Estudantes da UFC desenvolvem sabonete repelente à base de óleo de cozinha

EMPREENDEDORISMO

Estudantes da UFC desenvolvem sabonete repelente à base de óleo de cozinha

A ideia de seis estudantes do curso de Biotecnologia foi a ganhadora da categoria Projeto de Empreendimento do Prêmio Universitário Empreendedor

Por Daniel Rocha em Educação

29 de dezembro de 2017 às 07:15

Há 7 meses

O grupo venceu a categoria Projeto de Empreendimento do Prêmio Universitário Empreendedor (Foto: WhatsApp)

Um grupo de estudantes do curso de Biotecnologia da Universidade Federal do Ceará (UFC) está desenvolvendo um sabonete repelente a base óleo de cozinha. De acordo com um dos estudantes, Lennon Camilo, a ideia é dar um novo destino ao resíduo e proporcionar um repelente eficaz e sem substâncias tóxicas.

O projeto “Sabonete repelente à base de óleo de fritura residual” ganhou a categoria Projeto de Empreendimento da primeira edição do Prêmio Universitário Empreendedor, realizada pela UFC.

Segundo Lennon, a ideia de produzir o sabonete surgiu em 2015 quando o grupo, formado também pelos estudantes Mateus Monteiro, Aline de Oliveira, Milena Maciel, Felipe de Castro e Amanda Maria, tinha a vontade de empreender. A escolha surgiu para dar um direcionamento ao descarte do óleo de cozinha.

“A gente quis dar um direcionamento a esse resíduo. Muitas famílias o descartam na pia ou nos solos, poluindo o ambiente”, aponta.

O resíduo vai atuar como a gordura para gerar a reação química, denominada como Saponificação, durante o processo de produção do sabonete. Para que o cosmético tenha a função de repelente, o grupo estuda utilizar óleos essenciais extraídos de plantas. De acordo com o universitário, algumas plantas possuem substâncias com potencial de repelente sem trazer danos à saúde.

“A maioria dos repelentes comercializados utiliza um composto, chamado Deet. A substância é tóxica para as crianças e gestantes. Há relatos de alergia e de irritação dérmica”, aponta.

Os estudantes planejam concluir o projeto no fim de 2018 quando produto estará apto para ser comercializado. A expectativa do grupo é que o cosmético tenha uma boa aceitação no mercado devido aos alto índices de doenças causadas por mosquitos na cidade. “Há muitas doenças que são transmitidas por vetores. Então, o produto tem potencial de mercado”, ressalta.

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Estudantes da UFC desenvolvem sabonete repelente à base de óleo de cozinha

A ideia de seis estudantes do curso de Biotecnologia foi a ganhadora da categoria Projeto de Empreendimento do Prêmio Universitário Empreendedor

Por Daniel Rocha em Educação

29 de dezembro de 2017 às 07:15

Há 7 meses

O grupo venceu a categoria Projeto de Empreendimento do Prêmio Universitário Empreendedor (Foto: WhatsApp)

Um grupo de estudantes do curso de Biotecnologia da Universidade Federal do Ceará (UFC) está desenvolvendo um sabonete repelente a base óleo de cozinha. De acordo com um dos estudantes, Lennon Camilo, a ideia é dar um novo destino ao resíduo e proporcionar um repelente eficaz e sem substâncias tóxicas.

O projeto “Sabonete repelente à base de óleo de fritura residual” ganhou a categoria Projeto de Empreendimento da primeira edição do Prêmio Universitário Empreendedor, realizada pela UFC.

Segundo Lennon, a ideia de produzir o sabonete surgiu em 2015 quando o grupo, formado também pelos estudantes Mateus Monteiro, Aline de Oliveira, Milena Maciel, Felipe de Castro e Amanda Maria, tinha a vontade de empreender. A escolha surgiu para dar um direcionamento ao descarte do óleo de cozinha.

“A gente quis dar um direcionamento a esse resíduo. Muitas famílias o descartam na pia ou nos solos, poluindo o ambiente”, aponta.

O resíduo vai atuar como a gordura para gerar a reação química, denominada como Saponificação, durante o processo de produção do sabonete. Para que o cosmético tenha a função de repelente, o grupo estuda utilizar óleos essenciais extraídos de plantas. De acordo com o universitário, algumas plantas possuem substâncias com potencial de repelente sem trazer danos à saúde.

“A maioria dos repelentes comercializados utiliza um composto, chamado Deet. A substância é tóxica para as crianças e gestantes. Há relatos de alergia e de irritação dérmica”, aponta.

Os estudantes planejam concluir o projeto no fim de 2018 quando produto estará apto para ser comercializado. A expectativa do grupo é que o cosmético tenha uma boa aceitação no mercado devido aos alto índices de doenças causadas por mosquitos na cidade. “Há muitas doenças que são transmitidas por vetores. Então, o produto tem potencial de mercado”, ressalta.