Águeda Muniz: "Desburocratização é o passo para definir nível de empreendedorismo de uma cidade"
CIDADES EM TRANSFORMAÇÃO

Águeda Muniz: “Desburocratização é o passo para definir nível de empreendedorismo de uma cidade”

Titular da Seuma comenta sobre as cidades empreendedoras, inclusivas e socialmente justas

Por Tribuna do Ceará em Opinião

7 de agosto de 2016 às 06:50

Há 6 meses

Por Águeda Muniz

Olá! Falaremos sobre as Cidades Empreendedoras. O geógrafo David Harvey entende que o empreendedorismo urbano é quando o poder público assume o papel de negociador da cidade, e a produção do espaço urbano é realizada por meio de parcerias com diversos agentes privados.

Para nós, cidades empreendedoras nada mais são do que cidades que se oportunizam por meio da competitividade, sustentabilidade, criatividade, produtividade e, em especial, cidades que cumprem sua função de serem inclusivas e socialmente justas.

Na lista “Doing Business 2015”, do Banco Mundial, o Brasil ocupa a posição 120, entre 189 países. Isso significa que ele está atrás de países como Nicarágua e Líbano. A Consultoria Endeavor, anualmente divulga quais cidades no Brasil são as mais empreendedoras. Estas cidades precisam ter indicadores favoráveis em relação ao ambiente regulatório, infraestrutura, acesso a capital, mercado, inovação, capital humano e à cultura.

Já esbarramos no primeiro critério: o ambiente regulatório, ou seja, os licenciamentos e regulamentações que trazem junto a imensa burocracia à que o cidadão está exposto.

Os atrasos nos processos de licenciamento geram um custo adicional sempre repassado ao consumidor. Na Administração Pública, geram perda de arrecadação, dificuldade no controle urbano-ambiental e uma imagem desgastada. Pior ainda para o cidadão que fica a todo instante tendo que provar que não é desonesto.

Chegamos ao ponto de ter um programa do Governo Federal, o Brasil Mais Simples para estimular nossas cidades a melhorar sua relação com o cidadão que quer empreender. A ótima notícia é que há a consciência entre os gestores das cidades brasileiras de que a desburocratização é o primeiro passo para definir o nível de empreendedorismo de uma cidade, gerando para si uma vantagem competitiva entre as demais.

* Águeda Muniz é Doutora em Arquitetura e Urbanismo e titular da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza.

A coluna “Cidades em Transformação” é publicada no Tribuna do Ceará, às terça-feiras e aos domingos, e vai ao ar na Rádio Tribuna BandNews (FM 101.7) às 9h10 de terça-feira.

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CIDADES EM TRANSFORMAÇÃO

Águeda Muniz: “Desburocratização é o passo para definir nível de empreendedorismo de uma cidade”

Titular da Seuma comenta sobre as cidades empreendedoras, inclusivas e socialmente justas

Por Tribuna do Ceará em Opinião

7 de agosto de 2016 às 06:50

Há 6 meses

Por Águeda Muniz

Olá! Falaremos sobre as Cidades Empreendedoras. O geógrafo David Harvey entende que o empreendedorismo urbano é quando o poder público assume o papel de negociador da cidade, e a produção do espaço urbano é realizada por meio de parcerias com diversos agentes privados.

Para nós, cidades empreendedoras nada mais são do que cidades que se oportunizam por meio da competitividade, sustentabilidade, criatividade, produtividade e, em especial, cidades que cumprem sua função de serem inclusivas e socialmente justas.

Na lista “Doing Business 2015”, do Banco Mundial, o Brasil ocupa a posição 120, entre 189 países. Isso significa que ele está atrás de países como Nicarágua e Líbano. A Consultoria Endeavor, anualmente divulga quais cidades no Brasil são as mais empreendedoras. Estas cidades precisam ter indicadores favoráveis em relação ao ambiente regulatório, infraestrutura, acesso a capital, mercado, inovação, capital humano e à cultura.

Já esbarramos no primeiro critério: o ambiente regulatório, ou seja, os licenciamentos e regulamentações que trazem junto a imensa burocracia à que o cidadão está exposto.

Os atrasos nos processos de licenciamento geram um custo adicional sempre repassado ao consumidor. Na Administração Pública, geram perda de arrecadação, dificuldade no controle urbano-ambiental e uma imagem desgastada. Pior ainda para o cidadão que fica a todo instante tendo que provar que não é desonesto.

Chegamos ao ponto de ter um programa do Governo Federal, o Brasil Mais Simples para estimular nossas cidades a melhorar sua relação com o cidadão que quer empreender. A ótima notícia é que há a consciência entre os gestores das cidades brasileiras de que a desburocratização é o primeiro passo para definir o nível de empreendedorismo de uma cidade, gerando para si uma vantagem competitiva entre as demais.

* Águeda Muniz é Doutora em Arquitetura e Urbanismo e titular da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza.

A coluna “Cidades em Transformação” é publicada no Tribuna do Ceará, às terça-feiras e aos domingos, e vai ao ar na Rádio Tribuna BandNews (FM 101.7) às 9h10 de terça-feira.