Escola pública de Maracanaú é referência nacional por trabalho de inclusão de pessoas com deficiências

INCLUSÃO

Escola pública de Maracanaú é referência nacional por trabalho de inclusão de pessoas com deficiências

Desde 2011, a Escola Municipal José Dantas Sobrinho realiza trabalhos de inclusão escolar com estudantes com deficiência e se tornou exemplo para o país

Por Daniel Rocha em Educação

23 de outubro de 2017 às 06:39

Há 4 semanas

A escola municipal desenvolveu medidas para incluir alunos com deficiências (FOTO: Divulgação)

Uma escola municipal de Maracanaú se tornou exemplo no país por implantar medidas de inclusão de alunos com deficiências. Dos 450 estudantes matriculados na Escola de Ensino Fundamental José Dantas Sobrinho, 17 apresentam algum tipo de deficiência neste ano letivo. A unidade atende estudantes de 6 a 14 anos.

De acordo com a diretora da instituição, Silvana Rodrigues, os alunos contam com uma sala multidisciplinar em que tem atendimentos personalizados conforme suas limitações.

“Nessa sala multidisciplinar, há um profissional que trabalha com as crianças e adolescentes com ferramentas apropriadas para cada limitação”, explica Rodrigues.

Os atendimentos especializados acontecem no contra turno dua vezes por semana para não coincidir com as atividades regulares. “Na escola, não temos grupos de alunos com deficiências. Estes estudantes estão junto com os outros em pé de igualdade”, destaca.

Além da sala multidisciplinar, a instituição conta com o apoio de outros profissionais que auxiliam os professores nas didáticas dentro de sala de aula. Ao todo, são três cuidadores que estão à disposição de alunos com limitações de locomoção ou com alguma deficiência que implique no seu desempenho dentro de sala de aula, necessitando de um apoio externo.

“No momento, temos três cuidadores. Só há a contratação se houver a necessidade de um profissional. Um deficiente auditivo, por exemplo, precisa de um intérprete. Um estudante de cadeira de rodas precisa de uns cuidados específicos”, explica Silvana.

A escola pública é referência nacional em inclusão escolar de estudantes com deficiência (FOTO: Divulgação)

Segundo ela, a presença dos pais foi e é essencial para o desenvolvimento de medidas inclusivas desses estudantes. Com eles, a escola tem a oportunidade de conhecê-los melhor e compreender as limitações e necessidades. “Os pais foram os que mais ensinaram para a gente porque cada aluno é um novo aprendizado”, afirma.

O trabalho, desenvolvido desde 2011, trouxe resultados positivos para a unidade de ensino. No ano passado, por exemplo, a escola José Dantas Sobrinho ficou em 1º lugar no Prêmio Nacional Desenvolvimento Educacional Inclusivo pelo Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI). Com a premiação, a diretora recebeu vários representantes de outros estados brasileiros para trocas de experiências e para mostrar o trabalho de inclusão na escola.

“O município de Maracanaú dá o suporte para as escolas. Nós temos um projeto institucional para que todas as unidades trabalhem a inclusão”, conclui.

Segundo a Secretaria de Educação do município de Maracanaú, 1.500 alunos com deficiência estão matriculados na rede pública de ensino em 82 escolas municipais. Para atender essa demanda, a Prefeitura conta com 116 cuidadores e 63 profissionais para o Atendimento Educacional Especializado.

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Escola pública de Maracanaú é referência nacional por trabalho de inclusão de pessoas com deficiências

Desde 2011, a Escola Municipal José Dantas Sobrinho realiza trabalhos de inclusão escolar com estudantes com deficiência e se tornou exemplo para o país

Por Daniel Rocha em Educação

23 de outubro de 2017 às 06:39

Há 4 semanas

A escola municipal desenvolveu medidas para incluir alunos com deficiências (FOTO: Divulgação)

Uma escola municipal de Maracanaú se tornou exemplo no país por implantar medidas de inclusão de alunos com deficiências. Dos 450 estudantes matriculados na Escola de Ensino Fundamental José Dantas Sobrinho, 17 apresentam algum tipo de deficiência neste ano letivo. A unidade atende estudantes de 6 a 14 anos.

De acordo com a diretora da instituição, Silvana Rodrigues, os alunos contam com uma sala multidisciplinar em que tem atendimentos personalizados conforme suas limitações.

“Nessa sala multidisciplinar, há um profissional que trabalha com as crianças e adolescentes com ferramentas apropriadas para cada limitação”, explica Rodrigues.

Os atendimentos especializados acontecem no contra turno dua vezes por semana para não coincidir com as atividades regulares. “Na escola, não temos grupos de alunos com deficiências. Estes estudantes estão junto com os outros em pé de igualdade”, destaca.

Além da sala multidisciplinar, a instituição conta com o apoio de outros profissionais que auxiliam os professores nas didáticas dentro de sala de aula. Ao todo, são três cuidadores que estão à disposição de alunos com limitações de locomoção ou com alguma deficiência que implique no seu desempenho dentro de sala de aula, necessitando de um apoio externo.

“No momento, temos três cuidadores. Só há a contratação se houver a necessidade de um profissional. Um deficiente auditivo, por exemplo, precisa de um intérprete. Um estudante de cadeira de rodas precisa de uns cuidados específicos”, explica Silvana.

A escola pública é referência nacional em inclusão escolar de estudantes com deficiência (FOTO: Divulgação)

Segundo ela, a presença dos pais foi e é essencial para o desenvolvimento de medidas inclusivas desses estudantes. Com eles, a escola tem a oportunidade de conhecê-los melhor e compreender as limitações e necessidades. “Os pais foram os que mais ensinaram para a gente porque cada aluno é um novo aprendizado”, afirma.

O trabalho, desenvolvido desde 2011, trouxe resultados positivos para a unidade de ensino. No ano passado, por exemplo, a escola José Dantas Sobrinho ficou em 1º lugar no Prêmio Nacional Desenvolvimento Educacional Inclusivo pelo Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI). Com a premiação, a diretora recebeu vários representantes de outros estados brasileiros para trocas de experiências e para mostrar o trabalho de inclusão na escola.

“O município de Maracanaú dá o suporte para as escolas. Nós temos um projeto institucional para que todas as unidades trabalhem a inclusão”, conclui.

Segundo a Secretaria de Educação do município de Maracanaú, 1.500 alunos com deficiência estão matriculados na rede pública de ensino em 82 escolas municipais. Para atender essa demanda, a Prefeitura conta com 116 cuidadores e 63 profissionais para o Atendimento Educacional Especializado.