Estudantes do Ceará disputam vaga nas Olimpíadas de Astronomia, na Índia

JOVENS TALENTOS

Estudantes do Ceará disputam vaga nas Olimpíadas de Astronomia, na Índia

A primeira etapa do processo seletivo aconteceu depois da prova nacional da 20ª edição da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica em 2017

Por Tribuna do Ceará em Educação

20 de Maio de 2018 às 06:45

Há 1 mês
Os alunos estão se preparando (FOTO: Divulgação)

Os alunos estão se preparando (FOTO: Divulgação)

Encher de orgulho não apenas a família, mas todo o Brasil. Isso é o que buscam 33 estudantes do ensino médio de escolas públicas e particulares de oito estados, que disputam vagas para representar o Brasil em duas das mais importantes olimpíadas científicas no exterior.

A Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA), sigla em inglês) e a Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA) de 2018.

A primeira etapa do processo seletivo aconteceu depois da prova nacional da 20ª edição da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica em 2017, e foi online, com mais de 3.000 mil participantes. Já na segunda fase, as provas foram presenciais, reunindo 100 alunos em março na cidade de Barra do Piraí, interior do Rio de Janeiro. A novidade para esse ano fica por conta da regulamentação de equipe mista para competir na 12ª Olimpíada, que acontecerá na Índia.

Dentre os 100 alunos, ficaram 33, e cinco deles representarão o Brasil na 12ª IOAA, cinco irão para a 10ª OLAA e os demais vão integrar a equipe reserva.

Jovens escolhidos

Destes 33 estudantes selecionados, 14 são do Ceará, como a aluna Alane Benjamin dos Santos, de 17 anos. A jovem de Fortaleza, que está no último ano do ensino médio no Colégio Farias Brito, conta que sempre foi deslumbrada pela astronomia.

“Eu sempre tive um certo fascínio pelo Universo (acho que todos temos), adorava as aulas de ciências e principalmente aquelas que falavam sobre o espaço, os planetas, etc., mas foi em 2014, com a própria OBA, que meu interesse realmente foi despertado”.

Alane, que já participou da OBA por quatro vezes, possui um extenso currículo de medalhas em olimpíadas: na sua primeira participação na OBA, em 2014, foi medalhista de ouro e ainda teve menção honrosa na Olimpíada Brasileira de Informática.

Entre 2015 e 2017, Alane conquistou sete medalhas no total, como três pratas na OBA, bronze na matemática sem fronteiras, prata na Olimpíada Brasileira de Geografia e bronze na Olimpíada Brasileira de Robótica. Com este histórico, Alane é a aluna perfeita para dar conselhos de como conseguir bons resultados na Olimpíada Brasileira de Astronomia:

“Pra quem deseja fazer a prova da OBA que acontece agora em maio, recomendo resolver as provas antigas que estão no próprio site da olimpíada. Esse método é bom porque você tem a noção do que realmente é abordado e pode pesquisar sobre o conteúdo à medida em que vai aparecendo nas questões. Para quem já está pensando na seletiva, o livro Astronomia e Astrofísica, do Kepler de Oliveira é a base necessária. Também tem as apostilas do CCD, que pode ser baixada pela Internet.”

Sobre a expectativa com a possibilidade de representar o país internacionalmente, a jovem, que pretende seguir os estudos para trabalhar na área das ciências espaciais, revela que “seria uma responsabilidade muito grande e, igualmente, um privilégio.

Depois de selecionados, os jovens participarão de uma grande preparação com astrônomos e especialistas. A programação contará com treinamentos no Observatório Abrahão De Moraes, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP), em Vinhedo (SP) e no Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), em Itajubá (MG). Os encontros serão divididos em grupos de estudos, oficinas de atividades e observação do céu noturno, com instrumentos e de maneira panorâmica, a olho nu.

Eventos internacionais

A 12ª IOAA vai acontecer na Índia. Na edição anterior, que foi na Tailândia, o Brasil obteve um resultado histórico: uma medalha de prata, duas de bronze, duas menções honrosas e um prêmio especial.

E a 10ª OLAA será no Paraguai. Em 2017, o Chile sediou o evento e a equipe brasileira conquistou o 1º lugar no quadro geral de medalhas, com quatro de ouro e uma de prata.

