Câmara de Fortaleza aprova projeto de lei que cria regras para aplicativos de transporte

DERROTA PARA APPS

Câmara de Fortaleza aprova projeto de lei que cria regras para aplicativos de transporte

A Uber estima que 10 mil motoristas deixarão o aplicativo, dobrando o tempo de espera por corridas e aumentando o preço em 80%

Por Daniel Rocha em Mobilidade Urbana

15 de Maio de 2018 às 13:40

Há 4 meses
uber

A Uber afirmou que as medidas irão aumentar o preço do serviço  (FOTO: Divulgação)

O projeto de lei 204/2018, que regula a atividade dos aplicativos de transportes em Fortaleza, foi aprovado nesta terça-feira (15) pela Câmara Municipal de Fortaleza (CMF). Foram 30 vereadores a favor e 1 contra a regulamentação. O texto irá seguir para ser sancionado pelo prefeito Roberto Cláudio (PDT).

Com a aprovação, será cobrado uma taxa de 2% do preço final de cada corrida realizada por meio dos aplicativos. A lei só permitirá a circulação de veículos com até 5 anos de uso.

Segundo o documento, a regulamentação visa garantir a segurança nos deslocamentos das pessoas e  racionalizar a ocupação e a utilização da infraestrutura. Além disso, o texto prevê que as empresas de transporte privado terão que fornecer dados, como origem e destino da viagem e mapa do trajeto.

Para a Uber, a medida vai prejudicar a eficiência do serviço na capital. Em nota, classifica como elitista a permissão de veículos com idade máxima de 5 anos para atuarem nas plataformas e prevê aumento nos preços das corridas. “Haverá um aumento de até 80% no valor cobrado aos usuários pelas viagens e o tempo médio de espera por um carro deve dobrar”, alerta.

A Uber também alertou que mais de 10 mil motoristas cadastrados não poderão exercer mais a atividade, somente na Região Metropolitana de Fortaleza. “Estimamos que as regiões periféricas da cidade, onde há menos opções de transporte, serão as mais prejudicadas”, argumenta.

A empresa 99, por sua vez, não quis comentar sobre possíveis prejuízos em relação ao projeto de lei. Apenas informou que os municípios e o Distrito Federal têm condições para regulamentar os itens de qualidade e segurança do serviço de transporte individual já disposto pela lei federal nº 13.640, de 2018.

“Estamos em constante contato com as autoridades públicas para contribuir na construção da regulamentação de Fortaleza”, informou por meio de nota.

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DERROTA PARA APPS

Câmara de Fortaleza aprova projeto de lei que cria regras para aplicativos de transporte

A Uber estima que 10 mil motoristas deixarão o aplicativo, dobrando o tempo de espera por corridas e aumentando o preço em 80%

Por Daniel Rocha em Mobilidade Urbana

15 de Maio de 2018 às 13:40

Há 4 meses
uber

A Uber afirmou que as medidas irão aumentar o preço do serviço  (FOTO: Divulgação)

O projeto de lei 204/2018, que regula a atividade dos aplicativos de transportes em Fortaleza, foi aprovado nesta terça-feira (15) pela Câmara Municipal de Fortaleza (CMF). Foram 30 vereadores a favor e 1 contra a regulamentação. O texto irá seguir para ser sancionado pelo prefeito Roberto Cláudio (PDT).

Com a aprovação, será cobrado uma taxa de 2% do preço final de cada corrida realizada por meio dos aplicativos. A lei só permitirá a circulação de veículos com até 5 anos de uso.

Segundo o documento, a regulamentação visa garantir a segurança nos deslocamentos das pessoas e  racionalizar a ocupação e a utilização da infraestrutura. Além disso, o texto prevê que as empresas de transporte privado terão que fornecer dados, como origem e destino da viagem e mapa do trajeto.

Para a Uber, a medida vai prejudicar a eficiência do serviço na capital. Em nota, classifica como elitista a permissão de veículos com idade máxima de 5 anos para atuarem nas plataformas e prevê aumento nos preços das corridas. “Haverá um aumento de até 80% no valor cobrado aos usuários pelas viagens e o tempo médio de espera por um carro deve dobrar”, alerta.

A Uber também alertou que mais de 10 mil motoristas cadastrados não poderão exercer mais a atividade, somente na Região Metropolitana de Fortaleza. “Estimamos que as regiões periféricas da cidade, onde há menos opções de transporte, serão as mais prejudicadas”, argumenta.

A empresa 99, por sua vez, não quis comentar sobre possíveis prejuízos em relação ao projeto de lei. Apenas informou que os municípios e o Distrito Federal têm condições para regulamentar os itens de qualidade e segurança do serviço de transporte individual já disposto pela lei federal nº 13.640, de 2018.

“Estamos em constante contato com as autoridades públicas para contribuir na construção da regulamentação de Fortaleza”, informou por meio de nota.