Motorista da Uber é cercada por taxistas, chama a Polícia e caso vai parar em delegacia
CONFUSÃO

Motorista da Uber é cercada por taxistas, chama a Polícia e caso vai parar em delegacia

A motorista da Uber Juliana de Oliveira pediu socorro após relatar ter sido ameaçada por taxistas em frente a hospital

Por Rosana Romão em Mobilidade Urbana

18 de novembro de 2016 às 10:52

Há 2 meses
Aglomeração de motoristas da Uber e taxistas em frente ao 34º DP. (FOTO: reprodução/ TV Jangadeiro)

Aglomeração de motoristas da Uber e taxistas em frente ao 34º DP nesta quinta. (FOTO: Reprodução/ TV Jangadeiro)

Um Boletim de Ocorrência (B.O.) foi registrado no 34º Distrito Policial, no Centro de Fortaleza, por uma motorista da Uber. Juliana Marta de Oliveira afirma ter sido ameaçada e constrangida por taxistas em frente ao Hospital Antônio Prudente, na Avenida Aguanambi, na noite desta quinta-feira (17). Ela também relata ter sido cercada por veículos de taxistas e ligou para a Polícia para pedir ajuda.

A polícia orientou que ela registrasse um BO com a queixa e a motorista se deslocou até o 34º Distrito Policial. Com medo das ameaças, ligou para os colegas motoristas da Uber para a acompanharem. Taxistas também se deslocaram até a delegacia para acompanhar o caso e defender os colegas.

“Eu peguei um casal de passageiros na Aldeota e me desloquei para o Hospital Antônio Prudente. Chegando lá desembarquei os passageiros normalmente e no momento em que eu estava arrumando minhas coisas veio um táxi pela esquerda e me fechou”, afirma Juliana de Oliveira. Ela conta que outros táxis a cercaram e um dos motoristas começou a filmá-la.

“Eu baixei o vidro e perguntei porque ele estava fazendo isso. Ele continuou. Peguei meu telefone e liguei para o 190, daí um dos parceiros dele chegou e pediu para ele parar porque eu era mulher. Mas ele disse ‘eu não quero saber, mulher ou não, ela é irregular e pronto’. Fiquei muito nervosa e chamei meus parceiros para me darem apoio e fui fazer um BO”, relata. 

A motorista afirma ter sido ameaçada verbalmente e constrangida. “Eles estão agindo como se fossem autoridades, fazem emboscada para prender a gente e chamar a Etufor e AMC. Isso é papel das autoridades, e não deles. Se eu não tivesse o apoio dos meus colegas, se o Ronda não tivesse chegado eu não sei nem como é que eu estaria agora”, disse ainda na delegacia, em entrevista ao programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT.

Do lado de fora da delegacia, motoristas da Uber e taxistas ocupavam a rua. Alguns boatos se espalhavam para deixar a situação mais tensa ainda, mas não houve nada grave. Souza Júnior, que também é motorista da Uber, defendeu a colega e tentou conversar com os taxistas para manter a cordialidade.

“Ela estava realizando a sua função de transportar passageiros. Não estava agredindo, não veio aqui pra fazer nada com ninguém. Covardemente o taxista chegou e tentou tirá-la do veículo”, dispara Souza Júnior.

Já o taxista Jéferson Batista falou em nome da categoria, afirmando que o taxista pedia para ela não pegar nenhuma corrida pois estava em um ponto de táxi. “Era um desrespeito, a gente acha uma afronta”, comenta.

A motorista Juliana de Oliveira também é psicopedagoga, atuando por mais de 25 anos na profissão, mas estava desempregada há mais de um ano quando conheceu a Uber. Hoje sua única renda é através de seu trabalho com o serviço da Uber. Ela pede para exercer seu trabalho livre de ameaças e que a Prefeitura de Fortaleza regularize o serviço.

“Nós estamos oferecendo um serviço de qualidade que falta na cidade. Que o prefeito coloque a mão na consciência, se ele preza pela cidade. Este é um serviço que veio para melhorar a cidade. Não é assim que se resolve. Se resolve no diálogo, nas leis”, conclui.

