Danielle Lodetti: “É verdade que azeite de oliva aquecido perde totalmente seus benefícios?”
SUA SAÚDE

Danielle Lodetti: “É verdade que azeite de oliva aquecido perde totalmente seus benefícios?”

Nutricionista indica os melhores óleos para preparar os alimentos e dá dicas de como usá-los

Por Tribuna do Ceará em Opinião

22 de julho de 2016 às 06:40

Há 6 meses

Por Danielle Lodetti

Esta dúvida é muito comum entre as donas de casa e entre as pessoas que realmente querem o melhor para a saúde: qual o tipo de óleo que devo usar para fritar meu frango, refogar os legumes ou assar um peixe? Será que é azeite de oliva, óleo de coco, óleo de canola? Enfim, todos os dias as informações confundem a nossa cabeça neste sentido.

A verdade é a seguinte: os óleos vegetais de soja, canola, milho, girassol são gorduras insaturadas e que não resistem bem a altas temperaturas. Portanto, quando aquecidos, mesmo em fogo moderado, acabam oxidados. Um óleo oxidado não é recomendado para a saúde. É um tipo de gordura ruim e que está relacionada ao aumento de doenças como colesterol elevado, diabetes, aterosclerose.

E quanto ao azeite de oliva? Bom, este azeite resiste bem até uma temperatura de 180 a 200 graus, ou seja, para assar alimentos no forno dentro desta temperatura, ele é o mais recomendado. Ele também resiste a refogados e frituras em fogo baixo a moderado sem oxidar. Portanto, não tenha medo de usar o azeite de oliva para preparar seu almoço e jantar. Ele não vira “gordura ruim” com tanta facilidade. Claro que não podemos usá-lo acima da temperatura permitida.

Além disso, é saboroso e tem várias substâncias que fazem bem para a saúde, como o beta sitosterol. Os azeites de oliva mais saudáveis e ricos são os com acidez abaixo de 0,5 e índice de peroxidação menor que 20. Estes valores vêm citados no rótulo e devem ser consultados para garantir boa escolha. Ele deve vir de preferência em vidro escuro ou totalmente coberto, pois o contato do azeite com a luz também pode acelerar sua degradação.

Óleo de coco também é uma opção. Como é rico em gordura saturada, ele não oxida em altas temperaturas. Porém, tem um sabor mais acentuado que não combina com todos os alimentos, além de ter um custo elevado. Para fazer um peixe ou camarão, vai bem. Para carnes e frango, nem todo mundo gosta. Além disso, não podemos abusar da gordura saturada em nossa alimentação. E não adianta tomar 1 garrafa de óleo de coco achando que emagrece, pois os benefícios dele são excelentes, mas ele não é milagroso.

Portanto, antes de acreditarmos em tudo o que a gente lê ou ouve, vamos ver o que a ciência nos fala. E por enquanto, o azeite de oliva ainda é o campeão para nossa saúde e para a nosso almoço e jantar de cada dia, desde que o usemos da forma correta e sem exageros.

*Danielle Lodetti é nutricionista, especialista em fisiologia do exercício, nutrição estética, bioquímica aplicada à patologia, nutrição molecular e fitoterapia integrativa. Ela é sócia-proprietária da clínica Reviva Nutrição e proprietária da Reviva Sabor & Saúde.

A coluna “Sua Saúde” é publicada no Tribuna do Ceará, às sextas-feiras, e vai ao ar na Rádio Tribuna BandNews (FM 101.7) nas segundas e quartas, às 8h45.

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Nutricionista indica os melhores óleos para preparar os alimentos e dá dicas de como usá-los

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22 de julho de 2016 às 06:40

Há 6 meses

Por Danielle Lodetti

Esta dúvida é muito comum entre as donas de casa e entre as pessoas que realmente querem o melhor para a saúde: qual o tipo de óleo que devo usar para fritar meu frango, refogar os legumes ou assar um peixe? Será que é azeite de oliva, óleo de coco, óleo de canola? Enfim, todos os dias as informações confundem a nossa cabeça neste sentido.

A verdade é a seguinte: os óleos vegetais de soja, canola, milho, girassol são gorduras insaturadas e que não resistem bem a altas temperaturas. Portanto, quando aquecidos, mesmo em fogo moderado, acabam oxidados. Um óleo oxidado não é recomendado para a saúde. É um tipo de gordura ruim e que está relacionada ao aumento de doenças como colesterol elevado, diabetes, aterosclerose.

E quanto ao azeite de oliva? Bom, este azeite resiste bem até uma temperatura de 180 a 200 graus, ou seja, para assar alimentos no forno dentro desta temperatura, ele é o mais recomendado. Ele também resiste a refogados e frituras em fogo baixo a moderado sem oxidar. Portanto, não tenha medo de usar o azeite de oliva para preparar seu almoço e jantar. Ele não vira “gordura ruim” com tanta facilidade. Claro que não podemos usá-lo acima da temperatura permitida.

Além disso, é saboroso e tem várias substâncias que fazem bem para a saúde, como o beta sitosterol. Os azeites de oliva mais saudáveis e ricos são os com acidez abaixo de 0,5 e índice de peroxidação menor que 20. Estes valores vêm citados no rótulo e devem ser consultados para garantir boa escolha. Ele deve vir de preferência em vidro escuro ou totalmente coberto, pois o contato do azeite com a luz também pode acelerar sua degradação.

Óleo de coco também é uma opção. Como é rico em gordura saturada, ele não oxida em altas temperaturas. Porém, tem um sabor mais acentuado que não combina com todos os alimentos, além de ter um custo elevado. Para fazer um peixe ou camarão, vai bem. Para carnes e frango, nem todo mundo gosta. Além disso, não podemos abusar da gordura saturada em nossa alimentação. E não adianta tomar 1 garrafa de óleo de coco achando que emagrece, pois os benefícios dele são excelentes, mas ele não é milagroso.

Portanto, antes de acreditarmos em tudo o que a gente lê ou ouve, vamos ver o que a ciência nos fala. E por enquanto, o azeite de oliva ainda é o campeão para nossa saúde e para a nosso almoço e jantar de cada dia, desde que o usemos da forma correta e sem exageros.

*Danielle Lodetti é nutricionista, especialista em fisiologia do exercício, nutrição estética, bioquímica aplicada à patologia, nutrição molecular e fitoterapia integrativa. Ela é sócia-proprietária da clínica Reviva Nutrição e proprietária da Reviva Sabor & Saúde.

A coluna “Sua Saúde” é publicada no Tribuna do Ceará, às sextas-feiras, e vai ao ar na Rádio Tribuna BandNews (FM 101.7) nas segundas e quartas, às 8h45.