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Estudantes do Ceará disputam vaga nas Olimpíadas de Astronomia, na Índia

A primeira etapa do processo seletivo aconteceu depois da prova nacional da 20ª edição da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica em 2017

Por Tribuna do Ceará em Educação

20 de Maio de 2018 às 06:45

Há 1 mês
Os alunos estão se preparando (FOTO: Divulgação)

Os alunos estão se preparando (FOTO: Divulgação)

Encher de orgulho não apenas a família, mas todo o Brasil. Isso é o que buscam 33 estudantes do ensino médio de escolas públicas e particulares de oito estados, que disputam vagas para representar o Brasil em duas das mais importantes olimpíadas científicas no exterior.

A Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA), sigla em inglês) e a Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA) de 2018.

A primeira etapa do processo seletivo aconteceu depois da prova nacional da 20ª edição da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica em 2017, e foi online, com mais de 3.000 mil participantes. Já na segunda fase, as provas foram presenciais, reunindo 100 alunos em março na cidade de Barra do Piraí, interior do Rio de Janeiro. A novidade para esse ano fica por conta da regulamentação de equipe mista para competir na 12ª Olimpíada, que acontecerá na Índia.

Dentre os 100 alunos, ficaram 33, e cinco deles representarão o Brasil na 12ª IOAA, cinco irão para a 10ª OLAA e os demais vão integrar a equipe reserva.

Jovens escolhidos

Destes 33 estudantes selecionados, 14 são do Ceará, como a aluna Alane Benjamin dos Santos, de 17 anos. A jovem de Fortaleza, que está no último ano do ensino médio no Colégio Farias Brito, conta que sempre foi deslumbrada pela astronomia.

“Eu sempre tive um certo fascínio pelo Universo (acho que todos temos), adorava as aulas de ciências e principalmente aquelas que falavam sobre o espaço, os planetas, etc., mas foi em 2014, com a própria OBA, que meu interesse realmente foi despertado”.

Alane, que já participou da OBA por quatro vezes, possui um extenso currículo de medalhas em olimpíadas: na sua primeira participação na OBA, em 2014, foi medalhista de ouro e ainda teve menção honrosa na Olimpíada Brasileira de Informática.

Entre 2015 e 2017, Alane conquistou sete medalhas no total, como três pratas na OBA, bronze na matemática sem fronteiras, prata na Olimpíada Brasileira de Geografia e bronze na Olimpíada Brasileira de Robótica. Com este histórico, Alane é a aluna perfeita para dar conselhos de como conseguir bons resultados na Olimpíada Brasileira de Astronomia:

“Pra quem deseja fazer a prova da OBA que acontece agora em maio, recomendo resolver as provas antigas que estão no próprio site da olimpíada. Esse método é bom porque você tem a noção do que realmente é abordado e pode pesquisar sobre o conteúdo à medida em que vai aparecendo nas questões. Para quem já está pensando na seletiva, o livro Astronomia e Astrofísica, do Kepler de Oliveira é a base necessária. Também tem as apostilas do CCD, que pode ser baixada pela Internet.”

Sobre a expectativa com a possibilidade de representar o país internacionalmente, a jovem, que pretende seguir os estudos para trabalhar na área das ciências espaciais, revela que “seria uma responsabilidade muito grande e, igualmente, um privilégio.

Depois de selecionados, os jovens participarão de uma grande preparação com astrônomos e especialistas. A programação contará com treinamentos no Observatório Abrahão De Moraes, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP), em Vinhedo (SP) e no Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), em Itajubá (MG). Os encontros serão divididos em grupos de estudos, oficinas de atividades e observação do céu noturno, com instrumentos e de maneira panorâmica, a olho nu.

Eventos internacionais

A 12ª IOAA vai acontecer na Índia. Na edição anterior, que foi na Tailândia, o Brasil obteve um resultado histórico: uma medalha de prata, duas de bronze, duas menções honrosas e um prêmio especial.

E a 10ª OLAA será no Paraguai. Em 2017, o Chile sediou o evento e a equipe brasileira conquistou o 1º lugar no quadro geral de medalhas, com quatro de ouro e uma de prata.