Escolas de Quixeramobim combatem o preconceito sexual com palestras aos alunos

PROJETO "QUEBRANDO O TABU"

Escolas de Quixeramobim combatem o preconceito sexual com palestras aos alunos

“Quebrando o Tabu” busca informar jovens sobre educação sexual de forma mais lúdica, com peças, por exemplo

Por Tribuna do Ceará em Educação

30 de Janeiro de 2018 às 06:45

Há 4 meses

O projeto já atende a dois municípios e pretendem se estender por todo o sertão central (FOTO: D’Lucas Alves)

A conversa sobre educação sexual muitas vezes pode ser vista como um grande problema, ainda mais quando falamos de adolescentes. Tendo em vista essa grande dificuldade, alunos da rede estadual da cidade de Quixeramobim, no interior do Ceará, juntamente com a professora Cleiciane Queiroz, desenvolveram o projeto “Quebrando o Tabu”, que visa preencher carências e dar informações sobre sexualidade.

Os alunos promovem seminários com temas que não são abordados na escola ou em casa. O objetivo do projeto é levar para dentro do âmbito escolar conhecimentos sobre esses assuntos de forma lúdica e inovadora.

“Realizar esse projeto possibilita ao público informações e reflexões acerca de todos os aspectos que envolvam sexualidade, esse trabalho sistemático de orientação sexual tem como finalidade promover por meio do conhecimento e da informação. Possibilita também promover ações preventivas de DST’s e problemas como abuso sexual e gravidez na adolescência”, afirma D’Lucas Alves, um dos idealizadores do projeto.

Antes dos seminários são feitas pesquisas para saber qual assuntos serão mais relevante para ser retratados durante as palestras e rodas de conversas que eles promovem. Ainda ocorrer a encenação da peça “A vida de Florisvalda” feita pelos próprios alunos do projeto.

Na peça, D’Lucas interpreta uma personagem feminina que fica grávida aos 15 anos e mostra todas as dificuldades enfrentadas. “O fato de interpretar uma personagem feminina já é um grande impacto para a plateia”. Ele afirma também que a questão de gênero e preconceito contra a comunidade LGBT é um ponto bastante discutido durante as rodas de conversa.

Além de edificar conhecimento, eles procuram reflexões voltadas a posturas preconceituosas e citações antiéticas. “Graças a nossa interferência não observamos mais com tanta frequência na comunidade escolar”, conta D’Lucas, que ainda fala que eles sempre buscam voltar às escolas para saber se o objetivo deles foi atendido.

Em 2018, o projeto vai também intervir nas reuniões de pais para uma conversa mais clara sobre sexualidade. Além disso, a peça contará com novos personagens.

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PROJETO "QUEBRANDO O TABU"

Escolas de Quixeramobim combatem o preconceito sexual com palestras aos alunos

“Quebrando o Tabu” busca informar jovens sobre educação sexual de forma mais lúdica, com peças, por exemplo

Por Tribuna do Ceará em Educação

30 de Janeiro de 2018 às 06:45

Há 4 meses

O projeto já atende a dois municípios e pretendem se estender por todo o sertão central (FOTO: D’Lucas Alves)

A conversa sobre educação sexual muitas vezes pode ser vista como um grande problema, ainda mais quando falamos de adolescentes. Tendo em vista essa grande dificuldade, alunos da rede estadual da cidade de Quixeramobim, no interior do Ceará, juntamente com a professora Cleiciane Queiroz, desenvolveram o projeto “Quebrando o Tabu”, que visa preencher carências e dar informações sobre sexualidade.

Os alunos promovem seminários com temas que não são abordados na escola ou em casa. O objetivo do projeto é levar para dentro do âmbito escolar conhecimentos sobre esses assuntos de forma lúdica e inovadora.

“Realizar esse projeto possibilita ao público informações e reflexões acerca de todos os aspectos que envolvam sexualidade, esse trabalho sistemático de orientação sexual tem como finalidade promover por meio do conhecimento e da informação. Possibilita também promover ações preventivas de DST’s e problemas como abuso sexual e gravidez na adolescência”, afirma D’Lucas Alves, um dos idealizadores do projeto.

Antes dos seminários são feitas pesquisas para saber qual assuntos serão mais relevante para ser retratados durante as palestras e rodas de conversas que eles promovem. Ainda ocorrer a encenação da peça “A vida de Florisvalda” feita pelos próprios alunos do projeto.

Na peça, D’Lucas interpreta uma personagem feminina que fica grávida aos 15 anos e mostra todas as dificuldades enfrentadas. “O fato de interpretar uma personagem feminina já é um grande impacto para a plateia”. Ele afirma também que a questão de gênero e preconceito contra a comunidade LGBT é um ponto bastante discutido durante as rodas de conversa.

Além de edificar conhecimento, eles procuram reflexões voltadas a posturas preconceituosas e citações antiéticas. “Graças a nossa interferência não observamos mais com tanta frequência na comunidade escolar”, conta D’Lucas, que ainda fala que eles sempre buscam voltar às escolas para saber se o objetivo deles foi atendido.

Em 2018, o projeto vai também intervir nas reuniões de pais para uma conversa mais clara sobre sexualidade. Além disso, a peça contará com novos personagens.