Camilo defende aliança contra Bolsonaro e evita comentar derrota de Eunício para o Senado

2º TURNO

Camilo defende aliança contra Bolsonaro e evita comentar derrota de Eunício para o Senado

O governador reeleito em 1º turno afirmou que o momento é unir forças para derrotar Jair Bolsonaro (PSL) no 2º turno das eleições presidenciais. “O Brasil não pode retroceder”, declarou Camilo

Por Tribuna do Ceará em Eleições 2018

8 de outubro de 2018 às 00:33

Há 2 meses
Camilo Santana e Fernando Haddad

Camilo disse que o momento é unir forças contra Bolsonaro no 2º turno nas eleições presidenciais (Foto: Reprodução/Facebook)

Reeleito com quase 80% dos votos, o governador do Ceará Camilo Santana (PT) defendeu unir forças contra Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno das eleições presidenciais e garantir a eleição de Fernando Haddad (PT). O petista concedeu entrevista em coletiva de imprensa na noite do domingo (7) após apuração das urnas. Camilo desconversou sobre a derrota do senador Eunício Oliveira (MDB), com quem fez campanha informal, apesar da pressão contrária de aliados.

Diferentemente da vitória em 2014, Camilo foi ao comitê acompanhado apenas da vice-governador Izolda Cela (PDT), também reeleita. Houve pouca aglomeração de apoiadores no local, e o governador não discursou em palanque.

Ao ser questionado sobre a eleição para o Senado, Camilo disse não ter visto o resultado, apesar de Cid Gomes (PDT) e Eduardo Girão (Pros) terem liderado as duas vagas durante toda a apuração. Ele não comentou a derrota de Eunício, de quem foi defensor em aliança informal.

“Eu nem vi o resultado ainda. Estava uma apuração apertada e não sei qual foi o resultado final. O povo é soberano e sabe escolher livremente seus governantes”, comentou.

Durante a campanha eleitoral, Camilo teve como principal aliado o ex-governador Cid Gomes (PDT), eleito como senador com 41,61% dos votos. Com Eunício, o governador fez campanha em aliança informal, porém, apesar de elogios e atos de campanha, não conseguiu transferir votos para o emedebista. Cid obteve quase o mesmo número de votos do governador. Cid somou 3,2 milhões, e Camilo, 3,4 milhões.

Camilo Santana (PT) foi reeleito com quase de 80% dos votos. Em segundo lugar, ficou o candidato do PSDB, General Theophilo, com 11,30% dos votos.

2° turno para presidente

O governador reeleito defendeu aliança contra o presidenciável Jair Bolsonaro, que vai disputar o segundo turno contra o petista Fernando Haddad. No primeiro turno, Camilo fez campanha principalmente para o padrinho político Ciro Gomes (PDT), que venceu no Ceará, mas ficou em 3° lugar nos votos no País.

“O Ceará é um dos poucos estados onde Bolsonaro ficou em terceiro lugar. Agora, vamos procurar unir esforços contra a candidatura de Bolsonaro”, afirmou. Camilo disse ainda que o capitão da reserva “representa o que há de mais atrasado no Brasil” e defendeu acabar “com a divisão, com o ódio”. “O Brasil não pode retroceder”, ressaltou.  Para Camilo, o momento é de “construir pontes” por meio do diálogo para que o País “encontre o seu rumo”.

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2º TURNO

Camilo defende aliança contra Bolsonaro e evita comentar derrota de Eunício para o Senado

O governador reeleito em 1º turno afirmou que o momento é unir forças para derrotar Jair Bolsonaro (PSL) no 2º turno das eleições presidenciais. “O Brasil não pode retroceder”, declarou Camilo

Por Tribuna do Ceará em Eleições 2018

8 de outubro de 2018 às 00:33

Há 2 meses
Camilo Santana e Fernando Haddad

Camilo disse que o momento é unir forças contra Bolsonaro no 2º turno nas eleições presidenciais (Foto: Reprodução/Facebook)

Reeleito com quase 80% dos votos, o governador do Ceará Camilo Santana (PT) defendeu unir forças contra Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno das eleições presidenciais e garantir a eleição de Fernando Haddad (PT). O petista concedeu entrevista em coletiva de imprensa na noite do domingo (7) após apuração das urnas. Camilo desconversou sobre a derrota do senador Eunício Oliveira (MDB), com quem fez campanha informal, apesar da pressão contrária de aliados.

Diferentemente da vitória em 2014, Camilo foi ao comitê acompanhado apenas da vice-governador Izolda Cela (PDT), também reeleita. Houve pouca aglomeração de apoiadores no local, e o governador não discursou em palanque.

Ao ser questionado sobre a eleição para o Senado, Camilo disse não ter visto o resultado, apesar de Cid Gomes (PDT) e Eduardo Girão (Pros) terem liderado as duas vagas durante toda a apuração. Ele não comentou a derrota de Eunício, de quem foi defensor em aliança informal.

“Eu nem vi o resultado ainda. Estava uma apuração apertada e não sei qual foi o resultado final. O povo é soberano e sabe escolher livremente seus governantes”, comentou.

Durante a campanha eleitoral, Camilo teve como principal aliado o ex-governador Cid Gomes (PDT), eleito como senador com 41,61% dos votos. Com Eunício, o governador fez campanha em aliança informal, porém, apesar de elogios e atos de campanha, não conseguiu transferir votos para o emedebista. Cid obteve quase o mesmo número de votos do governador. Cid somou 3,2 milhões, e Camilo, 3,4 milhões.

Camilo Santana (PT) foi reeleito com quase de 80% dos votos. Em segundo lugar, ficou o candidato do PSDB, General Theophilo, com 11,30% dos votos.

2° turno para presidente

O governador reeleito defendeu aliança contra o presidenciável Jair Bolsonaro, que vai disputar o segundo turno contra o petista Fernando Haddad. No primeiro turno, Camilo fez campanha principalmente para o padrinho político Ciro Gomes (PDT), que venceu no Ceará, mas ficou em 3° lugar nos votos no País.

“O Ceará é um dos poucos estados onde Bolsonaro ficou em terceiro lugar. Agora, vamos procurar unir esforços contra a candidatura de Bolsonaro”, afirmou. Camilo disse ainda que o capitão da reserva “representa o que há de mais atrasado no Brasil” e defendeu acabar “com a divisão, com o ódio”. “O Brasil não pode retroceder”, ressaltou.  Para Camilo, o momento é de “construir pontes” por meio do diálogo para que o País “encontre o seu rumo”.