Roberto Costa: "Saúde é o que importa"
SEM QUILÔMETROS

Roberto Costa: “Saúde é o que importa”

Jornalista chama atenção para as ‘revisões’ que os motoristas devem fazer no próprio corpo, para evitar desgastes

Por Tribuna do Ceará em Opinião

6 de agosto de 2016 às 06:50

Há 6 meses

Por Roberto Costa

O dia a dia agitado das grandes cidades ou o ritmo frenético das estradas aliados a horários e prazos trazem uma carga física e emocional brutal ao profissional do volante independente do modal que atua.

Nas cidades, motoristas de ônibus e táxis e, na estrada, os caminhoneiros nem sempre dão ao corpo os mesmos cuidados que os veículos recebem e, não raramente, surgem notícias de acidentes causados por estafa e estresse e, em alguns casos, internações e até óbitos nos momentos de parada causados por diversos fatores.

Longas jornadas de trabalho aliadas à falta de atividades física e alimentação saudável contribuem para o surgimento de depressão, diabete e colesterol alto além da apneia do sono que muitos sequer notam. Este coquetel nascido do descuido com a saúde e, muitas vezes, de condições ideais de trabalho põe em risco toda a atividade profissional e de outras pessoas que utilizam ou circundam o ambiente de trabalho.

Iniciar a jornada de trabalho fazendo um leve alongamento, posicionar o corpo de forma ereta e na distancia correta para acionamento do volante, pedais e alavanca de marcha ré, algo simples que pode evitar muitas tensões e diminuir o cansaço, mas não é tudo.

Alimentação saudável não é sinônimo de sofisticada ou cara. Reduzir ao máximo o consumo de sal, açúcar, amidos, refrigerantes, alimentos industrializados é algo fácil de seguir, pois sempre será possível substituir por frutas ou sucos e tomar muita água vai “lubrificar” bem o organismo. Pra os estradeiros levar alimentos saudáveis para o lanche é uma boa opção alimentar e, provavelmente, econômica evitando mudanças bruscas de costumes nas diversas regiões. Outro inimigo mortal e silencioso é o tabaco que deve ser totalmente abolido.

Motoristas com mais de 40 anos ou que tragam algum tipo extra de risco como pressão alta ou qualquer anomalia cardíaca, obesidade, devem realizar exames de rotina anualmente para detectarem e, consequentemente, tratarem, a existência de colesterol alto, diabetes, além do funcionamento de fígado e rins, não esquecer o PSA e exame de próstata que mata pelo preconceito.

Como toda máquina, o corpo também possui seus limites, e passar mais de 10 horas por dia ao volante é abusar da sorte, abrindo a guarda para o estresse recorrente da profissão. O trânsito e a rotina do dia a dia com a pressa que todos negam, mas vivem, impacta diretamente no motorista responsável por transportar vidas e valores e muitas vezes não são respeitados limites de velocidade, sinalização ou mesmo regras mais simples gerando desgaste psicológico que pode gerar depressão, ansiedade, pressão alta, dores espalhadas pelo corpo, dependência química e fadiga, além da terrível Síndrome do Pânico.

Diante deste quatro, toda a vida do profissional fica comprometida, pois sem condições mínimas de saúde passa a trabalhar errado ou no limite da segurança, com queda acentuada no desempenho e, para piorar, chega a dificuldade de relacionamento doméstico, gerando um ciclo vicioso onde nem mesmo nas horas de descanso ou lazer traz algum prazer.

Nestas horas o motorista autônomo tende a sofrer mais, já que seus compromissos não podem ser diluídos pela frota e acaba não tomando os cuidados mesmo quando o corpo já está dando alerta de desgaste.

Diante de situações tão preocupantes, resta ao profissional fazer sua própria revisão nos períodos recomendados pelo corpo e lembrar que, para o veículo, existe o Manual de Instruções mas para o motorista não.

*Roberto Costa é jornalista especializado em veículos há 40 anos. Com experiência em áreas de vendas, marketing e pós-venda em distribuidores de veículos, atuou também na organização e vistorias de carros em competições automotoras.

A coluna “Sem Quilômetros” é publicada no Tribuna do Ceará, aos sábados, e vai ao ar na Rádio Tribuna BandNews (FM 101.7) às segundas e quartas-feiras, às 7h10, e na Edição da Noite, a partir das 18h.

