Convenções reúnem sumidos na onda de ataques

OPINIÃO

Convenções reúnem sumidos na onda de ataques

“Neste final de semana todos farão discursos enaltecendo a democracia, falarão de novos amanhãs e de grandes conquistas”

Por Wanderley Filho em Eleições 2018

4 de agosto de 2018 às 10:54

Há 4 meses
Nas últimas semanas, Ceará viveu onda de ataques (FOTO: Reprodução/Whatsapp)

Nas últimas semanas, Ceará viveu onda de ataques (FOTO: Reprodução/Whatsapp)

Termina neste final de semana o prazo para as convenções partidárias. No Ceará, a oposição já lançou seus nomes e, agora, os governistas definirão seus representantes. O desafio é acomodar os pouco mais de vinte partidos que compõe a base de Camilo Santana. O número supera até mesmo a coligação que reelegeu Cid Gomes, que contava com 16 partidos.

Se por um lado tamanha concentração de forças reduz as opções para o eleitorado e acua a oposição, por outro, potencializa o surgimento de contradições e discrepâncias internas. Os choques de interesses dentro do grupo governista são notórios.

Tem de tudo. Candidato ao governo que se coliga com candidato ao Senado de outro partido, que tem outro candidato à Presidência, que por vez sua critica o aliado que no estado apoio seu candidato ao governo estadual e por aí vai.

Na quarta-feira, em entrevista à GloboNews, Ciro Gomes (PDT) disse que Eunício Oliveira (MDB) é corrupto. Dois dias depois, Eunício aparece em evento do PSD – controlado por Domingos Filho, ex-aliado de Cid Gomes, depois adversário, agora ex-adversário, após voltar a ser aliado – e diz que seu candidato é Lula (PT), que isolou Ciro, que reagiu acusando o PT de querer enganar a população. Em comum, o apoio a Camilo, que caminha na corda bamba tensionada por lulistas numa ponta e ciristas na outra.

Neste final de semana todos farão discursos enaltecendo a democracia, falarão de novos amanhãs e de grandes conquistas. Dirão que, em nome do bem comum, superaram diferenças. Nessas horas eles aparecem, em ambientes controlados, festivos. Mas quando as facções por cinco dias tocaram o terror no Ceará, nenhum disse nada. Onde estavam? Negociando apoios. Questão de prioridade.

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Convenções reúnem sumidos na onda de ataques

“Neste final de semana todos farão discursos enaltecendo a democracia, falarão de novos amanhãs e de grandes conquistas”

Por Wanderley Filho em Eleições 2018

4 de agosto de 2018 às 10:54

Há 4 meses
Nas últimas semanas, Ceará viveu onda de ataques (FOTO: Reprodução/Whatsapp)

Nas últimas semanas, Ceará viveu onda de ataques (FOTO: Reprodução/Whatsapp)

Termina neste final de semana o prazo para as convenções partidárias. No Ceará, a oposição já lançou seus nomes e, agora, os governistas definirão seus representantes. O desafio é acomodar os pouco mais de vinte partidos que compõe a base de Camilo Santana. O número supera até mesmo a coligação que reelegeu Cid Gomes, que contava com 16 partidos.

Se por um lado tamanha concentração de forças reduz as opções para o eleitorado e acua a oposição, por outro, potencializa o surgimento de contradições e discrepâncias internas. Os choques de interesses dentro do grupo governista são notórios.

Tem de tudo. Candidato ao governo que se coliga com candidato ao Senado de outro partido, que tem outro candidato à Presidência, que por vez sua critica o aliado que no estado apoio seu candidato ao governo estadual e por aí vai.

Na quarta-feira, em entrevista à GloboNews, Ciro Gomes (PDT) disse que Eunício Oliveira (MDB) é corrupto. Dois dias depois, Eunício aparece em evento do PSD – controlado por Domingos Filho, ex-aliado de Cid Gomes, depois adversário, agora ex-adversário, após voltar a ser aliado – e diz que seu candidato é Lula (PT), que isolou Ciro, que reagiu acusando o PT de querer enganar a população. Em comum, o apoio a Camilo, que caminha na corda bamba tensionada por lulistas numa ponta e ciristas na outra.

Neste final de semana todos farão discursos enaltecendo a democracia, falarão de novos amanhãs e de grandes conquistas. Dirão que, em nome do bem comum, superaram diferenças. Nessas horas eles aparecem, em ambientes controlados, festivos. Mas quando as facções por cinco dias tocaram o terror no Ceará, nenhum disse nada. Onde estavam? Negociando apoios. Questão de prioridade.