Inep anula Enem de participantes indiciados por fraude; Ceará está na lista

OPERAÇÃO JOGO LIMPO

Inep anula Enem de participantes indiciados por fraude; Ceará está na lista

Foram anulados resultados de 13 participantes. A Operação Jogo Limpo, da Polícia Federal, tem como alvo cumprir mandados de busca e apreensão de suspeitos de fraudar o certame

Por Tribuna do Ceará em Educação

12 de setembro de 2017 às 18:42

Há 2 meses
A Operação Jogo Limpo da Polícia Federal é responsável pelas investigações (FOTO: Reprodução)

A Operação Jogo Limpo da Polícia Federal é responsável pelas investigações (FOTO: Reprodução)

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) decidiu anular o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 13 participantes que foram indiciados por crime de fraude em certames de interesse público.

Operação Jogo Limpo da Polícia Federal responsável por investigar as fraudes foi realizada nos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba, Tocantins, Amapá e Pará.

O Inep também encaminhará ofício ao Ministério da Educação para que as instituições nas quais os participantes estão matriculados tomem as medidas administrativas cabíveis.

Entre os indiciados, três fizeram o Enem em 2015 e mais dez participaram em 2016. Segundo o Inep, a maioria está matriculada em cursos de Medicina e Odontologia em universidades federais das regiões Norte e Nordeste do Brasil.

O indiciamento dos 13 beneficiados por fraude é resultado da operação batizada como Jogo Limpo, deflagrada pela Polícia Federal. Além da anulação dos resultados das provas, a Polícia Federal sugeriu ao Inep o reforço dos procedimentos de segurança na administração dos cadernos de provas. A adoção de provas identificadas com nome e número de inscrição será adotada no Enem 2017.

O Inep diz que adotará outras estratégias sugeridas pela Polícia Federal, que serão anunciadas no final de setembro.

Operação Jogo Limpo

A Operação tem como alvo cumprir 22 mandados de busca e apreensão de pessoas suspeitas de terem cometido fraude no Enem e que fariam a prova novamente este ano. Segundo a PF, foram identificadas 22 pessoas que teriam apresentado respostas suspeitas de fraude, a partir da análise de gabaritos apresentados em anos anteriores. A identificação foi feita em conjunto com o Inep.

Confirmada a fraude, os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato, cuja pena é reclusão de um a cinco anos e multa; uso de documento falso; fraude em certame de interesse público, cuja pena é reclusão de um a quatro anos e multa; e crime por integrar organização criminosa, reclusão de 3 a 8 anos e multa.

PF conclui que houve vazamento das provas do Enem 2016

Em relatório enviado ao Ministério Público Federal (MPF) sobre inquérito policial que apura o vazamento das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2016), a Polícia Federal afirma que as provas do primeiro e do segundo dia do exame, além da prova de redação, vazaram antes do início da aplicação.

De acordo com o relatório da PF, pelo menos dois candidatos tiveram acesso às provas antes das 12h (horário marcado para o início do exame). A Polícia Federal concluiu também que houve cometimento de crime de estelionato qualificado no caso.

Com informações da Agência Brasil

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OPERAÇÃO JOGO LIMPO

Inep anula Enem de participantes indiciados por fraude; Ceará está na lista

Foram anulados resultados de 13 participantes. A Operação Jogo Limpo, da Polícia Federal, tem como alvo cumprir mandados de busca e apreensão de suspeitos de fraudar o certame

Por Tribuna do Ceará em Educação

12 de setembro de 2017 às 18:42

Há 2 meses
A Operação Jogo Limpo da Polícia Federal é responsável pelas investigações (FOTO: Reprodução)

A Operação Jogo Limpo da Polícia Federal é responsável pelas investigações (FOTO: Reprodução)

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) decidiu anular o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 13 participantes que foram indiciados por crime de fraude em certames de interesse público.

Operação Jogo Limpo da Polícia Federal responsável por investigar as fraudes foi realizada nos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba, Tocantins, Amapá e Pará.

O Inep também encaminhará ofício ao Ministério da Educação para que as instituições nas quais os participantes estão matriculados tomem as medidas administrativas cabíveis.

Entre os indiciados, três fizeram o Enem em 2015 e mais dez participaram em 2016. Segundo o Inep, a maioria está matriculada em cursos de Medicina e Odontologia em universidades federais das regiões Norte e Nordeste do Brasil.

O indiciamento dos 13 beneficiados por fraude é resultado da operação batizada como Jogo Limpo, deflagrada pela Polícia Federal. Além da anulação dos resultados das provas, a Polícia Federal sugeriu ao Inep o reforço dos procedimentos de segurança na administração dos cadernos de provas. A adoção de provas identificadas com nome e número de inscrição será adotada no Enem 2017.

O Inep diz que adotará outras estratégias sugeridas pela Polícia Federal, que serão anunciadas no final de setembro.

Operação Jogo Limpo

A Operação tem como alvo cumprir 22 mandados de busca e apreensão de pessoas suspeitas de terem cometido fraude no Enem e que fariam a prova novamente este ano. Segundo a PF, foram identificadas 22 pessoas que teriam apresentado respostas suspeitas de fraude, a partir da análise de gabaritos apresentados em anos anteriores. A identificação foi feita em conjunto com o Inep.

Confirmada a fraude, os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato, cuja pena é reclusão de um a cinco anos e multa; uso de documento falso; fraude em certame de interesse público, cuja pena é reclusão de um a quatro anos e multa; e crime por integrar organização criminosa, reclusão de 3 a 8 anos e multa.

PF conclui que houve vazamento das provas do Enem 2016

Em relatório enviado ao Ministério Público Federal (MPF) sobre inquérito policial que apura o vazamento das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2016), a Polícia Federal afirma que as provas do primeiro e do segundo dia do exame, além da prova de redação, vazaram antes do início da aplicação.

De acordo com o relatório da PF, pelo menos dois candidatos tiveram acesso às provas antes das 12h (horário marcado para o início do exame). A Polícia Federal concluiu também que houve cometimento de crime de estelionato qualificado no caso.

Com informações da Agência Brasil