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Roberto Costa: “Saúde é o que importa”

Jornalista chama atenção para as ‘revisões’ que os motoristas devem fazer no próprio corpo, para evitar desgastes

Por Tribuna do Ceará em Opinião

6 de agosto de 2016 às 06:50

Há 6 meses

Por Roberto Costa

O dia a dia agitado das grandes cidades ou o ritmo frenético das estradas aliados a horários e prazos trazem uma carga física e emocional brutal ao profissional do volante independente do modal que atua.

Nas cidades, motoristas de ônibus e táxis e, na estrada, os caminhoneiros nem sempre dão ao corpo os mesmos cuidados que os veículos recebem e, não raramente, surgem notícias de acidentes causados por estafa e estresse e, em alguns casos, internações e até óbitos nos momentos de parada causados por diversos fatores.

Longas jornadas de trabalho aliadas à falta de atividades física e alimentação saudável contribuem para o surgimento de depressão, diabete e colesterol alto além da apneia do sono que muitos sequer notam. Este coquetel nascido do descuido com a saúde e, muitas vezes, de condições ideais de trabalho põe em risco toda a atividade profissional e de outras pessoas que utilizam ou circundam o ambiente de trabalho.

Iniciar a jornada de trabalho fazendo um leve alongamento, posicionar o corpo de forma ereta e na distancia correta para acionamento do volante, pedais e alavanca de marcha ré, algo simples que pode evitar muitas tensões e diminuir o cansaço, mas não é tudo.

Alimentação saudável não é sinônimo de sofisticada ou cara. Reduzir ao máximo o consumo de sal, açúcar, amidos, refrigerantes, alimentos industrializados é algo fácil de seguir, pois sempre será possível substituir por frutas ou sucos e tomar muita água vai “lubrificar” bem o organismo. Pra os estradeiros levar alimentos saudáveis para o lanche é uma boa opção alimentar e, provavelmente, econômica evitando mudanças bruscas de costumes nas diversas regiões. Outro inimigo mortal e silencioso é o tabaco que deve ser totalmente abolido.

Motoristas com mais de 40 anos ou que tragam algum tipo extra de risco como pressão alta ou qualquer anomalia cardíaca, obesidade, devem realizar exames de rotina anualmente para detectarem e, consequentemente, tratarem, a existência de colesterol alto, diabetes, além do funcionamento de fígado e rins, não esquecer o PSA e exame de próstata que mata pelo preconceito.

Como toda máquina, o corpo também possui seus limites, e passar mais de 10 horas por dia ao volante é abusar da sorte, abrindo a guarda para o estresse recorrente da profissão. O trânsito e a rotina do dia a dia com a pressa que todos negam, mas vivem, impacta diretamente no motorista responsável por transportar vidas e valores e muitas vezes não são respeitados limites de velocidade, sinalização ou mesmo regras mais simples gerando desgaste psicológico que pode gerar depressão, ansiedade, pressão alta, dores espalhadas pelo corpo, dependência química e fadiga, além da terrível Síndrome do Pânico.

Diante deste quatro, toda a vida do profissional fica comprometida, pois sem condições mínimas de saúde passa a trabalhar errado ou no limite da segurança, com queda acentuada no desempenho e, para piorar, chega a dificuldade de relacionamento doméstico, gerando um ciclo vicioso onde nem mesmo nas horas de descanso ou lazer traz algum prazer.

Nestas horas o motorista autônomo tende a sofrer mais, já que seus compromissos não podem ser diluídos pela frota e acaba não tomando os cuidados mesmo quando o corpo já está dando alerta de desgaste.

Diante de situações tão preocupantes, resta ao profissional fazer sua própria revisão nos períodos recomendados pelo corpo e lembrar que, para o veículo, existe o Manual de Instruções mas para o motorista não.

*Roberto Costa é jornalista especializado em veículos há 40 anos. Com experiência em áreas de vendas, marketing e pós-venda em distribuidores de veículos, atuou também na organização e vistorias de carros em competições automotoras.

A coluna “Sem Quilômetros” é publicada no Tribuna do Ceará, aos sábados, e vai ao ar na Rádio Tribuna BandNews (FM 101.7) às segundas e quartas-feiras, às 7h10, e na Edição da Noite, a partir das 18h.