Além dos semáforos, fotossensores de Fortaleza também falham em dias de chuva
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Além dos semáforos, fotossensores de Fortaleza também falham em dias de chuva

A AMC esclarece que os aparelhos dependem da energia elétrica para um funcionamento estável, e responsabiliza a Enel pelos problemas constantes

Por Lyvia Rocha em Mobilidade Urbana

7 de fevereiro de 2017 às 06:45

Há 8 meses
semaforo-fotosensores

Ambos têm semelhanças em suas estruturas internas (FOTOS: Emílio Moreno/Divulgação)

As chuvas são sempre esperadas nos quatro primeiros meses em Fortaleza. Contudo, sempre que elas aparecem alguns semáforos ficam piscando, ou param de funcionar. Mas eles não são os únicos aparelhos de trânsito que dão esse problema. Os fotossensores também falham.

Segundo Juliana Coelho, chefe do Controle de Tráfego em área de Fortaleza (Ctafor), os semáforos e também os controladores de trânsito têm sistemas semelhantes, e que falham quando há alguma pane elétrica.

“Na nossa estatística 95% dos semáforos que falham acontece quando existe problema na energia elétrica. Os outros 5% que ficam piscante ou apagados são defeitos na vida útil do aparelho”, explica Juliana Coelho.

Ela também esclarece sobre a vedação e que a estrutura dos semáforos e dos fotossensores é feita para não ter nenhum tipo de infiltração. “Não é possível entrar água nesse aparelho. Ele tem uma estrutura de concreto na parte de baixo e uma vedação na parte interior, o que torna impossível de entrar qualquer substância líquida”.

Assim como os semáforos, os fotossensores também apresentam defeito em dias de chuva. “Os controladores de trânsito têm sistema internos diferentes, contudo eles também dependem de energia elétrica para funcionar normalmente. A diferença é que o semáforo, quando para, a população nota, já o fotosensor não tem como a população ver”, reitera.

Apesar das críticas de que a instabilidade de semáforos e também dos fotossensores depende da energia elétrica para um melhor funcionamento, a Enel afirmou em nota que ela é responsável pela manutenção da energia, e não dos aparelhos.

“Sobre os semáforos de Fortaleza, a Enel Distribuição esclarece que a responsabilidade pela manutenção compete à AMC, que é a autarquia responsável pela organização do trânsito na capital. Caso ocorra alguma ocorrência na rede elétrica, a distribuidora de energia é responsável pela normalização em todo o estado do Ceará”, diz a nota.

Compras de nobreaks

Para tentar suprir essas quedas e minimizar os problemas de apagões, a Prefeitura está adquirindo nobreaks que funcionarão como uma espécie de mini gerador, que garantem o funcionamento dos semáforos por até 3 horas, em caso de queda de energia.

De acordo com a AMC, até o fim do ano serão 180 nobreaks nos semáforos. “Todo mês estamos instalando nobreaks em vários pontos da cidade, e até o fim do ano queremos chegar no número de 180”, conclui a autarquia.

Logo depois de vários incidentes, foram instalados 100 nobreaks em semáforos da cidade. O aparelho funciona como uma espécie de mini gerador, que garante o funcionamento dos semáforos por até 3 horas, em caso de queda de energia.

Problemas dificultam trânsito

Os problemas com os semáforos não são uma novidade em Fortaleza. Em março de 2015, a cidade viveu um dia de caos. Foram 70 semáforos apagados, o que deixou além do trânsito complicado, um risco de acidentes pela falta de sinalização em vários pontos da cidade.

A queda de energia foi a grande responsável pelo problemas em semáforos pela cidade. Na época, Fortaleza tinha 705 aparelhos, e cerca de 10% ficaram totalmente apagados.

Já em novembro de 2016, o problema foi devido às chuvas. Na ocasião a chuva foi de apenas 7 milímetros e 17 semáforos sofreram pane no início da manhã e vários pontos de Fortaleza registraram engarrafamentos e lentidão no trânsito.

