Cid Gomes e Eduardo Girão eleitos para o Senado; Eunício derrotado por novo candidato

RESULTADO INESPERADO

Cid Gomes e Eduardo Girão eleitos para o Senado; Eunício derrotado por novo candidato

Eduardo Girão e Eunício Oliveira disputaram voto a voto pela segunda vaga para o Senado, com diferença de menos de 15 mil votos

Por Jéssica Welma em Eleições 2018

7 de outubro de 2018 às 22:33

Há 2 meses
Cid Gomes e Eduardo Girão eleitos para o Senado

Cid Gomes e Eduardo Girão eleitos para o Senado

Cid Gomes (PDT) e Eduardo Girão (Pros) estão eleitos senadores pelo Ceará para o mandato 2019-2026. O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB), que ocupava a segunda vaga nas pesquisas, foi derrotado por um candidato recém-chegado à política cearense e está fora do Congresso Nacional.

A disputa pela segunda vaga foi decidida voto a voto até 99,8% das urnas apuradas. Segundo a Justiça Eleitoral, Cid recebeu 3.221.562 votos, equivalente a 41,6%. Girão somou 1.323.661 votos, equivalente a 17,11%. Eunício obteve 1.310.639 votos (16,93%)

Em aliança informal, Cid e Eunício fizeram campanha juntos, em estratégia semelhante a que elegeu Eunício e José Pimentel (PT) em 2010. A proximidade com o grupo político do governador Camilo Santana (PT), com quem tinha rompido em 2014, não foi suficiente para garantir a reeleição do líder do MDB no Estado.

Na oposição, após a derrota de 2014, Eunício se reaproximou de Camilo em 2017, sob justificativas de relação estratégica em prol do Ceará. Em 2018, o governador foi o principal fiador do apoio a Eunício na campanha de reeleição, mas o petista encontrou resistências dentro e fora do seu partido.

Ciro Gomes (PDT), candidato à presidência, articulou contra Eunício e fez uma série de ataques ao presidente do Senado. No dia da eleição, Ciro declarou voto no Psol para a 2a vaga de senador. Ainda assim, seu irmão, Cid Gomes, acompanhava Eunício em agendas de campanha ao lado de Camilo e minimizava desentendimento.

O PT foi o mais prejudicado pela estratégia. O senador José Pimentel (PT) foi derrotado para disputar reeleição na chapa com Cid, após articulação do grupo petista ligado ao governador. A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, chegou a se manifestar contra a relação de Camilo com Eunício, mas não surtiu efeito.

Apesar da pressão contra Eunício, Camilo participou de atos de campanha com emedebista, teve imagem veiculada na propaganda eleitoral do MDB e fez elogios sucessivos ao senador durante debates e entrevistas. As ações não surtiram efeito. Cid, padrinho político de Camilo, obteve quase o mesmo número de votos que o governador. Cid somou 3,2 milhões, e Camilo, 3,4 milhões.

Eleito em disputa acirrada, Eduardo Girão é empresário, tem 46 anos, é ex-presidente do Fortaleza Esporte Clube e ativista de movimentos pela paz e pela vida. É natural de Fortaleza (CE). Os suplentes são Sargento Reginauro (Pros) e Dr. Guimarães (Pros).

Cid Gomes é ex-governador do Ceará (2007-2014), engenheiro, tem 55 anos e é natural de Sobral (CE). Seus suplentes são Prisco Bezerra (PDT) e Julio Ventura (PDT).

Acompanhe a cobertura das eleições:

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7 de outubro de 2018 às 22:33

Há 2 meses
Cid Gomes e Eduardo Girão eleitos para o Senado

Cid Gomes e Eduardo Girão eleitos para o Senado

Cid Gomes (PDT) e Eduardo Girão (Pros) estão eleitos senadores pelo Ceará para o mandato 2019-2026. O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB), que ocupava a segunda vaga nas pesquisas, foi derrotado por um candidato recém-chegado à política cearense e está fora do Congresso Nacional.

A disputa pela segunda vaga foi decidida voto a voto até 99,8% das urnas apuradas. Segundo a Justiça Eleitoral, Cid recebeu 3.221.562 votos, equivalente a 41,6%. Girão somou 1.323.661 votos, equivalente a 17,11%. Eunício obteve 1.310.639 votos (16,93%)

Em aliança informal, Cid e Eunício fizeram campanha juntos, em estratégia semelhante a que elegeu Eunício e José Pimentel (PT) em 2010. A proximidade com o grupo político do governador Camilo Santana (PT), com quem tinha rompido em 2014, não foi suficiente para garantir a reeleição do líder do MDB no Estado.

Na oposição, após a derrota de 2014, Eunício se reaproximou de Camilo em 2017, sob justificativas de relação estratégica em prol do Ceará. Em 2018, o governador foi o principal fiador do apoio a Eunício na campanha de reeleição, mas o petista encontrou resistências dentro e fora do seu partido.

Ciro Gomes (PDT), candidato à presidência, articulou contra Eunício e fez uma série de ataques ao presidente do Senado. No dia da eleição, Ciro declarou voto no Psol para a 2a vaga de senador. Ainda assim, seu irmão, Cid Gomes, acompanhava Eunício em agendas de campanha ao lado de Camilo e minimizava desentendimento.

O PT foi o mais prejudicado pela estratégia. O senador José Pimentel (PT) foi derrotado para disputar reeleição na chapa com Cid, após articulação do grupo petista ligado ao governador. A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, chegou a se manifestar contra a relação de Camilo com Eunício, mas não surtiu efeito.

Apesar da pressão contra Eunício, Camilo participou de atos de campanha com emedebista, teve imagem veiculada na propaganda eleitoral do MDB e fez elogios sucessivos ao senador durante debates e entrevistas. As ações não surtiram efeito. Cid, padrinho político de Camilo, obteve quase o mesmo número de votos que o governador. Cid somou 3,2 milhões, e Camilo, 3,4 milhões.

Eleito em disputa acirrada, Eduardo Girão é empresário, tem 46 anos, é ex-presidente do Fortaleza Esporte Clube e ativista de movimentos pela paz e pela vida. É natural de Fortaleza (CE). Os suplentes são Sargento Reginauro (Pros) e Dr. Guimarães (Pros).

Cid Gomes é ex-governador do Ceará (2007-2014), engenheiro, tem 55 anos e é natural de Sobral (CE). Seus suplentes são Prisco Bezerra (PDT) e Julio Ventura (PDT).

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