Melhorias urbanas através do design são feitas em comunidades por projeto da UFC

PROJETO VARAL

Melhorias urbanas através do design são feitas em comunidades por projeto da UFC

O projeto Varal tem o objetivo de resgatar a história de bairros utilizando brincadeiras e desenvolvimento de identidades visuais

Por Tribuna do Ceará em Educação

31 de dezembro de 2017 às 07:00

Há 3 semanas
O projeto Varal é da UFC (FOTO: Blog Divulgando a Extensão)

O projeto Varal é da UFC (FOTO: Blog Divulgando a Extensão)

* Por Agência UFC

Quem pensa o design apenas como o desenvolvimento de produtos e artes gráficas acaba esquecendo seu importante papel social. Desde 2012, funciona na Universidade Federal do Ceará um projeto de extensão voltado justamente para a solução de problemas da sociedade através do design.

É o Varal – Laboratório de Iniciativas em Design Social, que tem coordenação dos professores do Curso de Design Emílio Augusto Gomes de Oliveira e Anna Lúcia dos Santos Vieira e Silva e conta com a participação de alunos da graduação.

Em 2016, foi iniciada a atual ação do Varal, o Projeto de Regeneração do Bairro Pacheco, no município de Caucaia, no Ceará. Em parceria com a Associação de Moradores e Amigos do Pacheco (Amapacheco), a escola Adriano Martins e outras instituições públicas municipais, o projeto tem o objetivo de resgatar a história do bairro através de ações como pesquisa; criação de um jogo com as crianças da escola; desenvolvimento da identidade visual da associação e da escola; e mapeamento do bairro.

Para elaborar o trabalho, a equipe do projeto conversou com diversos moradores da região. Os idosos, que vivem no Pacheco há mais tempo, trouxeram relatos que fizeram os mais novos conhecerem a história de onde vivem. Já os jovens, alunos da escola Adriano Martins, também apresentaram suas experiências e impressões sobre o bairro, tendo auxiliado na construção de um jogo de tabuleiro que estimula a interação e conta a história de lugares importantes da região.

Para Patrícia Guimarães, diretora da escola Adriano Martins, o desenvolvimento do jogo foi uma das ações mais marcantes. “As crianças amaram. Curtiram cada etapa. Foi uma coisa voluntária. Participava quem tinha interesse. Foi excelente”, relata.

De acordo com o professor Emílio, as atividades participativas e cocriativas do Varal contribuem para o empoderamento das comunidades afetadas. “O retorno social parte das demandas iniciais, que costumam abranger algum aspecto de resgate ou construção de identidade local e regeneração urbana. Na melhor das hipóteses as iniciativas do laboratório obtêm como resultados autonomia e autogestão como forma de continuidade de ações e sustentabilidade”, destaca o coordenador.

Ações desenvolvidas

Nos anos anteriores, o projeto Varal desenvolveu ações que ajudaram outras comunidades. Entre 2012 e 2014, a equipe trabalhou em conjunto com o programa de extensão Canto – Escritório Modelo de Arquitetura e Urbanismo e com a associação de moradores da comunidade Lauro Vieira Chaves, localizada em Fortaleza.

Nessa ocasião, foram desenvolvidas as atividades “Se essa rua fosse nossa” e “Nossa rua”, com o objetivo de lutar contra a remoção de cerca de 400 famílias devido às obras da Copa do Mundo. O projeto resultou num desvio das obras do Metrofor e apenas 66 casas foram reconstruídas perto da comunidade.

O projeto usa a brincadeira com as crianças do bairro como uma das metodologias de trabalho (Foto: Blog Divulgando a Extensão)

O projeto usa a brincadeira com as crianças do bairro como uma das metodologias de trabalho (Foto: Blog Divulgando a Extensão)

Revitalização de praça

Já entre 2014 e 2016, o foco do projeto foi a transformação da Praça Ecológica Guaribal, no bairro Serrinha, com o apoio de nove instituições públicas, não governamentais e privadas. O espaço que antes era um lixão virou uma “ecopraça”, e o processo de reforma contribuiu para a mudança de comportamento da comunidade.

Além disso, também foram desenvolvidos os projetos Rendeiras e Carrinho de Cine-Rua, ambos entre 2013 e 2014.O professor coordenador Emílio explica que, em todas essas atividades, a participação dos alunos de Design aconteceu de duas etapas: uma dentro da sala de aula, como demanda de uma disciplina, e outra nas próprias comunidades, com maior imersão, promovendo oportunidades de bolsas e voluntariado.

Ele afirma que é nesse segundo momento que “a troca de saberes e a aplicação prática dos conteúdos disciplinares se estabelecem e implicam consequências diretas na formação de recursos humanos e na complementação da formação acadêmica”.

