Bolsonaro deve ter oposição da maioria dos deputados e senadores do Ceará

ANÁLISE PARLAMENTAR

Bolsonaro deve ter oposição da maioria dos deputados e senadores do Ceará

Na Câmara, pelo menos 13 dos 22 deputados devem ficar na posição de acordo com a postura dos partidos na campanha

Por Tribuna do Ceará em Eleições 2018

29 de outubro de 2018 às 16:44

Há 1 mês
Bolsonaro deve ter maioria dos opositores no próximo governo (FOTO: Saulo Cruz/ Ag. Câmara)

Bolsonaro deve ter maioria dos opositores no próximo governo (FOTO: Saulo Cruz/ Ag. Câmara)

Não só o Ceará rendeu um dos menores índices de aprovação ao presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), como a bancada cearense na Câmara e no Senado deve ter maioria de opositores no próximo governo. Na Câmara, pelo menos 13 dos 22 deputados devem ficar na oposição de acordo com a postura dos partidos na campanha. No Senado, dois dos três senadores já se manifestaram como opositores antes mesmo da vitória do militar.

O senador Tasso Jereissati (PSDB), logo após o 1° turno, declarou que o partido faria oposição a qualquer um dos eleitos, Bolsonaro ou Fernando Haddad (PT). Em entrevista à Folha de S. Paulo, no começo de outubro, Tasso disse que o capitão reformado “não tem a linha” do PSDB. Para o tucano, o grupo de Bolsonaro “é muito perigoso” em relação à democracia. “Mas acho que as instituições, pelo que estou vendo aqui no Senado, serão uma coisa bem resistente, um ponto de equilíbrio bem forte”, disse à Folha.

No Senado, Tasso é um dos cotados para assumir a presidência da Casa como líder de um “grupo do bom senso” que busca amenizar as polarizações.

Entre os dois senadores eleitos no Ceará em 2018, Cid Gomes (PDT) também é nome certo na oposição. Já Eduardo Girão (Pros) deve assumir o papel de um dos interlocutores entre o Estado e o Governo Federal. Em sua primeira campanha política, Girão derrotou o atual presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB).

Câmara dos Deputados

Em 2018, o deputado federal mais votado no Ceará deverá ser um dos braços fortes do próximo governo, Capitão Wagner (Pros). Além dele, o PSL elegeu o presidente estadual da sigla, Heitor Freire, para a Câmara. Os dois, juntamente com Eduardo Girão no Senado, se fortalecem na política estadual com a eleição de Bolsonaro.

Nacionalmente, o Pros foi coligado ao PT na campanha presidencial, mas, no Ceará, o partido foi um dos mais ativos na campanha do PSL. Outro deputado cearense a reforçar a bancada pró-governo é Dr. Jaziel (PR), que deve integrar a chamada “bancada da Bíblia”.

A maioria dos cearenses eleitos, no entanto, devem estar na oposição. São eles Luizianne Lins (PT), José Guimarães (PT), Mauro Filho (PDT), Idilvan (PDT), AJ Albuquerque (PP), Robério Monteiro (PDT), Pedro Bezerra (PTB), André Figueiredo (PDT), Leônidas Cristino (PDT), Eduardo Bismarck (PDT), José Airton (PT), Denis Bezerra (PSB) e Roberto Pessoa (PSDB).

Alguns deputados são uma incógnita sobre apoio ou oposição ao novo governo. São eles Célio Studart (PV), Júnior Mano (Patri), Domingos Neto (PSD), Moses Rodrigues (MDB) e Genecias Noronha (SD).

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Bolsonaro deve ter oposição da maioria dos deputados e senadores do Ceará

Na Câmara, pelo menos 13 dos 22 deputados devem ficar na posição de acordo com a postura dos partidos na campanha

Por Tribuna do Ceará em Eleições 2018

29 de outubro de 2018 às 16:44

Há 1 mês
Bolsonaro deve ter maioria dos opositores no próximo governo (FOTO: Saulo Cruz/ Ag. Câmara)

Bolsonaro deve ter maioria dos opositores no próximo governo (FOTO: Saulo Cruz/ Ag. Câmara)

Não só o Ceará rendeu um dos menores índices de aprovação ao presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), como a bancada cearense na Câmara e no Senado deve ter maioria de opositores no próximo governo. Na Câmara, pelo menos 13 dos 22 deputados devem ficar na oposição de acordo com a postura dos partidos na campanha. No Senado, dois dos três senadores já se manifestaram como opositores antes mesmo da vitória do militar.

O senador Tasso Jereissati (PSDB), logo após o 1° turno, declarou que o partido faria oposição a qualquer um dos eleitos, Bolsonaro ou Fernando Haddad (PT). Em entrevista à Folha de S. Paulo, no começo de outubro, Tasso disse que o capitão reformado “não tem a linha” do PSDB. Para o tucano, o grupo de Bolsonaro “é muito perigoso” em relação à democracia. “Mas acho que as instituições, pelo que estou vendo aqui no Senado, serão uma coisa bem resistente, um ponto de equilíbrio bem forte”, disse à Folha.

No Senado, Tasso é um dos cotados para assumir a presidência da Casa como líder de um “grupo do bom senso” que busca amenizar as polarizações.

Entre os dois senadores eleitos no Ceará em 2018, Cid Gomes (PDT) também é nome certo na oposição. Já Eduardo Girão (Pros) deve assumir o papel de um dos interlocutores entre o Estado e o Governo Federal. Em sua primeira campanha política, Girão derrotou o atual presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB).

Câmara dos Deputados

Em 2018, o deputado federal mais votado no Ceará deverá ser um dos braços fortes do próximo governo, Capitão Wagner (Pros). Além dele, o PSL elegeu o presidente estadual da sigla, Heitor Freire, para a Câmara. Os dois, juntamente com Eduardo Girão no Senado, se fortalecem na política estadual com a eleição de Bolsonaro.

Nacionalmente, o Pros foi coligado ao PT na campanha presidencial, mas, no Ceará, o partido foi um dos mais ativos na campanha do PSL. Outro deputado cearense a reforçar a bancada pró-governo é Dr. Jaziel (PR), que deve integrar a chamada “bancada da Bíblia”.

A maioria dos cearenses eleitos, no entanto, devem estar na oposição. São eles Luizianne Lins (PT), José Guimarães (PT), Mauro Filho (PDT), Idilvan (PDT), AJ Albuquerque (PP), Robério Monteiro (PDT), Pedro Bezerra (PTB), André Figueiredo (PDT), Leônidas Cristino (PDT), Eduardo Bismarck (PDT), José Airton (PT), Denis Bezerra (PSB) e Roberto Pessoa (PSDB).

Alguns deputados são uma incógnita sobre apoio ou oposição ao novo governo. São eles Célio Studart (PV), Júnior Mano (Patri), Domingos Neto (PSD), Moses Rodrigues (MDB) e Genecias Noronha (SD).