ou ir ao bar, porque lá é proibido. Se você beber fora de casa, você pode ser preso. Aqui é outro mundo”, ressalta.

Ao chegar ao Brasil, Hammadi encontrou dificuldades de encontrar emprego na cidade. Segundo ele, foram quase três meses sem emprego. Mas conseguiu um espaço no mercado como barbeiro, atividade que fazia em Marrocos.

“Foi bem difícil conseguir trabalho porque eu não falava português”, explicou. No seu primeiro emprego na barbearia, o valor que conseguia por mês era insuficiente para arcar com as despesas de casa.

O dinheiro trazido para morar em Fortaleza o ajudou a custear sua permanência na cidade. Com o tempo, o seu salário aumentou ao ponto de conseguir custear sozinho suas despesas.”Nessa barbearia que trabalho há um ano, o meu salário melhorou bastante, mas foi com o tempo”, esclarece.

Para conseguir que o seu rendimento crescesse como barbeiro, além de apostar na qualidade do seu serviço, Hammadi investe no atendimento. “Atender o cliente bem, ter uma conversa boa, recebê-lo com sorriso. Faço um atendimento para ganhar o cliente”, destacou.

Hammada decidiu viver no Brasil para vivenciar algumas “liberdades” (Foto: Iago Monteiro)

Após quase dois anos, trabalhando como barbeiro, Hammada agora inicia um novo passo durante o seu período aqui no Brasil: dar início ao seu novo negócio.

Neste mês de janeiro, o marroquino saiu da barbearia em que trabalhava para abrir a sua. “Está sendo muito corrido. Há muitas burocracias. Há dois meses que tento abrir a minha”, explica.

Além dos assuntos burocráticos, há também os detalhes de como vai ser o seu estabelecimento. Hammada optou por trazer um pouco de Marrocos para as terras cearenses.

A decoração é inspirada nos aspectos culturais de seu país de origem, mas a ideia é que ela seja um ponto de encontro de todas as nações. Por esse motivo, irá se chamar de “Barbearia Internacional”.

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(Foto: Iago Monteiro)

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Marroquino abre barbearia em Fortaleza com desejo de virar “ponto de encontro de nações”

O barbeiro Hammadi Belahbib, de 25 anos, veio morar no Ceará há dois anos, e na semana passada lançou seu negócio próprio

Por Daniel Rocha em Perfil

4 de Fevereiro de 2018 às 07:00

Há 8 meses

O marroquino chegou em Fortaleza em maio de 2016 (Foto: Iago Monteiro)

Do norte da África para o maior país da América do Sul, Hammadi Belahbib, de 25 anos, decidiu vir morar em Fortaleza para experimentar uma nova cultura. Viver algumas “liberdades” que não são possíveis em seu país: Marrocos.

Com formação de Direito, o barbeiro Hammadi, também conhecido como Hammada, chegou ao Brasil para morar em maio de 2016, e de lá para cá vem conquistando o seu espaço no País.

Na semana passada, o jovem inaugurou sua própria barbearia, decorada com aspectos culturais de Marrocos.

“Uma coisa que chama minha atenção é o clima. Eu gosto do calor. Lá (Marrocos) faz frio. E também pela liberdade. Você pode beber na rua ou ir ao bar, porque lá é proibido. Se você beber fora de casa, você pode ser preso. Aqui é outro mundo”, ressalta.

Ao chegar ao Brasil, Hammadi encontrou dificuldades de encontrar emprego na cidade. Segundo ele, foram quase três meses sem emprego. Mas conseguiu um espaço no mercado como barbeiro, atividade que fazia em Marrocos.

“Foi bem difícil conseguir trabalho porque eu não falava português”, explicou. No seu primeiro emprego na barbearia, o valor que conseguia por mês era insuficiente para arcar com as despesas de casa.

O dinheiro trazido para morar em Fortaleza o ajudou a custear sua permanência na cidade. Com o tempo, o seu salário aumentou ao ponto de conseguir custear sozinho suas despesas.”Nessa barbearia que trabalho há um ano, o meu salário melhorou bastante, mas foi com o tempo”, esclarece.

Para conseguir que o seu rendimento crescesse como barbeiro, além de apostar na qualidade do seu serviço, Hammadi investe no atendimento. “Atender o cliente bem, ter uma conversa boa, recebê-lo com sorriso. Faço um atendimento para ganhar o cliente”, destacou.

Hammada decidiu viver no Brasil para vivenciar algumas “liberdades” (Foto: Iago Monteiro)

Após quase dois anos, trabalhando como barbeiro, Hammada agora inicia um novo passo durante o seu período aqui no Brasil: dar início ao seu novo negócio.

Neste mês de janeiro, o marroquino saiu da barbearia em que trabalhava para abrir a sua. “Está sendo muito corrido. Há muitas burocracias. Há dois meses que tento abrir a minha”, explica.

Além dos assuntos burocráticos, há também os detalhes de como vai ser o seu estabelecimento. Hammada optou por trazer um pouco de Marrocos para as terras cearenses.

A decoração é inspirada nos aspectos culturais de seu país de origem, mas a ideia é que ela seja um ponto de encontro de todas as nações. Por esse motivo, irá se chamar de “Barbearia Internacional”.

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