Xadrez estratégico: Camilo fala em coragem e General Theophilo em "autoridade"

PROPAGANDAS ELEITORAIS

Xadrez estratégico: Camilo fala em “coragem” e General Theophilo em “autoridade”

Os primeiros programas de rádio e TV mostram as principais preocupações eleitorais das candidaturas ao Governo do Ceará. Confira.

Por Wanderley Filho em Eleições 2018

3 de setembro de 2018 às 19:55

Há 2 semanas
Propaganda eleitoral

(FOTO: Reprodução)

Os primeiros programas eleitorais e inserções de rádio e televisão na campanha para o Governo do Ceará mostraram as linhas de comunicação preparadas por cada equipe.

Camilo Santana

Com mais tempo de propaganda (seis minutos), o programa de Camilo Santana (PT) conseguiu abordar um conjunt0 maior de mensagens. A estética é a mesma de outras campanhas, com grande (e cara) qualidade técnica.

Em relação ao texto, é possível destacar três pontos. Primeiro, a preocupação com o novo. Nesse ponto, uma afirmação é ressaltada: “Um novo Ceará está surgindo e talvez você não saiba”. Clara tentativa de anular o apelo por novidade, que poderia beneficiar a oposição, sobretudo nesse momento de desconfiança em relação aos políticos.

Segundo, o destaque conferido para a expressão “de mãos dadas” e para a palavra “união”, ressaltando o perfil conciliador do candidato e justificando, por tabela, o acordo que reúne ex-adversários e até partidos criticados pelo PT.

Terceiro, a ênfase no substantivo “coragem”, grifado diversas vezes no programa e nas inserções. Parece uma vacina para rebater as acusações de que faltaria coragem ao governo para combater as facções, em referência ao tema segurança pública. Essas não foram citadas no programa.

General Theophilo

Pela oposição, o General Theophilo (PSDB), com dois minutos de programa, optou por um misto entre a apresentação de sua história de vida (foco principal do material) e preocupação com saúde e segurança.

Sem ataques mais contundentes (para não antipatizar), o discurso procurou enfatizar a necessidade de um novo perfil de gestor, com mais “autoridade” e capacidade de “botar a casa em ordem”. As facções foram citadas como principal  problema a ser enfrentado na área de segurança.

Um segundo plano de mensagens foi trabalhado, sem menções diretas, buscando o eleitor que rejeita a hegemonia política dos Ferreira Gomes, que pode ser resumido no próprio nome da coligação da oposição: “Tá na hora de mudar”.

Ailton Lopes

O candidato Ailton Lopes, do PSOL, preferiu falar, nos seus 17 segundos, sobre temas como o uso de “agrotóxicos” ou “falso moralismo”, sem poder, pela limitação de tempo, aprofundar os temas.

Próximos capítulos

Os demais candidatos ainda esperam juntar tempo suficiente para tentar passar suas mensagens. A disputa agora consistirá em tentar pautar os principais temas e os tons do debate eleitoral. A ver.

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PROPAGANDAS ELEITORAIS

Xadrez estratégico: Camilo fala em “coragem” e General Theophilo em “autoridade”

Os primeiros programas de rádio e TV mostram as principais preocupações eleitorais das candidaturas ao Governo do Ceará. Confira.

Por Wanderley Filho em Eleições 2018

3 de setembro de 2018 às 19:55

Há 2 semanas
Propaganda eleitoral

(FOTO: Reprodução)

Os primeiros programas eleitorais e inserções de rádio e televisão na campanha para o Governo do Ceará mostraram as linhas de comunicação preparadas por cada equipe.

Camilo Santana

Com mais tempo de propaganda (seis minutos), o programa de Camilo Santana (PT) conseguiu abordar um conjunt0 maior de mensagens. A estética é a mesma de outras campanhas, com grande (e cara) qualidade técnica.

Em relação ao texto, é possível destacar três pontos. Primeiro, a preocupação com o novo. Nesse ponto, uma afirmação é ressaltada: “Um novo Ceará está surgindo e talvez você não saiba”. Clara tentativa de anular o apelo por novidade, que poderia beneficiar a oposição, sobretudo nesse momento de desconfiança em relação aos políticos.

Segundo, o destaque conferido para a expressão “de mãos dadas” e para a palavra “união”, ressaltando o perfil conciliador do candidato e justificando, por tabela, o acordo que reúne ex-adversários e até partidos criticados pelo PT.

Terceiro, a ênfase no substantivo “coragem”, grifado diversas vezes no programa e nas inserções. Parece uma vacina para rebater as acusações de que faltaria coragem ao governo para combater as facções, em referência ao tema segurança pública. Essas não foram citadas no programa.

General Theophilo

Pela oposição, o General Theophilo (PSDB), com dois minutos de programa, optou por um misto entre a apresentação de sua história de vida (foco principal do material) e preocupação com saúde e segurança.

Sem ataques mais contundentes (para não antipatizar), o discurso procurou enfatizar a necessidade de um novo perfil de gestor, com mais “autoridade” e capacidade de “botar a casa em ordem”. As facções foram citadas como principal  problema a ser enfrentado na área de segurança.

Um segundo plano de mensagens foi trabalhado, sem menções diretas, buscando o eleitor que rejeita a hegemonia política dos Ferreira Gomes, que pode ser resumido no próprio nome da coligação da oposição: “Tá na hora de mudar”.

Ailton Lopes

O candidato Ailton Lopes, do PSOL, preferiu falar, nos seus 17 segundos, sobre temas como o uso de “agrotóxicos” ou “falso moralismo”, sem poder, pela limitação de tempo, aprofundar os temas.

Próximos capítulos

Os demais candidatos ainda esperam juntar tempo suficiente para tentar passar suas mensagens. A disputa agora consistirá em tentar pautar os principais temas e os tons do debate eleitoral. A ver.