"Recomendarei voto no Eunício em homenagem a Camilo", diz Cid Gomes sobre aliança informal

ESTRATÉGIAS

“Recomendarei voto no Eunício em homenagem a Camilo”, diz Cid Gomes sobre aliança informal

O ex-governador do Ceará Cid Gomes falou também sobre o isolamento de Ciro Gomes e o apelo por palanque neutro entre PT e PDT no Ceará

Por Jéssica Welma em Eleições 2018

8 de agosto de 2018 às 16:38

Há 2 semanas
Cid Gomes em entrevista ao Focus.Jangadeiro

Cid Gomes foi entrevistado no Focus.Jor. (Foto: Daniel Rocha)

O ex-governador do Ceará e candidato a senador, Cid Gomes (PDT), mesmo sem declarar apoio pessoal, disse que vai “recomendar” voto em Eunício Oliveira (MDB) na segunda vaga do Senado “em homenagem” ao governador Camilo Santana (PT). Enquanto isso, ele pede que o governador “tenha um papel de magistrado” na disputa entre Ciro Gomes (PDT) e Lula (PT) pela presidência da República.

Cid concedeu entrevista aos jornalistas Fábio Campos e Wanderley Filho, no programa Focus.Jangadeiro, na Tribuna BandNews FM, nesta quarta-feira (8).

Ao ser questionado sobre a incoerência na reaproximação com Eunício, Cid saiu em defesa da aliança informal de Camilo com o presidente do Senado nas eleições de 2018.

“A relação na política é complexa e leva em conta um conjunto enorme de fatores”, disse. Cid Gomes citou a aliança com Eunício em 2010 e a disputa pelo governo do Estado em 2014 que os colocou em lados opostos. No entanto, após a saída do PT do Governo Federal, o Governo do Ceará teria tido dificuldades em conseguir apoio e precisou recorrer a Eunício, presidente do Senado e nome influente do MDB.

“A vaidade e o orgulho não podem ser empecilhos para que você efetivamente entregue os serviços para a população”, defendeu.

Cid deixou claro que trabalhou para que a aliança não se materializasse oficialmente. “O governador se sentiu – e eu compreendo – na obrigação de agradecer o que ele teve de ajuda”, afirmou.

Sobre as críticas de Ciro a Eunício e as dezenas de processos judiciais do emedebista contra o presidenciável, Cid tentou minimizar desavenças pessoais. Segundo ele, “Ciro tem sua posição e denuncia o MDB. Ele enxerga aquilo como um símbolo para denunciar”.

Apesar das incoerências nas relações, apontadas pelo próprio Cid durante a entrevista, o candidato ao Senado declarou apoio a Eunício.

“Eu recomendarei voto no Eunício em homenagem ao Camilo. E o Camilo fez esse entendimento com Eunício levando em conta o interesse maior do Ceará”, afirmou. Ele disse ainda que “nunca recomendou nem estimulou ninguém a brigar com seu amigo, seu vizinho, por política”.

Camilo Santana

E continua sobrando para o governador a desavença entre PT e PDT no âmbito nacional. De um lado, o PT cobra que Camilo torne público apoio a Lula ou a outro candidato petista. Por outro, o PDT vai cobrar imparcialidade no palanque do Ceará.

“Defendo que o Camilo, como é o projeto que nos une no Estado, tenha um papel de magistrado”, disse Cid, alegando que PT pode pedir voto para Lula fora do palanque, enquanto o PDT pede voto para Ciro também por fora.

Cid citou o próprio exemplo quando teve Ciro disputando com Lula nas eleições de 1998 e 2002. “Nos dois momentos eu era prefeito de Sobral, e a gente mantém até hoje uma aliança com PT”, disse.

Ele também ressaltou a presença de Ciro e Lula nas extremidades da faixa de propaganda da campanha de Camilo, Izolda e do próprio Cid durante a convenção da chapa. “São os dois líderes principais desse projeto”, defendeu.

O candidato ao Senado explicou ainda que não esteve presente na convenção que oficializou a aliança PT/PDT no domingo (5) porque teve uma crise de enxaqueca em meio ao esforço por definir alianças no Estado.

Ciro isolado

Após articulação do PT com PCdoB e PSB, Ciro Gomes amarga isolamento político na campanha. O PT oficializou a candidatura do ex-presidente Lula, com Fernando Haddad como vice, além de Manuela Dávila, do PCdoB, como um elemento chave na chapa, caso o PT não reverta a condenação de Lula.

“Uma coisa é você ir atrás de um partido para se coligar a ele. Outra é você ir atrás de um partido para que ele não se coligue com outro, que foi o que o Ciro denunciou, caso do PT com PSB. O PT não quis o PSB”, disse Cid, alegando que as articulação dos partidos tiveram como foco prejudicar Ciro. “Mas ele (Ciro) não está se queixando, não está se maldizendo”, defendeu o irmão.

Para Cid Gomes, “no lado progressista”, Ciro irá disputar vaga no segundo turno contra o candidato do PT; enquanto Geraldo Alckmin (PSDB) tentará desbancar Jair Bolsonaro (PSL) no âmbito da direita política. “Vai ser essa performance (na cobertura da mídia) que vai permitir que o Ciro se consolide, concorrendo com o candidato do PT”, pontuou.

AO VIVO: Tribuna Bandnews FM – Focus Jangadeiro| 08.08.2018

Fábio Campos e Wanderley Filho entrevistam hoje o ex-governador do Ceará, Cid Gomes.

