Motoristas que atendem por aplicativos fazem manifestação na Câmara de Fortaleza
DIREITO DE TRABALHAR

Motoristas que atendem por aplicativos fazem manifestação na Câmara de Fortaleza

“Diferentemente dos taxistas, nossa manifestação não vai atrapalhar o cotidiano da cidade”, alfineta o líder da categoria

Por Lucas Barbosa em Mobilidade Urbana

27 de junho de 2017 às 09:02

Há 2 meses

Motoristas do Uber cobram a regularização por parte da Prefeitura de Fortaleza (FOTO: Reprodução)

A Câmara Municipal de Fortaleza recebe, a partir das 9 horas desta terça-feira (27), um protesto de motoristas que atendem por aplicativos de celular. É a “Mobilização em prol do direito de trabalhar livremente e contra a violência dos taxistas”, organizada pela Associação dos Motoristas Privados Individuais de Passageiros (Ampip-CE).

Segundo Washington Ramos, secretário da Ampip, a manifestação se voltava para apresentar melhor à categoria o movimento em prol da regulamentação dos serviços no Congresso Federal. O projeto de lei determina a necessidade de regulamentação municipal do transporte individual privado.

Para a Ampip, o projeto é uma “taxização” do serviço individual, ao aplacar emendas que exigem a adoção de placas vermelhas e taxímetro por parte dos motoristas, por exemplo. “No nosso caso, o cliente nos chama até o local onde ele está”, diferencia. “Não saímos pegando clientes aleatoriamente, ele recebe um chamado”. São serviços completamente diferentes, diz Washington.

Em âmbito municipal, os motoristas também veem o projeto do vereador Guilherme Sampaio (PT) de regulamentação do serviço como necessário de emendas. Porém é um “início”, qualifica Washington. “O próprio vereador tem apoiado sugestões. O que se necessita é uma lei que possa legislar a respeito da nossa categoria, mas que nos dê identidade — e não a tire”.

Mas o movimento veio também a ser uma “resposta” a manifestações organizadas por taxistas. “Se fosse membro de uma associação de taxistas, eu ia brigar pela redução de impostos, em vez de estar quebrando carro de motoristas particular”, alfineta. Em 14 e 15 de junho, motoristas de Uber e taxistas entraram em confronto, inclusive com denúncias de agressão.

Washington promete que a manifestação desta terça será pacífica e não atrapalhará o cotidiano do fortalezense. “Qualquer cidadão tem o direito de escolher como ele quer se locomover, se de ônibus, táxi, mototáxi, de transporte alternativo e agora se por carros de motoristas de aplicativos privados”, diz.

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Motoristas que atendem por aplicativos fazem manifestação na Câmara de Fortaleza

“Diferentemente dos taxistas, nossa manifestação não vai atrapalhar o cotidiano da cidade”, alfineta o líder da categoria

Por Lucas Barbosa em Mobilidade Urbana

27 de junho de 2017 às 09:02

Há 2 meses

Motoristas do Uber cobram a regularização por parte da Prefeitura de Fortaleza (FOTO: Reprodução)

A Câmara Municipal de Fortaleza recebe, a partir das 9 horas desta terça-feira (27), um protesto de motoristas que atendem por aplicativos de celular. É a “Mobilização em prol do direito de trabalhar livremente e contra a violência dos taxistas”, organizada pela Associação dos Motoristas Privados Individuais de Passageiros (Ampip-CE).

Segundo Washington Ramos, secretário da Ampip, a manifestação se voltava para apresentar melhor à categoria o movimento em prol da regulamentação dos serviços no Congresso Federal. O projeto de lei determina a necessidade de regulamentação municipal do transporte individual privado.

Para a Ampip, o projeto é uma “taxização” do serviço individual, ao aplacar emendas que exigem a adoção de placas vermelhas e taxímetro por parte dos motoristas, por exemplo. “No nosso caso, o cliente nos chama até o local onde ele está”, diferencia. “Não saímos pegando clientes aleatoriamente, ele recebe um chamado”. São serviços completamente diferentes, diz Washington.

Em âmbito municipal, os motoristas também veem o projeto do vereador Guilherme Sampaio (PT) de regulamentação do serviço como necessário de emendas. Porém é um “início”, qualifica Washington. “O próprio vereador tem apoiado sugestões. O que se necessita é uma lei que possa legislar a respeito da nossa categoria, mas que nos dê identidade — e não a tire”.

Mas o movimento veio também a ser uma “resposta” a manifestações organizadas por taxistas. “Se fosse membro de uma associação de taxistas, eu ia brigar pela redução de impostos, em vez de estar quebrando carro de motoristas particular”, alfineta. Em 14 e 15 de junho, motoristas de Uber e taxistas entraram em confronto, inclusive com denúncias de agressão.

Washington promete que a manifestação desta terça será pacífica e não atrapalhará o cotidiano do fortalezense. “Qualquer cidadão tem o direito de escolher como ele quer se locomover, se de ônibus, táxi, mototáxi, de transporte alternativo e agora se por carros de motoristas de aplicativos privados”, diz.