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PROJETO VARAL

Melhorias urbanas através do design são feitas em comunidades por projeto da UFC

O projeto Varal tem o objetivo de resgatar a história de bairros utilizando brincadeiras e desenvolvimento de identidades visuais

Por Tribuna do Ceará em Educação

31 de dezembro de 2017 às 07:00

Há 3 semanas
O projeto Varal é da UFC (FOTO: Blog Divulgando a Extensão)

O projeto Varal é da UFC (FOTO: Blog Divulgando a Extensão)

* Por Agência UFC

Quem pensa o design apenas como o desenvolvimento de produtos e artes gráficas acaba esquecendo seu importante papel social. Desde 2012, funciona na Universidade Federal do Ceará um projeto de extensão voltado justamente para a solução de problemas da sociedade através do design.

É o Varal – Laboratório de Iniciativas em Design Social, que tem coordenação dos professores do Curso de Design Emílio Augusto Gomes de Oliveira e Anna Lúcia dos Santos Vieira e Silva e conta com a participação de alunos da graduação.

Em 2016, foi iniciada a atual ação do Varal, o Projeto de Regeneração do Bairro Pacheco, no município de Caucaia, no Ceará. Em parceria com a Associação de Moradores e Amigos do Pacheco (Amapacheco), a escola Adriano Martins e outras instituições públicas municipais, o projeto tem o objetivo de resgatar a história do bairro através de ações como pesquisa; criação de um jogo com as crianças da escola; desenvolvimento da identidade visual da associação e da escola; e mapeamento do bairro.

Para elaborar o trabalho, a equipe do projeto conversou com diversos moradores da região. Os idosos, que vivem no Pacheco há mais tempo, trouxeram relatos que fizeram os mais novos conhecerem a história de onde vivem. Já os jovens, alunos da escola Adriano Martins, também apresentaram suas experiências e impressões sobre o bairro, tendo auxiliado na construção de um jogo de tabuleiro que estimula a interação e conta a história de lugares importantes da região.

Para Patrícia Guimarães, diretora da escola Adriano Martins, o desenvolvimento do jogo foi uma das ações mais marcantes. “As crianças amaram. Curtiram cada etapa. Foi uma coisa voluntária. Participava quem tinha interesse. Foi excelente”, relata.

De acordo com o professor Emílio, as atividades participativas e cocriativas do Varal contribuem para o empoderamento das comunidades afetadas. “O retorno social parte das demandas iniciais, que costumam abranger algum aspecto de resgate ou construção de identidade local e regeneração urbana. Na melhor das hipóteses as iniciativas do laboratório obtêm como resultados autonomia e autogestão como forma de continuidade de ações e sustentabilidade”, destaca o coordenador.

Ações desenvolvidas

Nos anos anteriores, o projeto Varal desenvolveu ações que ajudaram outras comunidades. Entre 2012 e 2014, a equipe trabalhou em conjunto com o programa de extensão Canto – Escritório Modelo de Arquitetura e Urbanismo e com a associação de moradores da comunidade Lauro Vieira Chaves, localizada em Fortaleza.

Nessa ocasião, foram desenvolvidas as atividades “Se essa rua fosse nossa” e “Nossa rua”, com o objetivo de lutar contra a remoção de cerca de 400 famílias devido às obras da Copa do Mundo. O projeto resultou num desvio das obras do Metrofor e apenas 66 casas foram reconstruídas perto da comunidade.

O projeto usa a brincadeira com as crianças do bairro como uma das metodologias de trabalho (Foto: Blog Divulgando a Extensão)

O projeto usa a brincadeira com as crianças do bairro como uma das metodologias de trabalho (Foto: Blog Divulgando a Extensão)

Revitalização de praça

Já entre 2014 e 2016, o foco do projeto foi a transformação da Praça Ecológica Guaribal, no bairro Serrinha, com o apoio de nove instituições públicas, não governamentais e privadas. O espaço que antes era um lixão virou uma “ecopraça”, e o processo de reforma contribuiu para a mudança de comportamento da comunidade.

Além disso, também foram desenvolvidos os projetos Rendeiras e Carrinho de Cine-Rua, ambos entre 2013 e 2014.O professor coordenador Emílio explica que, em todas essas atividades, a participação dos alunos de Design aconteceu de duas etapas: uma dentro da sala de aula, como demanda de uma disciplina, e outra nas próprias comunidades, com maior imersão, promovendo oportunidades de bolsas e voluntariado.

Ele afirma que é nesse segundo momento que “a troca de saberes e a aplicação prática dos conteúdos disciplinares se estabelecem e implicam consequências diretas na formação de recursos humanos e na complementação da formação acadêmica”.