Motociclistas correspondem a 50% dos mortos em acidentes de trânsito em Fortaleza

GARGALO

Motociclistas correspondem a 50% dos mortos em acidentes de trânsito em Fortaleza

De acordo com o Observatório de Segurança Viária, Fortaleza registrou 256 vítimas fatais em acidente de trânsito em 2017

Por Daniel Rocha em Mobilidade Urbana

5 de setembro de 2018 às 06:45

Há 2 meses
Motociclistas correspondem a metade das vítimas fatais de trânsito

Apesar de serem líderes, Fortaleza registrou redução no número de mortes de motociclistas no trânsito (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Os motociclistas correspondem a 50,8% do número de mortes em decorrências de acidentes de trânsito no ano passado, em Fortaleza, de acordo com o Observatório de Segurança Viária de Fortaleza (OSV). Para o assessor técnico da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), André Luís, a explicação está relacionada à vulnerabilidade que o veículo proporciona ao condutor.

Em acidentes, os motociclistas, geralmente, sofrem fraturas em regiões vitais do corpo, como a cabeça e o abdômen, de acordo com o traumatologista Hildermar Queiroz.

Apesar dos pedestres serem os mais vulneráveis de trânsito, os motociclistas lideram no número de vítimas fatais em acidentes de trânsito pelo terceiro ano consecutivo. De acordo com o levantamento, dos 256 casos registrados, 130 foram de usuários de moto.

André explica que a explicação deve-se a uma série de ações preventivas voltadas para o pedestres e também pelo aumento exponencial com o número de motociclistas em Fortaleza.

“A motocicleta por si só é vulnerável. Mas, os números estão associados ao aumento exponencial de motociclistas por serem veículos mais barato e também por ser utilizado em atividade comercial”, explica Luís.

Segundo o assessor técnico, nos últimos anos, a Prefeitura de Fortaleza tem implementado medidas para garantir a segurança do pedestre, como melhorias na sinalização, faixas de pedestres elevadas e adequação das velocidades. O resultado foi que, a partir de 2014, Fortaleza apresentou redução consecutiva no número de casos de mortes de pedestres em acidentes de trânsito.

Por outro lado, houve um crescimento dos índices de morte de motociclistas no trânsito nos anos de 2014 a 2016. Durante esse período, a capital cearense apresentou um aumento de 18%. Mas, em 2017, Fortaleza contabilizou 130 casos, enquanto no ano anterior foram 148, representando uma queda de 13%.

“Hoje, tem uma fiscalização muito rígida pelo não uso do capacete, que torna o usuário mais vulnerável. Entretanto, há mais pessoas usando mais motos devido ao baixo custo”, relata a situação.

De acordo com o traumatologista Hildermar Queiroz, os motociclistas sofrem fraturas no fêmur, na bacia, na tíbia, em membros inferiores e superiores, e na região da cabeça durante acidente. Entretanto, os casos mais graves quando as colisões atingem regiões do abdômen, bacia e da cabeça.

“Além do traumatismo de crânio encefálico (TCE), os traumatismo abdominal e da bacia são as principais causas das mortes devido a rupturas e lesões nos órgãos internos, causando hemorragias internas de difícil controle”, explica.

Publicidade

Dê sua opinião

GARGALO

Motociclistas correspondem a 50% dos mortos em acidentes de trânsito em Fortaleza

De acordo com o Observatório de Segurança Viária, Fortaleza registrou 256 vítimas fatais em acidente de trânsito em 2017

Por Daniel Rocha em Mobilidade Urbana

5 de setembro de 2018 às 06:45

Há 2 meses
Motociclistas correspondem a metade das vítimas fatais de trânsito

Apesar de serem líderes, Fortaleza registrou redução no número de mortes de motociclistas no trânsito (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Os motociclistas correspondem a 50,8% do número de mortes em decorrências de acidentes de trânsito no ano passado, em Fortaleza, de acordo com o Observatório de Segurança Viária de Fortaleza (OSV). Para o assessor técnico da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), André Luís, a explicação está relacionada à vulnerabilidade que o veículo proporciona ao condutor.

Em acidentes, os motociclistas, geralmente, sofrem fraturas em regiões vitais do corpo, como a cabeça e o abdômen, de acordo com o traumatologista Hildermar Queiroz.

Apesar dos pedestres serem os mais vulneráveis de trânsito, os motociclistas lideram no número de vítimas fatais em acidentes de trânsito pelo terceiro ano consecutivo. De acordo com o levantamento, dos 256 casos registrados, 130 foram de usuários de moto.

André explica que a explicação deve-se a uma série de ações preventivas voltadas para o pedestres e também pelo aumento exponencial com o número de motociclistas em Fortaleza.

“A motocicleta por si só é vulnerável. Mas, os números estão associados ao aumento exponencial de motociclistas por serem veículos mais barato e também por ser utilizado em atividade comercial”, explica Luís.

Segundo o assessor técnico, nos últimos anos, a Prefeitura de Fortaleza tem implementado medidas para garantir a segurança do pedestre, como melhorias na sinalização, faixas de pedestres elevadas e adequação das velocidades. O resultado foi que, a partir de 2014, Fortaleza apresentou redução consecutiva no número de casos de mortes de pedestres em acidentes de trânsito.

Por outro lado, houve um crescimento dos índices de morte de motociclistas no trânsito nos anos de 2014 a 2016. Durante esse período, a capital cearense apresentou um aumento de 18%. Mas, em 2017, Fortaleza contabilizou 130 casos, enquanto no ano anterior foram 148, representando uma queda de 13%.

“Hoje, tem uma fiscalização muito rígida pelo não uso do capacete, que torna o usuário mais vulnerável. Entretanto, há mais pessoas usando mais motos devido ao baixo custo”, relata a situação.

De acordo com o traumatologista Hildermar Queiroz, os motociclistas sofrem fraturas no fêmur, na bacia, na tíbia, em membros inferiores e superiores, e na região da cabeça durante acidente. Entretanto, os casos mais graves quando as colisões atingem regiões do abdômen, bacia e da cabeça.

“Além do traumatismo de crânio encefálico (TCE), os traumatismo abdominal e da bacia são as principais causas das mortes devido a rupturas e lesões nos órgãos internos, causando hemorragias internas de difícil controle”, explica.