Inep nega vazamento do Enem 2016 e desmente Ministério Público do Ceará
REVIRAVOLTA?

Inep nega vazamento do Enem 2016 e desmente Ministério Público do Ceará

Nesta manhã, a Polícia Federal conclui que houve vazamento das provas

Por Lyvia Rocha em Educação

1 de dezembro de 2016 às 16:39

Há 3 meses
Provas foram realizadas nos dias 5 e 6 de novembro deste ano (Foto: Reprodução/Whatsapp)

Provas foram realizadas nos dias 5 e 6 de novembro deste ano (Foto: Reprodução/Whatsapp)

Após a Polícia Federal (PF) afirmar, nesta quinta-feira (1º), que as provas do primeiro e do segundo dia do Enem, além da prova de redação, vazaram antes do início da aplicação, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) contestou em nota que não houve vazamento das provas.

“Ao contrário do que informou o procurador Oscar Costa Filho, do Ministério Público do Ceará, o inquérito não foi concluído e o Inep reafirma que as operações deflagradas no último dia 6 de novembro são reflexo da ação conjunta com a Polícia Federal, que trabalham em parceria para garantir a segurança e a lisura do certame”, continua.

Continuando, o órgão afirma que não há provas que o gabarito tenha sido vazado. “Os casos de tentativa de fraude identificados estão sob investigação e delimitarão a responsabilidade dos envolvidos. Não há indício de vazamento de gabarito oficial. Como é de conhecimento público, a Polícia Federal já efetuou prisões de envolvidos na tentativa de fraude e o Inep já os excluiu do Exame”, afirma.

O Inep diz que tem o empenho de colaborar com a Polícia Federal para apurar os fatos, garantindo que não haja prejuízo aos participantes do Enem 2016.

O órgão também se posiciona e contesta a versão procurador cearense da República, Oscar Costa Filho.

“O Inep lamenta que o procurador Oscar Costa Filho, do Ministério Público Federal no Ceará, use da prerrogativa institucional de ter acesso ao inquérito para vazar informações antes da Polícia Federal concluí-lo. Segundo a Polícia Federal, foi submetido ao procurador o pedido de extensão do prazo do inquérito e, com isso, este teve acesso às investigações em curso”, diz parte da nota.

“Ao mesmo tempo, o Inep estranha o fato de que este procurador venha a público, mais uma vez, às vésperas da aplicação de provas do Enem, marcadas para os dias 3 e 4 de dezembro, gerar fatos que provocam tumulto e insegurança para milhares de estudantes inscritos. O Inep lembra que o procurador tem histórico de tentativas de impedir a realização do Enem em anos anteriores”, continua.

Ao fim, o órgão afirma que “o Enem foi realizado com segurança para mais de 5,8 milhões de estudantes nos dias 5 e 6 de novembro de 2016. A segunda aplicação do Exame, que acontecerá no próximo final de semana, dias 3 e 4, para 277 mil candidatos, se fez necessária por conta das ocupações em locais de aplicação ou em decorrência de problemas de infraestrutura ocorridas nas datas das primeiras provas”, finaliza.

Fraudes no Ceará

Durante a realização do exame no Ceará, a Polícia Federal registrou quatro prisões. Antônio Diego Lima Rodrigues, de 34 anos, secretário de Saúde do município de Alto Santo, a 241 quilômetros de distância de Fortaleza, foi preso com um ponto de escuta no ouvido.

As outras prisões realizadas no Ceará pela Polícia Federal aconteceram em Independência, onde uma candidata possuía um segundo celular na bolsa, com o gabarito, e em Juazeiro do Norte, onde uma candidata estava com o gabarito da prova escrito na roupa. A terceira prisão foi realizada pela Polícia Militar no município do Cedro, onde um candidato estava com um dispositivo eletrônico. De acordo com a PF, todos os quatro suspeitos continuam presos.

Ações contra o Enem

Em 2010, o promotor cearense Oscar Costa Filho pediu a suspensão do exame, tentou tirar o Sisu do ar e pediu direito de recurso na prova, mas não foi atendido. Em 2011, quando houve o vazamento de um pré-teste com mais de 20 questões aplicadas na prova, o procurador Oscar Costa Filho pediu o cancelamento do exame.

Na época, o Inep cancelou as provas de 639 estudantes do Colégio Christus, que usou questões do Enem em um simulado realizado uma semana antes do teste. Já em 2012, ele pediu o cancelamento dos efeitos da nota de redação, que foi negado pela justiça.

