Cesta básica de Fortaleza teve a maior alta em 2012


Cesta básica de Fortaleza teve a maior alta em 2012

Os itens da cesta tiveram elevação de preço, ao longo de 2012, nas 17 capitais e, em nove cidades, os reajustes superaram os 10%

Por Tribuna do Ceará em Fortaleza

7 de Janeiro de 2013 às 14:44

Há 5 anos
Fortaleza é a capital que teve maior aumento do valor da cesta básica no Brasil. Foto: Divulgação

Fortaleza é a capital que teve maior aumento do valor da cesta básica no Brasil. Foto: Divulgação

Fortaleza é a capital com maior alta, em 2012, nos preços dos produtos da cesta básica, com aumento de 17,46%, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em seguida, aparecem João Pessoa (16,47%) e Recife (15,26%). Os menores aumentos foram verificadas em Vitória (5,63%), em Porto Alegre (6,32%) e em Goiânia (6,68%).

Os itens da cesta tiveram elevação de preço, ao longo de 2012, nas 17 capitais e, em nove cidades, os reajustes superaram os 10%. No último mês do ano, a lista de capitais pesquisadas foi acrescida de Campo Grande, capital de Mato Grosso, cujos dados, no entanto, não foram considerados no levantamento anual. Em dezembro, 15 das 18 localidades apresentaram avanços de preços, com destaque para Goiânia (10,61%), o Rio de Janeiro (3,58%) e Brasília (3,41%). No mesmo período, houve queda nas seguintes capitais: Natal (-2,75%), Vitória (-1,50%) e Aracaju (-0,76%).

Valores

A cesta mais cara continua sendo a de São Paulo (R$ 304,90). Em seguida, vêm as de Porto Alegre (R$ 294,37), de Vitória (R$ 290,89) e de Belo Horizonte (R$ 290,88). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 204,06), em Salvador (R$ 227,12) e em João Pessoa (R$ 237,85).

Salário x despesas

Para custear as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese calculou que o salário mínimo necessário deveria ter sido R$ 2.561,47, em dezembro, quantia 4,12 vezes o valor em vigor (R$ 622). Em novembro, o mínimo necessário era menor, equivalendo a R$ 2.514,09, ou 4,04 vezes o piso vigente.

A jornada de trabalho necessária para a aquisição da cesta básica foi estimada em 93 horas e 54 minutos, acima tempo calculado no mês anterior (92 horas e dez minutos), mas abaixo do tempo estimado em igual período de 2011 (97 horas e 22 minutos).

Aumento por produto

Entre os produtos que mais subiram ao longo de 2012 estão arroz, feijão, óleo de soja, manteiga e café. No caso do arroz, destacam-se as correções feitas em Belém (69,01%), em Natal (46,41%) e em Aracaju (46,22%). Essas altas foram provocadas pela redução da área plantada.

Em dezembro, das 18 localidades pesquisadas, dez apresentaram aumento do arroz, como os maiores avanços em Goiânia (12,50%), Salvador (11,32%) e Natal (7,69%). No Rio de Janeiro, a cotação ficou estável e nas demais capitais ocorreram reduções, entre elas João Pessoa (-2,04%), Brasília (-2,03%) e Campo Grande (-1,99%).

O feijão teve alta acima de 20% em todas as cidades pesquisadas ao longo do ano, principalmente em Belém (46,64%), no Rio de Janeiro (44,27%) e em Aracaju (43,33%). O motivo foi a diminuição da oferta do produto em razão do clima adverso.

No último mês de 2012, os preços da leguminosa subiram em 14 das 18 capitais pesquisadas, com destaque para Salvador (9,61%), Fortaleza (7,69%) e Goiânia (5,53%).

A carne bovina teve aumento de preço em oito capitais, número menor do que em 2011, quando houve alta em 15 localidades. Os três maiores reajustes foram verificados em Salvador (10,98%), em Florianópolis (10,04%) e em Aracaju (8,65%). Em dezembro, as altas foram mais expressivas em Goiânia (9,26%), em Florianópolis (8,38%) e em Natal (1,36%).

