Escola pública de Fortaleza ganha prêmio por mudar a vida de mulheres negras

MEDALHA PAULO FREIRE

Escola pública de Fortaleza ganha prêmio por mudar a vida de mulheres negras

A Escola Municipal Agostinho Moreira e Silva, na Barra do Ceará, promoveu projeto que aumentou a autoestima das mulheres negras da instituição

Por Daniel Rocha em Educação

26 de dezembro de 2017 às 07:15

Há 4 semanas

A escola foi premiada com a medalha Paulo Freire, promovido pelo Ministério da Educação (FOTO: Divulgação)

Uma escola da rede pública de Fortaleza ganhou a medalha Paulo Freire, pelo Ministério da Educação (MEC), por ter feito a diferença na vida das estudantes negras da instituição. O projeto Cultura Afro da Escola Municipal Agostinho Moreira e Silva, localizado na Barra do Ceará, conseguiu aumentar a autoestima das mulheres e estimá-las a buscar pelos seus direitos.

Segundo a diretora, Orlenilda Souza, muitas estudantes sofriam de violência doméstica e não tinham perspectiva de vida. Os trabalhos realizados, por meio do projeto, promoveu a construção de uma nova realidade.

“Elas tinham baixa autoestima. O projeto foi muito voltado para a mulher negra e a nossa escola está dentro de um contexto de muita violência. As pessoas não têm perspectiva de vida. A gente pôde sensibilizar todas as questões de violação de direitos que as mulheres sofrem”, ressaltou a diretora.

A premiação Paulo freire é voltada para iniciativas educacionais que sejam relevantes para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Brasil a fim de melhorar a qualidade de ensino.

A escola promoveu palestras com conselheiros tutelares para mostrar os direitos das mulheres. Os alunos realizaram apresentações sobre a culinária, religião entre outros aspectos culturais. Segundo Orlenilda Souza, o projeto proporcionou aos alunos, principalmente as mulheres negras, a reflexão sobre o contexto social em que vivem e o reconhecimento da própria identidade. O resultado das ações foi a mudança de postura das alunas diante das suas realidade.

“Houve uma mudança de postura delas em relação a família e ao trabalho. Elas (as mulheres) achavam que a submissão era natural. Com as palestras, elas perceberam que não poderia ser assim”, explicou Souza.

Diferentes do ensino regular, o EJA reuni alunos de várias idades. Há estudantes com o intuito de resgatar a oportunidade de estudar enquanto outros para ainda para construir algo. São alunos de 15 até a 74 anos. Para Orlenilda, essa diferença de faixa etária torna-se um desafio para promover ações como essas que abrange todas as realidades dos aluno.

“Uns vêm para resgatar uma parte da vida perdida enquanto outros para construir. Essas pessoas precisam ter essa chance de voltar a escola porque só por meio da educação é que elas vão conseguir ter essa mudança de postura”, enfatiza.

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MEDALHA PAULO FREIRE

Escola pública de Fortaleza ganha prêmio por mudar a vida de mulheres negras

A Escola Municipal Agostinho Moreira e Silva, na Barra do Ceará, promoveu projeto que aumentou a autoestima das mulheres negras da instituição

Por Daniel Rocha em Educação

26 de dezembro de 2017 às 07:15

Há 4 semanas

A escola foi premiada com a medalha Paulo Freire, promovido pelo Ministério da Educação (FOTO: Divulgação)

Uma escola da rede pública de Fortaleza ganhou a medalha Paulo Freire, pelo Ministério da Educação (MEC), por ter feito a diferença na vida das estudantes negras da instituição. O projeto Cultura Afro da Escola Municipal Agostinho Moreira e Silva, localizado na Barra do Ceará, conseguiu aumentar a autoestima das mulheres e estimá-las a buscar pelos seus direitos.

Segundo a diretora, Orlenilda Souza, muitas estudantes sofriam de violência doméstica e não tinham perspectiva de vida. Os trabalhos realizados, por meio do projeto, promoveu a construção de uma nova realidade.

“Elas tinham baixa autoestima. O projeto foi muito voltado para a mulher negra e a nossa escola está dentro de um contexto de muita violência. As pessoas não têm perspectiva de vida. A gente pôde sensibilizar todas as questões de violação de direitos que as mulheres sofrem”, ressaltou a diretora.

A premiação Paulo freire é voltada para iniciativas educacionais que sejam relevantes para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Brasil a fim de melhorar a qualidade de ensino.

A escola promoveu palestras com conselheiros tutelares para mostrar os direitos das mulheres. Os alunos realizaram apresentações sobre a culinária, religião entre outros aspectos culturais. Segundo Orlenilda Souza, o projeto proporcionou aos alunos, principalmente as mulheres negras, a reflexão sobre o contexto social em que vivem e o reconhecimento da própria identidade. O resultado das ações foi a mudança de postura das alunas diante das suas realidade.

“Houve uma mudança de postura delas em relação a família e ao trabalho. Elas (as mulheres) achavam que a submissão era natural. Com as palestras, elas perceberam que não poderia ser assim”, explicou Souza.

Diferentes do ensino regular, o EJA reuni alunos de várias idades. Há estudantes com o intuito de resgatar a oportunidade de estudar enquanto outros para ainda para construir algo. São alunos de 15 até a 74 anos. Para Orlenilda, essa diferença de faixa etária torna-se um desafio para promover ações como essas que abrange todas as realidades dos aluno.

“Uns vêm para resgatar uma parte da vida perdida enquanto outros para construir. Essas pessoas precisam ter essa chance de voltar a escola porque só por meio da educação é que elas vão conseguir ter essa mudança de postura”, enfatiza.