Com informações do repórter Wander Gomes, do programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT.

Publicidade

Dê sua opinião

CONFUSÃO

Motorista da Uber é cercada por taxistas, chama a Polícia e caso vai parar em delegacia

A motorista da Uber Juliana de Oliveira pediu socorro após relatar ter sido ameaçada por taxistas em frente a hospital

Por Rosana Romão em Mobilidade Urbana

18 de novembro de 2016 às 10:52

Há 2 meses
Aglomeração de motoristas da Uber e taxistas em frente ao 34º DP. (FOTO: reprodução/ TV Jangadeiro)

Aglomeração de motoristas da Uber e taxistas em frente ao 34º DP nesta quinta. (FOTO: Reprodução/ TV Jangadeiro)

Um Boletim de Ocorrência (B.O.) foi registrado no 34º Distrito Policial, no Centro de Fortaleza, por uma motorista da Uber. Juliana Marta de Oliveira afirma ter sido ameaçada e constrangida por taxistas em frente ao Hospital Antônio Prudente, na Avenida Aguanambi, na noite desta quinta-feira (17). Ela também relata ter sido cercada por veículos de taxistas e ligou para a Polícia para pedir ajuda.

A polícia orientou que ela registrasse um BO com a queixa e a motorista se deslocou até o 34º Distrito Policial. Com medo das ameaças, ligou para os colegas motoristas da Uber para a acompanharem. Taxistas também se deslocaram até a delegacia para acompanhar o caso e defender os colegas.

“Eu peguei um casal de passageiros na Aldeota e me desloquei para o Hospital Antônio Prudente. Chegando lá desembarquei os passageiros normalmente e no momento em que eu estava arrumando minhas coisas veio um táxi pela esquerda e me fechou”, afirma Juliana de Oliveira. Ela conta que outros táxis a cercaram e um dos motoristas começou a filmá-la.

“Eu baixei o vidro e perguntei porque ele estava fazendo isso. Ele continuou. Peguei meu telefone e liguei para o 190, daí um dos parceiros dele chegou e pediu para ele parar porque eu era mulher. Mas ele disse ‘eu não quero saber, mulher ou não, ela é irregular e pronto’. Fiquei muito nervosa e chamei meus parceiros para me darem apoio e fui fazer um BO”, relata. 

A motorista afirma ter sido ameaçada verbalmente e constrangida. “Eles estão agindo como se fossem autoridades, fazem emboscada para prender a gente e chamar a Etufor e AMC. Isso é papel das autoridades, e não deles. Se eu não tivesse o apoio dos meus colegas, se o Ronda não tivesse chegado eu não sei nem como é que eu estaria agora”, disse ainda na delegacia, em entrevista ao programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT.

Do lado de fora da delegacia, motoristas da Uber e taxistas ocupavam a rua. Alguns boatos se espalhavam para deixar a situação mais tensa ainda, mas não houve nada grave. Souza Júnior, que também é motorista da Uber, defendeu a colega e tentou conversar com os taxistas para manter a cordialidade.

“Ela estava realizando a sua função de transportar passageiros. Não estava agredindo, não veio aqui pra fazer nada com ninguém. Covardemente o taxista chegou e tentou tirá-la do veículo”, dispara Souza Júnior.

Já o taxista Jéferson Batista falou em nome da categoria, afirmando que o taxista pedia para ela não pegar nenhuma corrida pois estava em um ponto de táxi. “Era um desrespeito, a gente acha uma afronta”, comenta.

A motorista Juliana de Oliveira também é psicopedagoga, atuando por mais de 25 anos na profissão, mas estava desempregada há mais de um ano quando conheceu a Uber. Hoje sua única renda é através de seu trabalho com o serviço da Uber. Ela pede para exercer seu trabalho livre de ameaças e que a Prefeitura de Fortaleza regularize o serviço.

“Nós estamos oferecendo um serviço de qualidade que falta na cidade. Que o prefeito coloque a mão na consciência, se ele preza pela cidade. Este é um serviço que veio para melhorar a cidade. Não é assim que se resolve. Se resolve no diálogo, nas leis”, conclui.

Com informações do repórter Wander Gomes, do programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT.