Debate na Band mostra que imagem é tudo para os candidatos neste início de campanha

OPINIÃO

Debate na Band mostra que imagem é tudo para os candidatos neste início de campanha

Não é hora de arriscar assustar a maioria de eleitores que ainda estuda em quem poderá votar

Por Wanderley Filho em Eleições 2018

10 de agosto de 2018 às 12:12

Há 2 semanas

(Foto: Kelly Fuzaro/Band)

Quem ganhou o debate entre os presidenciáveis exibido pela Band? Não há como saber. Já virou clichê dizer que em debates o importante é não perder. E pelo que se viu, parece que a máxima tem mesmo sentido.

Ciro Gomes (PDT) e Jair Bolsonaro (PSL) aproveitaram para fazer um contraponto com a imagem de políticos destemperados que os atrapalha. Não alteraram o semblante ou o tom de voz, a gesticulação foi contida e suave. Mostraram-se compenetrados. Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede) já atuam assim desde outras eleições e repetiram a dose.

Cabo Daciolo (Patriotas) foi histriônico e conseguiu seus minutos de fama. Álvaro Dias parecia lento na hora de articular ideias. Boulos apostou no radicalismo, provavelmente mirando o eleitor radical de esquerda. Foram meros coadjuvantes.

Voltando ao clichê, os perdedores foram dois. O petista Fernando Haddad não participou porque ainda é vice de Lula, que não compareceu porque está preso em Curitiba, condenado por corrupção. O outro foi Henrique Meireles (MDB), que foi associado ao presidente Temer o tempo todo, embora quisesse se mostrar como um candidato independente.

Os debates televisivos, especialmente os iniciais, são vistos pela maioria dos profissionais das campanhas políticas como oportunidades de firmar a imagem pública do candidato. Muitos estudiosos, a partir de pesquisas com grupos focais, acreditam que a comunicação não verbal pode ser mais importante do que o conteúdo dos discursos apresentados.

Isso explica a postura comedida e respeitosa da maioria. Não é hora de arriscar assustar a maioria de eleitores que ainda estuda em quem poderá votar.

Acompanhe outras análises de Wanderley Filho sobre as convenções:

9/8/18 Ceará é destaque nacional de insegurança, principal tema das eleições

8/8/18 Cid Gomes e a arte do possível

7/8/18 Quem vota em um, vota no outro?

4/8/18 – Convenções reúnem sumidos na onda de ataques

2/8/18 – “A disputa é comigo!”, diz Ciro Gomes sobre Lula e o PT. Bem que eu avisei…

1/8/18 – Camilo reconhece que segurança pública será o grande tema das eleições no Ceará

30/7/18 – Brás Cubas explica silêncio de Eunício sobre críticas de “aliados”

29/7/18 – O fim de semana em que cearenses ficaram entre facções e convenções

27/7/18 – “Tenho sido alvo do PT”, diz Ciro na véspera de encontro petista no Ceará

26/7/18 – O alerta de Tancredo que serve para Ciro

25/7/18 – Luizianne pressiona Camilo a decidir entre Lula e Ciro

25/7/18 – Concurso público de Sobral testa conhecimentos sobre a família Ferreira Gomes

23/7/18 – O maior inimigo de Ciro é o PT

22/7/18 – Quem faz o papel de Centrão no Ceará?

20/7/18 – Veja como a perda de apoio do Centrão a Ciro Gomes afeta as eleições no Ceará

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OPINIÃO

Debate na Band mostra que imagem é tudo para os candidatos neste início de campanha

Não é hora de arriscar assustar a maioria de eleitores que ainda estuda em quem poderá votar

Por Wanderley Filho em Eleições 2018

10 de agosto de 2018 às 12:12

Há 2 semanas

(Foto: Kelly Fuzaro/Band)

Quem ganhou o debate entre os presidenciáveis exibido pela Band? Não há como saber. Já virou clichê dizer que em debates o importante é não perder. E pelo que se viu, parece que a máxima tem mesmo sentido.

Ciro Gomes (PDT) e Jair Bolsonaro (PSL) aproveitaram para fazer um contraponto com a imagem de políticos destemperados que os atrapalha. Não alteraram o semblante ou o tom de voz, a gesticulação foi contida e suave. Mostraram-se compenetrados. Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede) já atuam assim desde outras eleições e repetiram a dose.

Cabo Daciolo (Patriotas) foi histriônico e conseguiu seus minutos de fama. Álvaro Dias parecia lento na hora de articular ideias. Boulos apostou no radicalismo, provavelmente mirando o eleitor radical de esquerda. Foram meros coadjuvantes.

Voltando ao clichê, os perdedores foram dois. O petista Fernando Haddad não participou porque ainda é vice de Lula, que não compareceu porque está preso em Curitiba, condenado por corrupção. O outro foi Henrique Meireles (MDB), que foi associado ao presidente Temer o tempo todo, embora quisesse se mostrar como um candidato independente.

Os debates televisivos, especialmente os iniciais, são vistos pela maioria dos profissionais das campanhas políticas como oportunidades de firmar a imagem pública do candidato. Muitos estudiosos, a partir de pesquisas com grupos focais, acreditam que a comunicação não verbal pode ser mais importante do que o conteúdo dos discursos apresentados.

Isso explica a postura comedida e respeitosa da maioria. Não é hora de arriscar assustar a maioria de eleitores que ainda estuda em quem poderá votar.

Acompanhe outras análises de Wanderley Filho sobre as convenções:

9/8/18 Ceará é destaque nacional de insegurança, principal tema das eleições

8/8/18 Cid Gomes e a arte do possível

7/8/18 Quem vota em um, vota no outro?

4/8/18 – Convenções reúnem sumidos na onda de ataques

2/8/18 – “A disputa é comigo!”, diz Ciro Gomes sobre Lula e o PT. Bem que eu avisei…

1/8/18 – Camilo reconhece que segurança pública será o grande tema das eleições no Ceará

30/7/18 – Brás Cubas explica silêncio de Eunício sobre críticas de “aliados”

29/7/18 – O fim de semana em que cearenses ficaram entre facções e convenções

27/7/18 – “Tenho sido alvo do PT”, diz Ciro na véspera de encontro petista no Ceará

26/7/18 – O alerta de Tancredo que serve para Ciro

25/7/18 – Luizianne pressiona Camilo a decidir entre Lula e Ciro

25/7/18 – Concurso público de Sobral testa conhecimentos sobre a família Ferreira Gomes

23/7/18 – O maior inimigo de Ciro é o PT

22/7/18 – Quem faz o papel de Centrão no Ceará?

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