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Além dos semáforos, fotossensores de Fortaleza também falham em dias de chuva

A AMC esclarece que os aparelhos dependem da energia elétrica para um funcionamento estável, e responsabiliza a Enel pelos problemas constantes

Por Lyvia Rocha em Mobilidade Urbana

7 de fevereiro de 2017 às 06:45

Há 8 meses
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Ambos têm semelhanças em suas estruturas internas (FOTOS: Emílio Moreno/Divulgação)

As chuvas são sempre esperadas nos quatro primeiros meses em Fortaleza. Contudo, sempre que elas aparecem alguns semáforos ficam piscando, ou param de funcionar. Mas eles não são os únicos aparelhos de trânsito que dão esse problema. Os fotossensores também falham.

Segundo Juliana Coelho, chefe do Controle de Tráfego em área de Fortaleza (Ctafor), os semáforos e também os controladores de trânsito têm sistemas semelhantes, e que falham quando há alguma pane elétrica.

“Na nossa estatística 95% dos semáforos que falham acontece quando existe problema na energia elétrica. Os outros 5% que ficam piscante ou apagados são defeitos na vida útil do aparelho”, explica Juliana Coelho.

Ela também esclarece sobre a vedação e que a estrutura dos semáforos e dos fotossensores é feita para não ter nenhum tipo de infiltração. “Não é possível entrar água nesse aparelho. Ele tem uma estrutura de concreto na parte de baixo e uma vedação na parte interior, o que torna impossível de entrar qualquer substância líquida”.

Assim como os semáforos, os fotossensores também apresentam defeito em dias de chuva. “Os controladores de trânsito têm sistema internos diferentes, contudo eles também dependem de energia elétrica para funcionar normalmente. A diferença é que o semáforo, quando para, a população nota, já o fotosensor não tem como a população ver”, reitera.

Apesar das críticas de que a instabilidade de semáforos e também dos fotossensores depende da energia elétrica para um melhor funcionamento, a Enel afirmou em nota que ela é responsável pela manutenção da energia, e não dos aparelhos.

“Sobre os semáforos de Fortaleza, a Enel Distribuição esclarece que a responsabilidade pela manutenção compete à AMC, que é a autarquia responsável pela organização do trânsito na capital. Caso ocorra alguma ocorrência na rede elétrica, a distribuidora de energia é responsável pela normalização em todo o estado do Ceará”, diz a nota.

Compras de nobreaks

Para tentar suprir essas quedas e minimizar os problemas de apagões, a Prefeitura está adquirindo nobreaks que funcionarão como uma espécie de mini gerador, que garantem o funcionamento dos semáforos por até 3 horas, em caso de queda de energia.

De acordo com a AMC, até o fim do ano serão 180 nobreaks nos semáforos. “Todo mês estamos instalando nobreaks em vários pontos da cidade, e até o fim do ano queremos chegar no número de 180”, conclui a autarquia.

Logo depois de vários incidentes, foram instalados 100 nobreaks em semáforos da cidade. O aparelho funciona como uma espécie de mini gerador, que garante o funcionamento dos semáforos por até 3 horas, em caso de queda de energia.

Problemas dificultam trânsito

Os problemas com os semáforos não são uma novidade em Fortaleza. Em março de 2015, a cidade viveu um dia de caos. Foram 70 semáforos apagados, o que deixou além do trânsito complicado, um risco de acidentes pela falta de sinalização em vários pontos da cidade.

A queda de energia foi a grande responsável pelo problemas em semáforos pela cidade. Na época, Fortaleza tinha 705 aparelhos, e cerca de 10% ficaram totalmente apagados.

Já em novembro de 2016, o problema foi devido às chuvas. Na ocasião a chuva foi de apenas 7 milímetros e 17 semáforos sofreram pane no início da manhã e vários pontos de Fortaleza registraram engarrafamentos e lentidão no trânsito.