Ministério Público pede abertura de sindicância para investigar caso de discussão em sala de aula

POLARIZAÇÃO POLÍTICA

Ministério Público pede investigação à discussão entre professor e aluno sobre Bolsonaro

Vídeo que viralizou mostra um professor de esquerda discutindo com um aluno de direita, em escola de Fortaleza

Por Tribuna Bandnews FM em Educação

18 de Abril de 2018 às 14:05

Há 2 meses
professor

Professor discute com aluno em sala de aula em escola estadual de Fortaleza. (FOTO: Reprodução/WhatsApp)

Um desdobramento da discussão que aconteceu em sala de aula e repercutiu nas redes sociais, entre um professor e um aluno numa escola pública de Fortaleza, na semana passada. O Ministério Público do Estado, que apura o caso, entregou requerimento à Secretaria de Educação do Estado (Seduc) solicitando abertura de sindicância para investigar o caso.

Vídeos divulgados mostram que o professor de História e Sociologia Euclides de Agrela teria ofendido e expulsado da sala de aula um aluno que discordou do seu posicionamento político. O caso aconteceu na Escola Otávio Terceiro de Farias, no bairro José Walter, na última quarta-feira (11).

A promotora de Justiça Elisabeth Almeida explica a solicitação do Ministério Público. “Não estamos fazendo nenhum julgamento prévio contra o professor. Estamos querendo apurar. Isso aí é até bom, porque caso ele não tenha tido nenhum comportamento indisciplinado, tendo em vista o estatuto do funcionário público, que fique claro que ele não teve nenhuma atitude errada”, disse.

O órgão também acionou a Seduc para que interceda no caso de imediato, já que a repercussão expôs a escola, os estudantes e o professor.

“Ao mesmo tempo que essa é a tônica do Ministério Público, nós pedimos o comparecimento da cédula de mediação da Seduc que compareça à escola para restabelecer vínculos e voltar a paz dentro da escola”, explicou a promotora. 

Num dos vídeos espalhados na internet está escrito na lousa da sala de aula a frase “Bolsonaro vai matar 30 mil“. Na discussão, o professor defende posições de esquerda, enquanto o aluno se mostra de direita.

O professor não atendeu às ligações da Tribuna BandNews FM, mas em reunião na última segunda realizada com o sindicato dos professores o profissional informou que o material sofreu edição de modo a prejudicá-lo.

O presidente do sindicato, Anízio Gomes, também levou o caso ao Ministério Público, por conta das ameaças sofridas pelo profissional pelas redes sociais e também a exposição da escola.

Nesta quarta, os representantes do sindicato se reúnem com o secretário de Educação, Rogers Mendes, pedindo providências para assegurar a autonomia e liberdade pedagógica. “Tem uma lei do estatuto aqui do Ceará que não está sendo cumprida, que proíbe a utilização de instrumentais nas salas de aula queremos que a sala de aula seja preservada e os profissionais de educação tenham a garantia de instrumentais pedagógicos e de segurança para realizar o seu trabalho”.

Em nota, a Seduc informou que acompanha junto com a Superintendência das Escolas Estaduais de Fortaleza e a própria Escola Otávio Terceiro de Farias o andamento dos acontecimentos e que toma as providências necessárias para dar tranquilidade ao funcionamento das atividades escolares. A pasta destacou ainda que o ambiente escolar é um espaço plural e democrático, defende o respeito entre todos os integrantes da comunidade, composta por alunos, professores e servidores técnico-administrativos.

Ouça a matéria da Rádio Tribuna Band News FM:

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Ministério Público pede investigação à discussão entre professor e aluno sobre Bolsonaro

Vídeo que viralizou mostra um professor de esquerda discutindo com um aluno de direita, em escola de Fortaleza

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18 de Abril de 2018 às 14:05

Há 2 meses
professor

Professor discute com aluno em sala de aula em escola estadual de Fortaleza. (FOTO: Reprodução/WhatsApp)

Um desdobramento da discussão que aconteceu em sala de aula e repercutiu nas redes sociais, entre um professor e um aluno numa escola pública de Fortaleza, na semana passada. O Ministério Público do Estado, que apura o caso, entregou requerimento à Secretaria de Educação do Estado (Seduc) solicitando abertura de sindicância para investigar o caso.

Vídeos divulgados mostram que o professor de História e Sociologia Euclides de Agrela teria ofendido e expulsado da sala de aula um aluno que discordou do seu posicionamento político. O caso aconteceu na Escola Otávio Terceiro de Farias, no bairro José Walter, na última quarta-feira (11).

A promotora de Justiça Elisabeth Almeida explica a solicitação do Ministério Público. “Não estamos fazendo nenhum julgamento prévio contra o professor. Estamos querendo apurar. Isso aí é até bom, porque caso ele não tenha tido nenhum comportamento indisciplinado, tendo em vista o estatuto do funcionário público, que fique claro que ele não teve nenhuma atitude errada”, disse.

O órgão também acionou a Seduc para que interceda no caso de imediato, já que a repercussão expôs a escola, os estudantes e o professor.

“Ao mesmo tempo que essa é a tônica do Ministério Público, nós pedimos o comparecimento da cédula de mediação da Seduc que compareça à escola para restabelecer vínculos e voltar a paz dentro da escola”, explicou a promotora. 

Num dos vídeos espalhados na internet está escrito na lousa da sala de aula a frase “Bolsonaro vai matar 30 mil“. Na discussão, o professor defende posições de esquerda, enquanto o aluno se mostra de direita.

O professor não atendeu às ligações da Tribuna BandNews FM, mas em reunião na última segunda realizada com o sindicato dos professores o profissional informou que o material sofreu edição de modo a prejudicá-lo.

O presidente do sindicato, Anízio Gomes, também levou o caso ao Ministério Público, por conta das ameaças sofridas pelo profissional pelas redes sociais e também a exposição da escola.

Nesta quarta, os representantes do sindicato se reúnem com o secretário de Educação, Rogers Mendes, pedindo providências para assegurar a autonomia e liberdade pedagógica. “Tem uma lei do estatuto aqui do Ceará que não está sendo cumprida, que proíbe a utilização de instrumentais nas salas de aula queremos que a sala de aula seja preservada e os profissionais de educação tenham a garantia de instrumentais pedagógicos e de segurança para realizar o seu trabalho”.

Em nota, a Seduc informou que acompanha junto com a Superintendência das Escolas Estaduais de Fortaleza e a própria Escola Otávio Terceiro de Farias o andamento dos acontecimentos e que toma as providências necessárias para dar tranquilidade ao funcionamento das atividades escolares. A pasta destacou ainda que o ambiente escolar é um espaço plural e democrático, defende o respeito entre todos os integrantes da comunidade, composta por alunos, professores e servidores técnico-administrativos.

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