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Cesta básica de Fortaleza teve a maior alta em 2012

Os itens da cesta tiveram elevação de preço, ao longo de 2012, nas 17 capitais e, em nove cidades, os reajustes superaram os 10%

Por Tribuna do Ceará em Fortaleza

7 de Janeiro de 2013 às 14:44

Há 5 anos
Fortaleza é a capital que teve maior aumento do valor da cesta básica no Brasil. Foto: Divulgação

Fortaleza é a capital que teve maior aumento do valor da cesta básica no Brasil. Foto: Divulgação

Fortaleza é a capital com maior alta, em 2012, nos preços dos produtos da cesta básica, com aumento de 17,46%, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em seguida, aparecem João Pessoa (16,47%) e Recife (15,26%). Os menores aumentos foram verificadas em Vitória (5,63%), em Porto Alegre (6,32%) e em Goiânia (6,68%).

Os itens da cesta tiveram elevação de preço, ao longo de 2012, nas 17 capitais e, em nove cidades, os reajustes superaram os 10%. No último mês do ano, a lista de capitais pesquisadas foi acrescida de Campo Grande, capital de Mato Grosso, cujos dados, no entanto, não foram considerados no levantamento anual. Em dezembro, 15 das 18 localidades apresentaram avanços de preços, com destaque para Goiânia (10,61%), o Rio de Janeiro (3,58%) e Brasília (3,41%). No mesmo período, houve queda nas seguintes capitais: Natal (-2,75%), Vitória (-1,50%) e Aracaju (-0,76%).

Valores

A cesta mais cara continua sendo a de São Paulo (R$ 304,90). Em seguida, vêm as de Porto Alegre (R$ 294,37), de Vitória (R$ 290,89) e de Belo Horizonte (R$ 290,88). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 204,06), em Salvador (R$ 227,12) e em João Pessoa (R$ 237,85).

Salário x despesas

Para custear as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese calculou que o salário mínimo necessário deveria ter sido R$ 2.561,47, em dezembro, quantia 4,12 vezes o valor em vigor (R$ 622). Em novembro, o mínimo necessário era menor, equivalendo a R$ 2.514,09, ou 4,04 vezes o piso vigente.

A jornada de trabalho necessária para a aquisição da cesta básica foi estimada em 93 horas e 54 minutos, acima tempo calculado no mês anterior (92 horas e dez minutos), mas abaixo do tempo estimado em igual período de 2011 (97 horas e 22 minutos).

Aumento por produto

Entre os produtos que mais subiram ao longo de 2012 estão arroz, feijão, óleo de soja, manteiga e café. No caso do arroz, destacam-se as correções feitas em Belém (69,01%), em Natal (46,41%) e em Aracaju (46,22%). Essas altas foram provocadas pela redução da área plantada.

Em dezembro, das 18 localidades pesquisadas, dez apresentaram aumento do arroz, como os maiores avanços em Goiânia (12,50%), Salvador (11,32%) e Natal (7,69%). No Rio de Janeiro, a cotação ficou estável e nas demais capitais ocorreram reduções, entre elas João Pessoa (-2,04%), Brasília (-2,03%) e Campo Grande (-1,99%).

O feijão teve alta acima de 20% em todas as cidades pesquisadas ao longo do ano, principalmente em Belém (46,64%), no Rio de Janeiro (44,27%) e em Aracaju (43,33%). O motivo foi a diminuição da oferta do produto em razão do clima adverso.

No último mês de 2012, os preços da leguminosa subiram em 14 das 18 capitais pesquisadas, com destaque para Salvador (9,61%), Fortaleza (7,69%) e Goiânia (5,53%).

A carne bovina teve aumento de preço em oito capitais, número menor do que em 2011, quando houve alta em 15 localidades. Os três maiores reajustes foram verificados em Salvador (10,98%), em Florianópolis (10,04%) e em Aracaju (8,65%). Em dezembro, as altas foram mais expressivas em Goiânia (9,26%), em Florianópolis (8,38%) e em Natal (1,36%).