Cearenses criam aplicativo que define rotas com baixo risco de assalto para ciclistas

SAFE 2 GO

Cearenses criam aplicativo que define rotas com baixo risco de assalto para ciclistas

A ideia do Safe 2 Go surgiu da experiência de um dos membros do grupo, assaltado ao usar rota sugerida por GPS

Por Daniel Rocha em Mobilidade Urbana

6 de setembro de 2017 às 06:45

Há 3 meses

Os cearenses desenvolveram o aplicativo a partir de uma experiência pessoal de um dos integrantes (FOTO: Arquivo Pessoal)

A cidade de Fortaleza teve um aumento de 62% de quilometragem de ciclovias e ciclofaixas durante os últimos cinco anos, segundo as informações da Associação Ciclovida. Com a expansão dos espaços para os ciclistas e a implantação do sistema de bicicletas compartilhadas, muitos fortalezenses estão optando pela bike como meio de transporte.

Entretanto, a segurança ainda é um dos empecilho para o uso do modal. Pensando nisso, um grupo de cearenses do Instituto Atlântico, instituição de Ciência e Tecnologia sem fins lucrativos, criou um aplicativo que mostra as rotas mais seguranças para os ciclistas.

O “Safe 2 Go” mostra percurso para o usuário a partir de quatro critérios: fluxo de ciclistas, luminosidade, recorrência criminal e condições das vias. O grupo é formado pelos designers Adriana Fontenele e CaetanoNeto, os analistas de sistemas Rafael Paulino e João Uchôa e o engenheiro e automoção,Victor Praxedes.

A ideia de desenvolver a ferramenta surgiu durante um projeto em que foram submetidos a criar uma solução para um problema da cidade. O grupo optou por trabalhar a insegurança e, a partir de uma experiência de um dos integrantes, decidiu criar um app que oferecesse um percurso seguro aos ciclistas.

“Fui vítima de um assalto em 2015. Fui sair para o trabalho, seguindo a rota do GPS e, quando me deparei, estava em uma área de risco. Perdi minha mochila, que tinha o meu notebook, e a minha bicicleta”, relatou Proxedes, que utiliza o modal para ir ao trabalho.

Devido à falta de informação sobre a segurança do seu percurso, o rapaz teve um prejuízo de R$ 3.500. Por esse motivo, sugeriu ao grupo desenvolver um aplicativo que minimizasse os riscos dos ciclistas de serem vítimas de assaltos.

“A gente viu que tem muitas pessoas deixam de usar bicicleta por ser muito perigoso ou por não saber dos caminhos mais seguros. Às vezes deixam de fazer passeios com a família”, destacou Adriana Fontenele.

A rota é definida a partir dos critérios: condições das vidas, luminosidade, recorrência criminal e fluxo de ciclista (FOTO: Reprodução/WhatsApp)

Segundo Adriana, as informações do app são baseadas a partir de dados de sites abertos, de órgãos municipais e de sensores que foram acoplados em suas bicicletas.

“O aplicativo pode ser utilizado em qualquer lugar do País. Estamos alimentando o Safe 2 Go aos poucos. Quanto mais as pessoas utilizarem, mais informações o aplicativo vai ter”, destacou Adriana. O aplicativo será disponibilizado para os sistemas iOS e Android até o fim deste ano.

Aplicativo “BoraPedalar”

No último mês de agosto, a Prefeitura de Fortaleza em parceria com a Universidade de Fortaleza (Unifor) também lançou um aplicativo voltado para os ciclistas. O “BoraPedalar” visa informar aos usuários sobre obras nas vias, bicicletários e até oficinas destinadas para o consertos das bikes.

De acordo com o secretário-executivo de Conservação e Serviços Públicos, Luiz Sabóia, no aplicativo, a malha viária está atualizada, informando aos usuários todas as informações sobre as condições das vias.

“Esse pacote é inicial. Estamos entrando em contato com todas as empresas que prestam serviço aos ciclistas para irmos atualizando o aplicativo e as pessoas também podem informar”, destacou o secretário. O aplicativo está disponível desde o último dia 31 de agosto.

