Fortalezense gasta 68% mais tempo para se deslocar na cidade em horários de pico

DIZ PESQUISA

Fortalezense gasta 68% a mais de tempo no trânsito em horários de pico

De acordo com pesquisa da startup 99, Fortaleza ficou na 8ª posição no ranking nacional das cidades com os maiores congestionamentos

Por Daniel Rocha em Mobilidade Urbana

18 de dezembro de 2017 às 07:00

Há 10 meses

A regional 2 é a região com o maior índice de congestionamento na capital (FOTO: Arquivo/Tribuna do Ceará)

Um estudo realizado pela startup 99 mostrou que os fortalezenses gastam 68% mais tempo em deslocamento de carro em horários de picos se comparado com períodos sem congestionamento. O Índice 99 de Tempo de Viagem (ITV99) foi produzido de acordo com as corridas de táxi e da 99pop entre os meses de junho e agosto de 2017.

Segundo o levantamento, a regional II foi a região que apresentou o maior congestionamento, com 56% a 69% de lentidão nos horário de maior fluxo. As avenidas Rogaciano Leite e Washington Soares, por sua vez, com 54% a 76% de lentidão.

No ranking, a capital cearense ficou na 8ª posição das cidades brasileiras com maior tempo gasto em deslocamentos durante os horários de maior fluxo de veículos, que correspondem das 7h até as 10h e 17h às 20h.

De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cidade de Fortaleza conta com uma frota de veículos de 966.718 até o último mês de outubro deste ano. O número corresponde a quantidade de automóveis, caminhonetes, caminhonetas, microônibus, motocicleta, motoneta e ônibus. Entretanto, Curitiba já apresenta uma frota de 400 mil veículos a mais do que a capital cearense, mas ocupa a décima posição no ranking.

Na visão do mestre em engenharia de transportes Janailson Souza, a cidade paranaense tem implementado medidas para melhorar qualidade do transporte público nos últimos 10 anos, como a sistema de Bus Rapid Transit (BRT) e faixas exclusivas de ônibus, tornando-se exemplo nacional.

“Fortaleza investiu nessas ações de uns cinco anos para cá. Então, já era de esperar a sua posição no ranking. Caso não houvesse essas medidas, esse tempo teria sido ainda maior”, ressalta.

Segundo ele, os principais deslocamentos da cidade referem-se as viagens de casa para o trabalho ou para a faculdade e escolas, conhecidas como pendulares. Portanto, esses investimentos tornam o deslocamento das pessoas mais rápido.

Janailson cita, por exemplo, como uma ação positiva, a construção do BRT na avenida Aguanambi que irá facilitar o fluxo de transportes públicos do Centro para o bairro da Messejana em vista do grande fluxo populacional dos bairros da região sul para o Centro.

“Agora é manter esses investimentos e se não tivesse feito o resultado teria sido ainda pior”, pontua. Além de implementação de medidas para melhorar o transporte público,  a cidade também tem que oferecer vários modais para o cidadão, como bicicletas. “Quando você oferta, outros meios de deslocamento. É uma forma de reduzir o índice de congestionamento”, conclui.

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Fortalezense gasta 68% a mais de tempo no trânsito em horários de pico

De acordo com pesquisa da startup 99, Fortaleza ficou na 8ª posição no ranking nacional das cidades com os maiores congestionamentos

Por Daniel Rocha em Mobilidade Urbana

18 de dezembro de 2017 às 07:00

Há 10 meses

A regional 2 é a região com o maior índice de congestionamento na capital (FOTO: Arquivo/Tribuna do Ceará)

Um estudo realizado pela startup 99 mostrou que os fortalezenses gastam 68% mais tempo em deslocamento de carro em horários de picos se comparado com períodos sem congestionamento. O Índice 99 de Tempo de Viagem (ITV99) foi produzido de acordo com as corridas de táxi e da 99pop entre os meses de junho e agosto de 2017.

Segundo o levantamento, a regional II foi a região que apresentou o maior congestionamento, com 56% a 69% de lentidão nos horário de maior fluxo. As avenidas Rogaciano Leite e Washington Soares, por sua vez, com 54% a 76% de lentidão.

No ranking, a capital cearense ficou na 8ª posição das cidades brasileiras com maior tempo gasto em deslocamentos durante os horários de maior fluxo de veículos, que correspondem das 7h até as 10h e 17h às 20h.

De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cidade de Fortaleza conta com uma frota de veículos de 966.718 até o último mês de outubro deste ano. O número corresponde a quantidade de automóveis, caminhonetes, caminhonetas, microônibus, motocicleta, motoneta e ônibus. Entretanto, Curitiba já apresenta uma frota de 400 mil veículos a mais do que a capital cearense, mas ocupa a décima posição no ranking.

Na visão do mestre em engenharia de transportes Janailson Souza, a cidade paranaense tem implementado medidas para melhorar qualidade do transporte público nos últimos 10 anos, como a sistema de Bus Rapid Transit (BRT) e faixas exclusivas de ônibus, tornando-se exemplo nacional.

“Fortaleza investiu nessas ações de uns cinco anos para cá. Então, já era de esperar a sua posição no ranking. Caso não houvesse essas medidas, esse tempo teria sido ainda maior”, ressalta.

Segundo ele, os principais deslocamentos da cidade referem-se as viagens de casa para o trabalho ou para a faculdade e escolas, conhecidas como pendulares. Portanto, esses investimentos tornam o deslocamento das pessoas mais rápido.

Janailson cita, por exemplo, como uma ação positiva, a construção do BRT na avenida Aguanambi que irá facilitar o fluxo de transportes públicos do Centro para o bairro da Messejana em vista do grande fluxo populacional dos bairros da região sul para o Centro.

“Agora é manter esses investimentos e se não tivesse feito o resultado teria sido ainda pior”, pontua. Além de implementação de medidas para melhorar o transporte público,  a cidade também tem que oferecer vários modais para o cidadão, como bicicletas. “Quando você oferta, outros meios de deslocamento. É uma forma de reduzir o índice de congestionamento”, conclui.