Apreensão de maconha cresce mais de 1.000% em Fortaleza - Noticias


Apreensão de maconha cresce mais de 1.000% em Fortaleza

De acordo com o titular da Denarc, as apreensões mais constantes em Fortaleza são as que envolvem a maconha

Por Hayanne Narlla em Fortaleza

17 de maio de 2013 às 18:00

Há 6 anos

Nos primeiros quatro meses de 2013, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) registrou a apreensão de 900 quilos de maconha em Fortaleza. A quantidade é expressiva se comparada ao mesmo período do ano passado (janeiro a abril), com apenas 81 quilos apreendidos, resultando num aumento de cerca de 1010%.

A apreensão no mês de março surpreendeu as estatísticas, quando, em apenas um dia, foram apreendidos mais de 650 quilos da droga. De acordo com o titular da Delegacia de Narcóticos (Denarc), Pedro Viana, as apreensões mais constantes em Fortaleza são as que envolvem a maconha.

Ele explica que o quilo da droga é vendida no “atacado” por R$ 650 a R$ 700, sendo muito mais barata em relação às outras. “O quilo de cocaína custa em média R$ 15 mil e o de crack R$ 10 mil”, disse. De acordo com o delegado, nas apreensões de varejo, quando um viciado vende para outro, o crack é a droga mais comum.

Viana também ressalta que, em relação à Denarc, as ações têm aumentando por causa do maior número de policiais. “O contingente aumento no mês passado devido a posse do último concurso e isso melhorou o nosso trabalho”.

Como combater?

A doutora em Sociologia Celina Amália, que também é pesquisadora do Laboratório de Estudos da Violência (LEV), aponta o tráfico de drogas como um agente potencializador da violência. “O tráfico de drogas está aparecendo como variável muito forte e levando muitos jovens a situação de vulnerabilidade. Se as políticas públicas do Brasil estivessem funcionando, os jovens sairiam e diminuiria essa situação”, considera.

De acordo com Celina, a vulnerabilidade se dá por causa da permanência dos jovens nas ruas, “sem apoio, sem escola”. Ela ressalta que as atividades educativas e de lazer, como o esporte, seriam a solução do problema. “Aqui tem os CAPs [ Centro de Apoio Psicossocial], mas não consegue atender a demanda, não tem acompanhamento”, ressalta.

“Eles passariam o dia na escola, com acompanhamento de saúde. Isso precisa de uma integração da prefeitura e do estado, destinando praças, locais públicos de lazer, em que haja acesso a parte cultural, com ruas asfaltadas. A integração seria a nível federal, todos juntos trabalhando no combate a droga, que está avassalando a cidade”.

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Apreensão de maconha cresce mais de 1.000% em Fortaleza

De acordo com o titular da Denarc, as apreensões mais constantes em Fortaleza são as que envolvem a maconha

Por Hayanne Narlla em Fortaleza

17 de maio de 2013 às 18:00

Há 6 anos

Nos primeiros quatro meses de 2013, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) registrou a apreensão de 900 quilos de maconha em Fortaleza. A quantidade é expressiva se comparada ao mesmo período do ano passado (janeiro a abril), com apenas 81 quilos apreendidos, resultando num aumento de cerca de 1010%.

A apreensão no mês de março surpreendeu as estatísticas, quando, em apenas um dia, foram apreendidos mais de 650 quilos da droga. De acordo com o titular da Delegacia de Narcóticos (Denarc), Pedro Viana, as apreensões mais constantes em Fortaleza são as que envolvem a maconha.

Ele explica que o quilo da droga é vendida no “atacado” por R$ 650 a R$ 700, sendo muito mais barata em relação às outras. “O quilo de cocaína custa em média R$ 15 mil e o de crack R$ 10 mil”, disse. De acordo com o delegado, nas apreensões de varejo, quando um viciado vende para outro, o crack é a droga mais comum.

Viana também ressalta que, em relação à Denarc, as ações têm aumentando por causa do maior número de policiais. “O contingente aumento no mês passado devido a posse do último concurso e isso melhorou o nosso trabalho”.

Como combater?

A doutora em Sociologia Celina Amália, que também é pesquisadora do Laboratório de Estudos da Violência (LEV), aponta o tráfico de drogas como um agente potencializador da violência. “O tráfico de drogas está aparecendo como variável muito forte e levando muitos jovens a situação de vulnerabilidade. Se as políticas públicas do Brasil estivessem funcionando, os jovens sairiam e diminuiria essa situação”, considera.

De acordo com Celina, a vulnerabilidade se dá por causa da permanência dos jovens nas ruas, “sem apoio, sem escola”. Ela ressalta que as atividades educativas e de lazer, como o esporte, seriam a solução do problema. “Aqui tem os CAPs [ Centro de Apoio Psicossocial], mas não consegue atender a demanda, não tem acompanhamento”, ressalta.

“Eles passariam o dia na escola, com acompanhamento de saúde. Isso precisa de uma integração da prefeitura e do estado, destinando praças, locais públicos de lazer, em que haja acesso a parte cultural, com ruas asfaltadas. A integração seria a nível federal, todos juntos trabalhando no combate a droga, que está avassalando a cidade”.