A eleição dos rejeitados

OPINIÃO

A eleição dos rejeitados

Nesta eleição, os principais presidenciáveis apresentam mais rejeição que intenções de voto. A desconfiança é maior que a esperança

Por Wanderley Filho em Eleições 2018

11 de setembro de 2018 às 18:33

Há 2 meses
(FOTO: Freepik)

(FOTO: Freepik)

O dado mais interessante levantado pelas pesquisas para as eleições presidenciais é a rejeição. Todos os candidatos com alguma chance de ir ao segundo turno registram, nesses levantamentos, muito mais eleitores que não votariam neles de jeito nenhum do que gente disposta a elegê-los.

Nem Lula, quando figurava como candidato, nem Bolsonaro pós-atentado, escapam a regra. Marina Silva, Ciro Gomes, Geraldo Alckmin e Fernando Haddad (o substituto petista) não são exceções.

Quando muito, um candidato pode comemorar ser menos rejeitado que o adversário, pouco para quem deseja (e precisa) inspirar liderança.  “Pode ser a diferença entre a vitória e a derrota no segundo turno”, argumentam por aí. Pode sim, claro, mas isso não altera o fato de que os candidatos, por enquanto, geram mais aversão que adesão.

Isso explica porque os presidenciáveis não assumem o papel de puxadores de votos, como em campanhas do passado. Aliás, é o contrário. Os apoios locais é que podem garantir aquele pontinho a mais que poderá fazer toda a diferença.

Se a campanha de Fernando Haddad atacar Ciro Gomes como fez com Marina em 2014, o constrangimento na base aliada estadual será imenso, especialmente para Camilo Santana, que apesar de ser petista, é ligado e foi escolhido como candidato nas eleições passadas pelos Ferreira Gomes, atualmente alojados no PDT.

Apesar das costura bem feita no Ceará é uma aliança tensa por causa das variáveis nacionais. De certo modo, a mesma coisa acontece com os demais candidatos. Os arranjos estaduais contradizem as coligações nacionais, gerando desgastes pra acomodar interesses. Por essas e outras, a desconfiança do eleitor segue maior do que a esperança.

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OPINIÃO

A eleição dos rejeitados

Nesta eleição, os principais presidenciáveis apresentam mais rejeição que intenções de voto. A desconfiança é maior que a esperança

Por Wanderley Filho em Eleições 2018

11 de setembro de 2018 às 18:33

Há 2 meses
(FOTO: Freepik)

(FOTO: Freepik)

O dado mais interessante levantado pelas pesquisas para as eleições presidenciais é a rejeição. Todos os candidatos com alguma chance de ir ao segundo turno registram, nesses levantamentos, muito mais eleitores que não votariam neles de jeito nenhum do que gente disposta a elegê-los.

Nem Lula, quando figurava como candidato, nem Bolsonaro pós-atentado, escapam a regra. Marina Silva, Ciro Gomes, Geraldo Alckmin e Fernando Haddad (o substituto petista) não são exceções.

Quando muito, um candidato pode comemorar ser menos rejeitado que o adversário, pouco para quem deseja (e precisa) inspirar liderança.  “Pode ser a diferença entre a vitória e a derrota no segundo turno”, argumentam por aí. Pode sim, claro, mas isso não altera o fato de que os candidatos, por enquanto, geram mais aversão que adesão.

Isso explica porque os presidenciáveis não assumem o papel de puxadores de votos, como em campanhas do passado. Aliás, é o contrário. Os apoios locais é que podem garantir aquele pontinho a mais que poderá fazer toda a diferença.

Se a campanha de Fernando Haddad atacar Ciro Gomes como fez com Marina em 2014, o constrangimento na base aliada estadual será imenso, especialmente para Camilo Santana, que apesar de ser petista, é ligado e foi escolhido como candidato nas eleições passadas pelos Ferreira Gomes, atualmente alojados no PDT.

Apesar das costura bem feita no Ceará é uma aliança tensa por causa das variáveis nacionais. De certo modo, a mesma coisa acontece com os demais candidatos. Os arranjos estaduais contradizem as coligações nacionais, gerando desgastes pra acomodar interesses. Por essas e outras, a desconfiança do eleitor segue maior do que a esperança.