Fortaleza é apontada como 7º cidade mais violenta do mundo


Fortaleza é apontada como a 7º cidade mais violenta do mundo

O estudo aponta que foram registrados 2.754 homicídios em Fortaleza no ano passado

Por Felipe Lima em Fortaleza

20 de janeiro de 2014 às 13:57

Há 5 anos

A cabeleireira Tatiana Maria, de 39 anos, não sente-se mais segura de andar pelas ruas do bairro onde mora. Há oito meses ela perdeu o pai em um homicídio no Canindezinho, bairro que compõe o “Território da Paz” e é marcado pela violência. “A gente nunca acredita que algo assim [homicídio] possa acontecer com a gente ou alguém próximo. Não consigo mais sair tranquila e tenho medo até mesmo dentro de casa”, lamenta.

A sensação de insegurança e a marca deixada na vida de Tatiana tem uma explicação. Com uma taxa de 79.42 homicídios por cada 100 mil habitantes, Fortaleza é considerada a 7ª cidade mais violenta do mundo, segundo relatório da ONG mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal. A lista da organização mostra que 14 cidades das 50 relacionadas são brasileiras. No país, a capital cearense fica atrás somente de Maceió, em Alagoas, que possui taxa de 79,76 assassinatos por 100 mil habitantes.

O estudo aponta que foram registrados 2.754 homicídios em Fortaleza no ano passado. Além do 7º lugar na taxa de assassinatos, a capital possui um número alarmante: é a 2º cidade entre as 50 que registraram maior número de homicídios. A “Terra do Sol” fica atrás somente de Caracas, na Venezuela, onde aconteceram 4.364 crimes deste tipo. O relatório da ONG mexicana indica a cidade San Pedro Sula, em Honduras, como o município mais violento do planeta. Lá, a taxa de homicídios em 2013 foi de 187,14.

> LEIA MAIS:

O mesmo estudo, divulgado em 2013, apontou Fortaleza como a 13ª cidade mais violenta do mundo. Baseado em dados oficiais de 2012, a cidade apareceu no ranking com a taxa de 66,39 homicídios por 100 mil habitantes.

O estudo utiliza índices de população e de homicídios de estatísticas oficiais dos governos locais de cidades com mais de 300 mil habitantes.

Por um ano melhor

O comandante do Policiamento da Capital, coronel João Batista Bezerra, garante que 2014 vai ser um ano melhor na Segurança. “O problema é que o 1º semestre do ano passado foi pesado, mas desde outubro que os homicídios estão diminuindo. A população pode observar o comportamento e o trabalho da polícia. Com as Áreas Integradas de Segurança esse ano vai ser melhor. Eu acredito que vai ser melhor”, afirma.

De acordo ainda com o coronel Batista, um novo balanço será divulgado a cada três meses com dados da Segurança Pública. “É um trabalho trimestral. No 1º nós já verificamos uma queda. O próximo será em março e a tendência é que os números sejam ainda menores.”, complementa.

O estudo utiliza índices de população e de homicídios de estatísticas oficiais dos governos locais de cidades com mais de 300 mil habitantes. A maioria das cidades fica na América Latina. Das 50 cidades, nove estão no México, seis na Colômbia, cinco na Venezuela, quatro nos Estados Unidos, três na África do Sul, dois em Honduras e um em El Salvador, na Guatemala, Jamaica e Porto Rico.

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Fortaleza é apontada como a 7º cidade mais violenta do mundo

O estudo aponta que foram registrados 2.754 homicídios em Fortaleza no ano passado

Por Felipe Lima em Fortaleza

20 de janeiro de 2014 às 13:57

Há 5 anos

A cabeleireira Tatiana Maria, de 39 anos, não sente-se mais segura de andar pelas ruas do bairro onde mora. Há oito meses ela perdeu o pai em um homicídio no Canindezinho, bairro que compõe o “Território da Paz” e é marcado pela violência. “A gente nunca acredita que algo assim [homicídio] possa acontecer com a gente ou alguém próximo. Não consigo mais sair tranquila e tenho medo até mesmo dentro de casa”, lamenta.

A sensação de insegurança e a marca deixada na vida de Tatiana tem uma explicação. Com uma taxa de 79.42 homicídios por cada 100 mil habitantes, Fortaleza é considerada a 7ª cidade mais violenta do mundo, segundo relatório da ONG mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal. A lista da organização mostra que 14 cidades das 50 relacionadas são brasileiras. No país, a capital cearense fica atrás somente de Maceió, em Alagoas, que possui taxa de 79,76 assassinatos por 100 mil habitantes.

O estudo aponta que foram registrados 2.754 homicídios em Fortaleza no ano passado. Além do 7º lugar na taxa de assassinatos, a capital possui um número alarmante: é a 2º cidade entre as 50 que registraram maior número de homicídios. A “Terra do Sol” fica atrás somente de Caracas, na Venezuela, onde aconteceram 4.364 crimes deste tipo. O relatório da ONG mexicana indica a cidade San Pedro Sula, em Honduras, como o município mais violento do planeta. Lá, a taxa de homicídios em 2013 foi de 187,14.

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O mesmo estudo, divulgado em 2013, apontou Fortaleza como a 13ª cidade mais violenta do mundo. Baseado em dados oficiais de 2012, a cidade apareceu no ranking com a taxa de 66,39 homicídios por 100 mil habitantes.

O estudo utiliza índices de população e de homicídios de estatísticas oficiais dos governos locais de cidades com mais de 300 mil habitantes.

Por um ano melhor

O comandante do Policiamento da Capital, coronel João Batista Bezerra, garante que 2014 vai ser um ano melhor na Segurança. “O problema é que o 1º semestre do ano passado foi pesado, mas desde outubro que os homicídios estão diminuindo. A população pode observar o comportamento e o trabalho da polícia. Com as Áreas Integradas de Segurança esse ano vai ser melhor. Eu acredito que vai ser melhor”, afirma.

De acordo ainda com o coronel Batista, um novo balanço será divulgado a cada três meses com dados da Segurança Pública. “É um trabalho trimestral. No 1º nós já verificamos uma queda. O próximo será em março e a tendência é que os números sejam ainda menores.”, complementa.

O estudo utiliza índices de população e de homicídios de estatísticas oficiais dos governos locais de cidades com mais de 300 mil habitantes. A maioria das cidades fica na América Latina. Das 50 cidades, nove estão no México, seis na Colômbia, cinco na Venezuela, quatro nos Estados Unidos, três na África do Sul, dois em Honduras e um em El Salvador, na Guatemala, Jamaica e Porto Rico.