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Inep nega vazamento do Enem 2016 e desmente Ministério Público do Ceará

Nesta manhã, a Polícia Federal conclui que houve vazamento das provas

Por Lyvia Rocha em Educação

1 de dezembro de 2016 às 16:39

Há 3 meses
Provas foram realizadas nos dias 5 e 6 de novembro deste ano (Foto: Reprodução/Whatsapp)

Provas foram realizadas nos dias 5 e 6 de novembro deste ano (Foto: Reprodução/Whatsapp)

Após a Polícia Federal (PF) afirmar, nesta quinta-feira (1º), que as provas do primeiro e do segundo dia do Enem, além da prova de redação, vazaram antes do início da aplicação, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) contestou em nota que não houve vazamento das provas.

“Ao contrário do que informou o procurador Oscar Costa Filho, do Ministério Público do Ceará, o inquérito não foi concluído e o Inep reafirma que as operações deflagradas no último dia 6 de novembro são reflexo da ação conjunta com a Polícia Federal, que trabalham em parceria para garantir a segurança e a lisura do certame”, continua.

Continuando, o órgão afirma que não há provas que o gabarito tenha sido vazado. “Os casos de tentativa de fraude identificados estão sob investigação e delimitarão a responsabilidade dos envolvidos. Não há indício de vazamento de gabarito oficial. Como é de conhecimento público, a Polícia Federal já efetuou prisões de envolvidos na tentativa de fraude e o Inep já os excluiu do Exame”, afirma.

O Inep diz que tem o empenho de colaborar com a Polícia Federal para apurar os fatos, garantindo que não haja prejuízo aos participantes do Enem 2016.

O órgão também se posiciona e contesta a versão procurador cearense da República, Oscar Costa Filho.

“O Inep lamenta que o procurador Oscar Costa Filho, do Ministério Público Federal no Ceará, use da prerrogativa institucional de ter acesso ao inquérito para vazar informações antes da Polícia Federal concluí-lo. Segundo a Polícia Federal, foi submetido ao procurador o pedido de extensão do prazo do inquérito e, com isso, este teve acesso às investigações em curso”, diz parte da nota.

“Ao mesmo tempo, o Inep estranha o fato de que este procurador venha a público, mais uma vez, às vésperas da aplicação de provas do Enem, marcadas para os dias 3 e 4 de dezembro, gerar fatos que provocam tumulto e insegurança para milhares de estudantes inscritos. O Inep lembra que o procurador tem histórico de tentativas de impedir a realização do Enem em anos anteriores”, continua.

Ao fim, o órgão afirma que “o Enem foi realizado com segurança para mais de 5,8 milhões de estudantes nos dias 5 e 6 de novembro de 2016. A segunda aplicação do Exame, que acontecerá no próximo final de semana, dias 3 e 4, para 277 mil candidatos, se fez necessária por conta das ocupações em locais de aplicação ou em decorrência de problemas de infraestrutura ocorridas nas datas das primeiras provas”, finaliza.

Fraudes no Ceará

Durante a realização do exame no Ceará, a Polícia Federal registrou quatro prisões. Antônio Diego Lima Rodrigues, de 34 anos, secretário de Saúde do município de Alto Santo, a 241 quilômetros de distância de Fortaleza, foi preso com um ponto de escuta no ouvido.

As outras prisões realizadas no Ceará pela Polícia Federal aconteceram em Independência, onde uma candidata possuía um segundo celular na bolsa, com o gabarito, e em Juazeiro do Norte, onde uma candidata estava com o gabarito da prova escrito na roupa. A terceira prisão foi realizada pela Polícia Militar no município do Cedro, onde um candidato estava com um dispositivo eletrônico. De acordo com a PF, todos os quatro suspeitos continuam presos.

Ações contra o Enem

Em 2010, o promotor cearense Oscar Costa Filho pediu a suspensão do exame, tentou tirar o Sisu do ar e pediu direito de recurso na prova, mas não foi atendido. Em 2011, quando houve o vazamento de um pré-teste com mais de 20 questões aplicadas na prova, o procurador Oscar Costa Filho pediu o cancelamento do exame.

Na época, o Inep cancelou as provas de 639 estudantes do Colégio Christus, que usou questões do Enem em um simulado realizado uma semana antes do teste. Já em 2012, ele pediu o cancelamento dos efeitos da nota de redação, que foi negado pela justiça.