Astrônomo cearense desempregado descobre chuvas de meteoros e pede ajuda para ir à Sérvia
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Astrônomo cearense desempregado descobre chuvas de meteoros e pede ajuda para ir à Sérvia

Lauriston Trindade precisa de R$ 8.500 para ir à Sérvia apresentar sua descoberta científica. Mas tem um problema: ele está desempregado

Por Daniel Rocha em Perfil

4 de setembro de 2017 às 06:45

Há 2 semanas

Lauriston Trindade foi o primeiro brasileiro a prevê chuvas de meteoros (FOTO: Arquivo Pessoal)

Nascido em Maranguape, o técnico químico e astrônomo Lauriston Trindade foi o primeiro brasileiro a prever duas chuvas de meteoros por meio da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon).

O estudo do cearense foi reconhecido pelo Meteor Data Center, órgão ligado à União Astronômica Internacional. Para formalizar a descoberta, Trindade vai participar da Conferência Internacional de Meteoros, na Sérvia. Mas há um problema. Lauriston está desempregado.

“Nós temos que fazer uma validação da descoberta a partir de um artigo científico. A União Astronômica Internacional quer que a comunidade científica tenha conhecimento da descoberta”, explicou Lauriston.

A viagem está prevista para o mês de setembro, mas por estar desempregado, ele tem dificuldades de conseguir recursos para realizar a viagem. Marcus Zurita, pesquisador e membro da Bramom, criou uma vaquinha na internet em maio. A expectativa era conseguir arrecadar R$ 8.500, mas até o momento R$ 7.430 foram doados.

Os estudos sobre a chuva de meteoros tiveram início no mês de janeiro. Foram vários cálculos e horas dedicadas à pesquisa para conseguir comprovar a existência do fenômeno. Para conseguir alcançar a descoberta, Lauriston teve que consultar inúmeros artigos científicos, desenvolver cálculos matemáticos para facilitar nos cálculos.

O resultado não poderia ter sido diferente. O cearense conseguiu identificar dois grupos de meteoros.

“No fim de janeiro, tínhamos duas chuvas de meteoros validadas. As chuvas aconteceram nos dias 11 de junho e 5 de agosto deste ano. Conseguimos saber as características dos 4.205 meteoros e identificar dois grupos”, explicou.

O técnico químico e astrônomo precisa ir à Sérvia para certificar a previsão (FOTO: Divulgação)

De dois empregos para nenhum

Mas antes da descoberta, o cearense atuava como técnico químico na Petrobras e era secretário adjunto do Meio Ambiente da Prefeitura de Maranguape. Na secretaria da Prefeitura, estava à frente de um projeto, chamado Estação de Inovação em Tecnologias Ambientais (Eita), que trata-se de uma escola destinada para os alunos do fundamental I e II para estudar o bioma e formar uma farmácia viva.

Devido às dificuldades de manter as duas atividades, Lauriston optou por deixar o seu cargo na Petrobrás para se dedicar ao projeto na Prefeitura de Maranguape. Entretanto, por conta da mudança de gestão, o cearense teve que sair do cargo. “Fui descontinuado”, disse Lauriston.

Desde então, o técnico químico e astrônomo tem se dedicado a aulas particulares de Química para poder conseguir ter uma renda enquanto não consegue um emprego.

Bramom

A Rede Brasileira de Observação de Meteoros é uma uma organização aberta e colaborativa, mantida por cerca de 70 voluntários e colaboradores. A associação não tem fins lucrativas e, por meio de uma rede de câmeras espalhadas pelo País, pretende monitorar os meteoros a fim de produzir dados para a comunidade científica. Segundo Lauriston, de 2014 a 2016, cerca de 100 mil registros de meteoros foram identificados.

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Lauriston Trindade precisa de R$ 8.500 para ir à Sérvia apresentar sua descoberta científica. Mas tem um problema: ele está desempregado

Por Daniel Rocha em Perfil

4 de setembro de 2017 às 06:45

Há 2 semanas

Lauriston Trindade foi o primeiro brasileiro a prevê chuvas de meteoros (FOTO: Arquivo Pessoal)

Nascido em Maranguape, o técnico químico e astrônomo Lauriston Trindade foi o primeiro brasileiro a prever duas chuvas de meteoros por meio da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon).

O estudo do cearense foi reconhecido pelo Meteor Data Center, órgão ligado à União Astronômica Internacional. Para formalizar a descoberta, Trindade vai participar da Conferência Internacional de Meteoros, na Sérvia. Mas há um problema. Lauriston está desempregado.

“Nós temos que fazer uma validação da descoberta a partir de um artigo científico. A União Astronômica Internacional quer que a comunidade científica tenha conhecimento da descoberta”, explicou Lauriston.

A viagem está prevista para o mês de setembro, mas por estar desempregado, ele tem dificuldades de conseguir recursos para realizar a viagem. Marcus Zurita, pesquisador e membro da Bramom, criou uma vaquinha na internet em maio. A expectativa era conseguir arrecadar R$ 8.500, mas até o momento R$ 7.430 foram doados.

Os estudos sobre a chuva de meteoros tiveram início no mês de janeiro. Foram vários cálculos e horas dedicadas à pesquisa para conseguir comprovar a existência do fenômeno. Para conseguir alcançar a descoberta, Lauriston teve que consultar inúmeros artigos científicos, desenvolver cálculos matemáticos para facilitar nos cálculos.

O resultado não poderia ter sido diferente. O cearense conseguiu identificar dois grupos de meteoros.

“No fim de janeiro, tínhamos duas chuvas de meteoros validadas. As chuvas aconteceram nos dias 11 de junho e 5 de agosto deste ano. Conseguimos saber as características dos 4.205 meteoros e identificar dois grupos”, explicou.

O técnico químico e astrônomo precisa ir à Sérvia para certificar a previsão (FOTO: Divulgação)

De dois empregos para nenhum

Mas antes da descoberta, o cearense atuava como técnico químico na Petrobras e era secretário adjunto do Meio Ambiente da Prefeitura de Maranguape. Na secretaria da Prefeitura, estava à frente de um projeto, chamado Estação de Inovação em Tecnologias Ambientais (Eita), que trata-se de uma escola destinada para os alunos do fundamental I e II para estudar o bioma e formar uma farmácia viva.

Devido às dificuldades de manter as duas atividades, Lauriston optou por deixar o seu cargo na Petrobrás para se dedicar ao projeto na Prefeitura de Maranguape. Entretanto, por conta da mudança de gestão, o cearense teve que sair do cargo. “Fui descontinuado”, disse Lauriston.

Desde então, o técnico químico e astrônomo tem se dedicado a aulas particulares de Química para poder conseguir ter uma renda enquanto não consegue um emprego.

Bramom

A Rede Brasileira de Observação de Meteoros é uma uma organização aberta e colaborativa, mantida por cerca de 70 voluntários e colaboradores. A associação não tem fins lucrativas e, por meio de uma rede de câmeras espalhadas pelo País, pretende monitorar os meteoros a fim de produzir dados para a comunidade científica. Segundo Lauriston, de 2014 a 2016, cerca de 100 mil registros de meteoros foram identificados.