Cearense com braços amputados vira inspiração como pintor de paredes
SUPERAÇÃO

Cearense com braços amputados vira inspiração como pintor de paredes

João Bosco sofreu acidente e usa o rolo de tinta amarrado a uma fita adesiva no que restou do membro superior

Por Roberta Tavares em Perfil

21 de junho de 2016 às 06:15

Há 9 meses
Bosco atua como pintor de paredes e treinador de futebol (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

Bosco atua como pintor de paredes e treinador de futebol (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

Histórias de superação no Ceará não faltam. O morador do município de São Gonçalo do Amarante, a 65 quilômetros de Fortaleza, João Bosco, é um exemplo disso. Ele é pintor, mesmo não tendo o braço direito nem parte do esquerdo. “E eu não pinto só parede. Sou treinador do time da região onde moro, dirijo carro, jogo bola, o que você pedir, eu tento fazer”, garantiu.

Bosco usa o rolo de tinta amarrado com uma fita adesiva no que restou do membro amputado e consegue ganhar uma renda extra como pintor. “Eu sou extrovertido, sabe? Não me sinto deficiente”.

O cearense ganhou uma nova chance de viver. Há três anos, sofreu acidente e ficou 18 dias em coma. “Eu estava fazendo um serviço, quando encostei o equipamento de trabalho na alta tensão. Foram 13.800 Volts, um choque grande, perdi minha mão na hora. Meus rins pararam. Fiquei com sonda na boca e para urinar, quase morto mesmo. Quando acordei, o médico perguntou se eu queria viver e me disse que eu precisava amputar o braço direito. Eu falei: ‘se for para eu viver, pode ir em frente“, lembra.

A ânsia pela vida chama a atenção de todos que convivem com ele. Os amigos orgulhosos gravam vídeos dos diversos serviços que Bosco exerce e divulgam nas redes sociais. “Passo o pano na casa, varro. Se quiser ouvir música, abro a gaveta com o pé, jogo o CD em cima da mesa, pego com a boca e coloco para tocar, não chamo ninguém. Eu pensava muito: ‘e agora, como vou viver?’, mas não tenho nada nas minhas pernas, meu pensamento está normal, eu não morri, então vou tentando”, dá o exemplo.

Assista à matéria de Fernanda Nepomuceno, do programa Gente na TV, da TV Jangadeiro/SBT:

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SUPERAÇÃO

Cearense com braços amputados vira inspiração como pintor de paredes

João Bosco sofreu acidente e usa o rolo de tinta amarrado a uma fita adesiva no que restou do membro superior

Por Roberta Tavares em Perfil

21 de junho de 2016 às 06:15

Há 9 meses
Bosco atua como pintor de paredes e treinador de futebol (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

Bosco atua como pintor de paredes e treinador de futebol (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

Histórias de superação no Ceará não faltam. O morador do município de São Gonçalo do Amarante, a 65 quilômetros de Fortaleza, João Bosco, é um exemplo disso. Ele é pintor, mesmo não tendo o braço direito nem parte do esquerdo. “E eu não pinto só parede. Sou treinador do time da região onde moro, dirijo carro, jogo bola, o que você pedir, eu tento fazer”, garantiu.

Bosco usa o rolo de tinta amarrado com uma fita adesiva no que restou do membro amputado e consegue ganhar uma renda extra como pintor. “Eu sou extrovertido, sabe? Não me sinto deficiente”.

O cearense ganhou uma nova chance de viver. Há três anos, sofreu acidente e ficou 18 dias em coma. “Eu estava fazendo um serviço, quando encostei o equipamento de trabalho na alta tensão. Foram 13.800 Volts, um choque grande, perdi minha mão na hora. Meus rins pararam. Fiquei com sonda na boca e para urinar, quase morto mesmo. Quando acordei, o médico perguntou se eu queria viver e me disse que eu precisava amputar o braço direito. Eu falei: ‘se for para eu viver, pode ir em frente“, lembra.

A ânsia pela vida chama a atenção de todos que convivem com ele. Os amigos orgulhosos gravam vídeos dos diversos serviços que Bosco exerce e divulgam nas redes sociais. “Passo o pano na casa, varro. Se quiser ouvir música, abro a gaveta com o pé, jogo o CD em cima da mesa, pego com a boca e coloco para tocar, não chamo ninguém. Eu pensava muito: ‘e agora, como vou viver?’, mas não tenho nada nas minhas pernas, meu pensamento está normal, eu não morri, então vou tentando”, dá o exemplo.

Assista à matéria de Fernanda Nepomuceno, do programa Gente na TV, da TV Jangadeiro/SBT: