Acessibilidade para obesos ainda é problema no transporte público de Fortaleza

Acessibilidade para obesos ainda é problema no transporte público de Fortaleza

Fortaleza possui 1.158 ônibus com assentos preferenciais para obesos, representando apenas 61% dos 1.900 coletivos que trafegam na capital

Por Roberta Tavares em Fortaleza

8 de maio de 2013 às 17:00

Há 4 anos
Os obesos ainda sofrem com a falta de acessibilidade, apesar de a legislação prever adaptação dos transportes públicos.

Somente 61% dos ônibus têm acessibilidade para obesos (Foto: Divulgação)

Os obesos ainda sofrem com a falta de acessibilidade, apesar de a legislação prever adaptação dos transportes públicos. Problemas como catracas, assentos apertados e falta de respeito são algumas dificuldades vivenciadas diariamente pelas pessoas que estão acima do peso.

Fortaleza possui 1.158 ônibus com assentos preferenciais para obesos, representando apenas 61% dos 1.900 coletivos que trafegam na capital, de acordo com a Empresa de Transporte Urbano (Etufor). A situação das vans é ainda mais complicada. Das 320 vans, somente 156 são acessíveis para obesos, ou seja, 49%.

Segundo a lei de acessibilidade, até dezembro de 2014 todos os veículos de transporte coletivo deverão ter bancos especiais para obesos. Essa acessibilidade é caracterizada pelos assentos de cor amarela e sem a divisão no meio como os convencionais. Além disso, os obesos têm o direito de entrar pela porta da frente. “Até o próximo ano, a Prefeitura tem a meta de atingir a totalidade do sistema acessível”, afirma a assessoria da Etufor.

Mas a endocrinologista Aline Garcia lembra que a obesidade possui outros agravantes. “O problema não é só o assento, tem a questão também das escadas, dos corredores estreitos e, principalmente, do preconceito. O paciente é sofrido de todas as formas, além da autocobrança, ainda tem a rejeição da sociedade”, ressalta.

Capacitação dos motoristas

Segundo a Etufor, as empresas realizam diversos treinamentos com os motoristas sobre o assunto, envolvendo legislação e tratamento com os usuários de necessidades especiais. Um dos treinamentos é o Programa de Qualificação para Transporte de Passageiro com Deficiência e Mobilidade Reduzida, em que os 8.782 trabalhadores do setor de transporte são capacitados para tratar passageiros com mobilidade reduzida, quer sejam obesos, deficientes físicos, idosos ou gestantes.

Número de obesos em Fortaleza

O último levantamento realizado pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) mostra que o Ceará ocupa a segunda colocação, em nível de Brasil, dos estados que contém maior número de obesos. A pesquisa é relativa ao ano de 2012.

Foram coletadas informações nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal. Fortaleza (53,7%) é a segunda capital com maior número de pessoas obesas, perdendo apenas para Porto Alegre (55,4%). Na outra ponta da lista, com menor proporção de pessoas com sobrepeso, estão Santa Teresina (12,8%) e São Luís (12,9%).

“O termo ‘acima do peso’ é levado em consideração para as pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC), que é calculado dividindo peso pela altura ao quadrado”, explica a endocrinologista. Pessoas obesas são aquelas que têm IMC acima de 30.

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Acessibilidade para obesos ainda é problema no transporte público de Fortaleza

Fortaleza possui 1.158 ônibus com assentos preferenciais para obesos, representando apenas 61% dos 1.900 coletivos que trafegam na capital

Por Roberta Tavares em Fortaleza

8 de maio de 2013 às 17:00

Há 4 anos
Os obesos ainda sofrem com a falta de acessibilidade, apesar de a legislação prever adaptação dos transportes públicos.

Somente 61% dos ônibus têm acessibilidade para obesos (Foto: Divulgação)

Os obesos ainda sofrem com a falta de acessibilidade, apesar de a legislação prever adaptação dos transportes públicos. Problemas como catracas, assentos apertados e falta de respeito são algumas dificuldades vivenciadas diariamente pelas pessoas que estão acima do peso.

Fortaleza possui 1.158 ônibus com assentos preferenciais para obesos, representando apenas 61% dos 1.900 coletivos que trafegam na capital, de acordo com a Empresa de Transporte Urbano (Etufor). A situação das vans é ainda mais complicada. Das 320 vans, somente 156 são acessíveis para obesos, ou seja, 49%.

Segundo a lei de acessibilidade, até dezembro de 2014 todos os veículos de transporte coletivo deverão ter bancos especiais para obesos. Essa acessibilidade é caracterizada pelos assentos de cor amarela e sem a divisão no meio como os convencionais. Além disso, os obesos têm o direito de entrar pela porta da frente. “Até o próximo ano, a Prefeitura tem a meta de atingir a totalidade do sistema acessível”, afirma a assessoria da Etufor.

Mas a endocrinologista Aline Garcia lembra que a obesidade possui outros agravantes. “O problema não é só o assento, tem a questão também das escadas, dos corredores estreitos e, principalmente, do preconceito. O paciente é sofrido de todas as formas, além da autocobrança, ainda tem a rejeição da sociedade”, ressalta.

Capacitação dos motoristas

Segundo a Etufor, as empresas realizam diversos treinamentos com os motoristas sobre o assunto, envolvendo legislação e tratamento com os usuários de necessidades especiais. Um dos treinamentos é o Programa de Qualificação para Transporte de Passageiro com Deficiência e Mobilidade Reduzida, em que os 8.782 trabalhadores do setor de transporte são capacitados para tratar passageiros com mobilidade reduzida, quer sejam obesos, deficientes físicos, idosos ou gestantes.

Número de obesos em Fortaleza

O último levantamento realizado pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) mostra que o Ceará ocupa a segunda colocação, em nível de Brasil, dos estados que contém maior número de obesos. A pesquisa é relativa ao ano de 2012.

Foram coletadas informações nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal. Fortaleza (53,7%) é a segunda capital com maior número de pessoas obesas, perdendo apenas para Porto Alegre (55,4%). Na outra ponta da lista, com menor proporção de pessoas com sobrepeso, estão Santa Teresina (12,8%) e São Luís (12,9%).

“O termo ‘acima do peso’ é levado em consideração para as pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC), que é calculado dividindo peso pela altura ao quadrado”, explica a endocrinologista. Pessoas obesas são aquelas que têm IMC acima de 30.