Posted by Tribuna Bandnews FM on Wednesday, August 8, 2018

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“Recomendarei voto no Eunício em homenagem a Camilo”, diz Cid Gomes sobre aliança informal

O ex-governador do Ceará Cid Gomes falou também sobre o isolamento de Ciro Gomes e o apelo por palanque neutro entre PT e PDT no Ceará

Por Jéssica Welma em Eleições 2018

8 de agosto de 2018 às 16:38

Há 2 semanas
Cid Gomes em entrevista ao Focus.Jangadeiro

Cid Gomes foi entrevistado no Focus.Jor. (Foto: Daniel Rocha)

O ex-governador do Ceará e candidato a senador, Cid Gomes (PDT), mesmo sem declarar apoio pessoal, disse que vai “recomendar” voto em Eunício Oliveira (MDB) na segunda vaga do Senado “em homenagem” ao governador Camilo Santana (PT). Enquanto isso, ele pede que o governador “tenha um papel de magistrado” na disputa entre Ciro Gomes (PDT) e Lula (PT) pela presidência da República.

Cid concedeu entrevista aos jornalistas Fábio Campos e Wanderley Filho, no programa Focus.Jangadeiro, na Tribuna BandNews FM, nesta quarta-feira (8).

Ao ser questionado sobre a incoerência na reaproximação com Eunício, Cid saiu em defesa da aliança informal de Camilo com o presidente do Senado nas eleições de 2018.

“A relação na política é complexa e leva em conta um conjunto enorme de fatores”, disse. Cid Gomes citou a aliança com Eunício em 2010 e a disputa pelo governo do Estado em 2014 que os colocou em lados opostos. No entanto, após a saída do PT do Governo Federal, o Governo do Ceará teria tido dificuldades em conseguir apoio e precisou recorrer a Eunício, presidente do Senado e nome influente do MDB.

“A vaidade e o orgulho não podem ser empecilhos para que você efetivamente entregue os serviços para a população”, defendeu.

Cid deixou claro que trabalhou para que a aliança não se materializasse oficialmente. “O governador se sentiu – e eu compreendo – na obrigação de agradecer o que ele teve de ajuda”, afirmou.

Sobre as críticas de Ciro a Eunício e as dezenas de processos judiciais do emedebista contra o presidenciável, Cid tentou minimizar desavenças pessoais. Segundo ele, “Ciro tem sua posição e denuncia o MDB. Ele enxerga aquilo como um símbolo para denunciar”.

Apesar das incoerências nas relações, apontadas pelo próprio Cid durante a entrevista, o candidato ao Senado declarou apoio a Eunício.

“Eu recomendarei voto no Eunício em homenagem ao Camilo. E o Camilo fez esse entendimento com Eunício levando em conta o interesse maior do Ceará”, afirmou. Ele disse ainda que “nunca recomendou nem estimulou ninguém a brigar com seu amigo, seu vizinho, por política”.

Camilo Santana

E continua sobrando para o governador a desavença entre PT e PDT no âmbito nacional. De um lado, o PT cobra que Camilo torne público apoio a Lula ou a outro candidato petista. Por outro, o PDT vai cobrar imparcialidade no palanque do Ceará.

“Defendo que o Camilo, como é o projeto que nos une no Estado, tenha um papel de magistrado”, disse Cid, alegando que PT pode pedir voto para Lula fora do palanque, enquanto o PDT pede voto para Ciro também por fora.

Cid citou o próprio exemplo quando teve Ciro disputando com Lula nas eleições de 1998 e 2002. “Nos dois momentos eu era prefeito de Sobral, e a gente mantém até hoje uma aliança com PT”, disse.

Ele também ressaltou a presença de Ciro e Lula nas extremidades da faixa de propaganda da campanha de Camilo, Izolda e do próprio Cid durante a convenção da chapa. “São os dois líderes principais desse projeto”, defendeu.

O candidato ao Senado explicou ainda que não esteve presente na convenção que oficializou a aliança PT/PDT no domingo (5) porque teve uma crise de enxaqueca em meio ao esforço por definir alianças no Estado.

Ciro isolado

Após articulação do PT com PCdoB e PSB, Ciro Gomes amarga isolamento político na campanha. O PT oficializou a candidatura do ex-presidente Lula, com Fernando Haddad como vice, além de Manuela Dávila, do PCdoB, como um elemento chave na chapa, caso o PT não reverta a condenação de Lula.

“Uma coisa é você ir atrás de um partido para se coligar a ele. Outra é você ir atrás de um partido para que ele não se coligue com outro, que foi o que o Ciro denunciou, caso do PT com PSB. O PT não quis o PSB”, disse Cid, alegando que as articulação dos partidos tiveram como foco prejudicar Ciro. “Mas ele (Ciro) não está se queixando, não está se maldizendo”, defendeu o irmão.

Para Cid Gomes, “no lado progressista”, Ciro irá disputar vaga no segundo turno contra o candidato do PT; enquanto Geraldo Alckmin (PSDB) tentará desbancar Jair Bolsonaro (PSL) no âmbito da direita política. “Vai ser essa performance (na cobertura da mídia) que vai permitir que o Ciro se consolide, concorrendo com o candidato do PT”, pontuou.

AO VIVO: Tribuna Bandnews FM – Focus Jangadeiro| 08.08.2018

Fábio Campos e Wanderley Filho entrevistam hoje o ex-governador do Ceará, Cid Gomes.

Posted by Tribuna Bandnews FM on Wednesday, August 8, 2018