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SAFE 2 GO

Cearenses criam aplicativo que define rotas com baixo risco de assalto para ciclistas

A ideia do Safe 2 Go surgiu da experiência de um dos membros do grupo, assaltado ao usar rota sugerida por GPS

Por Daniel Rocha em Mobilidade Urbana

6 de setembro de 2017 às 06:45

Há 3 meses

Os cearenses desenvolveram o aplicativo a partir de uma experiência pessoal de um dos integrantes (FOTO: Arquivo Pessoal)

A cidade de Fortaleza teve um aumento de 62% de quilometragem de ciclovias e ciclofaixas durante os últimos cinco anos, segundo as informações da Associação Ciclovida. Com a expansão dos espaços para os ciclistas e a implantação do sistema de bicicletas compartilhadas, muitos fortalezenses estão optando pela bike como meio de transporte.

Entretanto, a segurança ainda é um dos empecilho para o uso do modal. Pensando nisso, um grupo de cearenses do Instituto Atlântico, instituição de Ciência e Tecnologia sem fins lucrativos, criou um aplicativo que mostra as rotas mais seguranças para os ciclistas.

O “Safe 2 Go” mostra percurso para o usuário a partir de quatro critérios: fluxo de ciclistas, luminosidade, recorrência criminal e condições das vias. O grupo é formado pelos designers Adriana Fontenele e CaetanoNeto, os analistas de sistemas Rafael Paulino e João Uchôa e o engenheiro e automoção,Victor Praxedes.

A ideia de desenvolver a ferramenta surgiu durante um projeto em que foram submetidos a criar uma solução para um problema da cidade. O grupo optou por trabalhar a insegurança e, a partir de uma experiência de um dos integrantes, decidiu criar um app que oferecesse um percurso seguro aos ciclistas.

“Fui vítima de um assalto em 2015. Fui sair para o trabalho, seguindo a rota do GPS e, quando me deparei, estava em uma área de risco. Perdi minha mochila, que tinha o meu notebook, e a minha bicicleta”, relatou Proxedes, que utiliza o modal para ir ao trabalho.

Devido à falta de informação sobre a segurança do seu percurso, o rapaz teve um prejuízo de R$ 3.500. Por esse motivo, sugeriu ao grupo desenvolver um aplicativo que minimizasse os riscos dos ciclistas de serem vítimas de assaltos.

“A gente viu que tem muitas pessoas deixam de usar bicicleta por ser muito perigoso ou por não saber dos caminhos mais seguros. Às vezes deixam de fazer passeios com a família”, destacou Adriana Fontenele.

A rota é definida a partir dos critérios: condições das vidas, luminosidade, recorrência criminal e fluxo de ciclista (FOTO: Reprodução/WhatsApp)

Segundo Adriana, as informações do app são baseadas a partir de dados de sites abertos, de órgãos municipais e de sensores que foram acoplados em suas bicicletas.

“O aplicativo pode ser utilizado em qualquer lugar do País. Estamos alimentando o Safe 2 Go aos poucos. Quanto mais as pessoas utilizarem, mais informações o aplicativo vai ter”, destacou Adriana. O aplicativo será disponibilizado para os sistemas iOS e Android até o fim deste ano.

Aplicativo “BoraPedalar”

No último mês de agosto, a Prefeitura de Fortaleza em parceria com a Universidade de Fortaleza (Unifor) também lançou um aplicativo voltado para os ciclistas. O “BoraPedalar” visa informar aos usuários sobre obras nas vias, bicicletários e até oficinas destinadas para o consertos das bikes.

De acordo com o secretário-executivo de Conservação e Serviços Públicos, Luiz Sabóia, no aplicativo, a malha viária está atualizada, informando aos usuários todas as informações sobre as condições das vias.

“Esse pacote é inicial. Estamos entrando em contato com todas as empresas que prestam serviço aos ciclistas para irmos atualizando o aplicativo e as pessoas também podem informar”, destacou o secretário. O aplicativo está disponível desde o último dia 31 de agosto.