"Achei que os taxistas iriam me matar", diz motorista da Uber agredido próximo ao aeroporto
TENSÃO MÁXIMA

“Achei que os taxistas iriam me matar”, diz motorista da Uber agredido próximo ao aeroporto

Jorge Holanda revive os momentos de terror ao ser agredido por 10 motoristas de táxi com paus e pedras

Por Lyvia Rocha em Mobilidade Urbana

19 de janeiro de 2017 às 07:00

Há 8 meses
Uber-motorista-agredida

O motorista da Uber foi agredido por 10 taxistas próximo ao aeroporto (FOTO: Reprodução/Whatsapp)

Na noite da última terça-feira (17), um motorista da Uber foi agredido por um grupo de cerca de 10 taxistas em um supermercado próximo ao Aeroporto Pinto Martins, em Fortaleza. O homem, que saiu com o cotovelo fraturado e ficará 45 dias internado, revive em entrevista ao Tribuna do Ceará os momentos de terror.

Desde maio prestando serviço ao aplicativo de caronas pagas, Jorge Holanda ficou com medo de morrer. “Nós vivemos momentos tensos, porque somos perseguidos, agora dessa vez ultrapassou todos os limites. Os caras estão revoltados, e me agrediram com chutes e socos. Fiquei em posição fetal para tentar me esquivar das agressões”, relembra o motorista.

A Uber agora tem uma fila virtual no aeroporto, com isso os motoristas precisam ficar parados num local próximo esperando uma corrida. Foi nesse momento que Jorge foi agredido.

“Estava esperando uma corrida quando começou uma chuva de pedras e paus, e eles foram se aproximando para nos intimidar. Algumas pessoas conseguiram correr, mas eu não. Aproximadamente umas 10 pessoas me agrediram covardemente”, desabafou. 

A agressão só parou quando a Polícia chegou e, com tiros de efeito moral, conseguiu dispersar os homens. “Consegui me levantar e receber ajuda dos companheiros. Mas infelizmente saí com uma fratura no cotovelo e ficarei 45 dias de repouso absoluto”, afirma.

Jorge Holanda e outros motoristas do Uber fizeram um Boletim de Ocorrência relatando o fato. Após o ocorrido, ele pede socorro, pois acredita que algo até pior pode acontecer.

“Eu só volto para o Uber após a regulamentação ou outra decisão, porque estamos correndo riscos. Não vou generalizar, entre taxistas tem pais de família e pessoas honestas, mas infelizmente o que está acontecendo está errado, e pode acabar até em homicídio“, confessa.

Sobre o ocorrido, o presidente do Sindicato dos Taxistas, Vicente de Paula, afirmou que irá apurar o caso e saber mais detalhes. Ele diz que a orientação do sindicato é que seus profissionais não façam esse tipo de atitude.

Em contato, a assessoria da Uber informou que considera inaceitável o uso da violência. “Acreditamos que qualquer conflito deve ser administrado pelo debate de ideias entre todas as partes. Todo cidadão tem o direito de escolher como quer se movimentar pela cidade, assim como o direito de trabalhar honestamente”.

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TENSÃO MÁXIMA

“Achei que os taxistas iriam me matar”, diz motorista da Uber agredido próximo ao aeroporto

Jorge Holanda revive os momentos de terror ao ser agredido por 10 motoristas de táxi com paus e pedras

Por Lyvia Rocha em Mobilidade Urbana

19 de janeiro de 2017 às 07:00

Há 8 meses
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O motorista da Uber foi agredido por 10 taxistas próximo ao aeroporto (FOTO: Reprodução/Whatsapp)

Na noite da última terça-feira (17), um motorista da Uber foi agredido por um grupo de cerca de 10 taxistas em um supermercado próximo ao Aeroporto Pinto Martins, em Fortaleza. O homem, que saiu com o cotovelo fraturado e ficará 45 dias internado, revive em entrevista ao Tribuna do Ceará os momentos de terror.

Desde maio prestando serviço ao aplicativo de caronas pagas, Jorge Holanda ficou com medo de morrer. “Nós vivemos momentos tensos, porque somos perseguidos, agora dessa vez ultrapassou todos os limites. Os caras estão revoltados, e me agrediram com chutes e socos. Fiquei em posição fetal para tentar me esquivar das agressões”, relembra o motorista.

A Uber agora tem uma fila virtual no aeroporto, com isso os motoristas precisam ficar parados num local próximo esperando uma corrida. Foi nesse momento que Jorge foi agredido.

“Estava esperando uma corrida quando começou uma chuva de pedras e paus, e eles foram se aproximando para nos intimidar. Algumas pessoas conseguiram correr, mas eu não. Aproximadamente umas 10 pessoas me agrediram covardemente”, desabafou. 

A agressão só parou quando a Polícia chegou e, com tiros de efeito moral, conseguiu dispersar os homens. “Consegui me levantar e receber ajuda dos companheiros. Mas infelizmente saí com uma fratura no cotovelo e ficarei 45 dias de repouso absoluto”, afirma.

Jorge Holanda e outros motoristas do Uber fizeram um Boletim de Ocorrência relatando o fato. Após o ocorrido, ele pede socorro, pois acredita que algo até pior pode acontecer.

“Eu só volto para o Uber após a regulamentação ou outra decisão, porque estamos correndo riscos. Não vou generalizar, entre taxistas tem pais de família e pessoas honestas, mas infelizmente o que está acontecendo está errado, e pode acabar até em homicídio“, confessa.

Sobre o ocorrido, o presidente do Sindicato dos Taxistas, Vicente de Paula, afirmou que irá apurar o caso e saber mais detalhes. Ele diz que a orientação do sindicato é que seus profissionais não façam esse tipo de atitude.

Em contato, a assessoria da Uber informou que considera inaceitável o uso da violência. “Acreditamos que qualquer conflito deve ser administrado pelo debate de ideias entre todas as partes. Todo cidadão tem o direito de escolher como quer se movimentar pela cidade, assim como o direito de trabalhar honestamente”.