Escola lança campanha que questiona evolução do homem ao comparar avanço tecnológico a crimes bárbaros
DISCUSSÃO

Escola lança campanha que questiona evolução do homem ao comparar avanço tecnológico a crimes bárbaros

O colégio Provecto, localizado no bairro Maraponga, colocou seis outdoors que compara a evolução tecnológica com casos de atrocidades presentes em Fortaleza

Por Daniel Rocha em Educação

13 de outubro de 2017 às 06:14

Há 7 dias

A iniciativa é uma forma de refletir sobre os crimes bárbaros em Fortaleza (FOTO: Divulgação)

Uma escola privada de Fortaleza criou uma campanha diferente do convencional. Em vez de mostrar o resultado dos aprovados em vestibulares, a instituição optou por propor uma reflexão aos fortalezenses.

São seis outdoors que questionam o nível da evolução do homem ao comparar um avanço tecnológico com crimes bárbaros, que ainda são presentes em Fortaleza. Segundo o diretor do Colégio Provecto, Osvaldo Campos, o objetivo da campanha é a alertar aos alunos e sociedade sobre os desrespeitos à vida que a cidade tem presenciado.

Em um dos outdoors, a empresa faz uma comparação de um robô capaz de fazer cirurgia sozinhos com a o caso da travesti Dandara, assassinada no último mês de fevereiro. Segundo o diretor, a escolha por essa abordagem deve-se ao papel da escola no processo de construção de valores e da cidadania. “A escola só tem sentido se puder contribuir com a família no processo de construção de valores e de cidadania. Precisamos “abrir a cabeça” dos nossos alunos e da sociedade para refletir sobre essa realidade”, argumenta Osvaldo.

Pádua Sampaio, diretor de criação da Delantero, agência responsável pela campanha, enxerga que investimentos na educação são a solução para essas atrocidades que ainda são presentes no cotidiano. Para ele, é necessário discutir sobre o direito à cidadania, o valor a vida e o respeito entre as pessoas. “A gente (sociedade) tem muito o que evoluir ainda porque ainda presenciamos atos banais. Levamos a discussão a este ponto porque o direito à cidadania e o respeito a vida humana estão sendo colocados em segundo plano”, justificou.

Além dessa iniciativa, o colégio também está realizando uma série de tarefas voltadas para a violência junto com os professores de história, filosofia e sociologia. De acordo com o Osvaldo, a diretoria da instituição vai se reunir com os líderes de sala e outros alunos mais ativos na campanha para pensar sobre medidas a fim de tentar de reverter a realidade. “No dia 10 de novembro, iremos trazer um especialista em educação para dar uma palestra aos pais sobre a temática da campanha”, cita o diretor sobre uma das ações.

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Escola lança campanha que questiona evolução do homem ao comparar avanço tecnológico a crimes bárbaros

O colégio Provecto, localizado no bairro Maraponga, colocou seis outdoors que compara a evolução tecnológica com casos de atrocidades presentes em Fortaleza

Por Daniel Rocha em Educação

13 de outubro de 2017 às 06:14

Há 7 dias

A iniciativa é uma forma de refletir sobre os crimes bárbaros em Fortaleza (FOTO: Divulgação)

Uma escola privada de Fortaleza criou uma campanha diferente do convencional. Em vez de mostrar o resultado dos aprovados em vestibulares, a instituição optou por propor uma reflexão aos fortalezenses.

São seis outdoors que questionam o nível da evolução do homem ao comparar um avanço tecnológico com crimes bárbaros, que ainda são presentes em Fortaleza. Segundo o diretor do Colégio Provecto, Osvaldo Campos, o objetivo da campanha é a alertar aos alunos e sociedade sobre os desrespeitos à vida que a cidade tem presenciado.

Em um dos outdoors, a empresa faz uma comparação de um robô capaz de fazer cirurgia sozinhos com a o caso da travesti Dandara, assassinada no último mês de fevereiro. Segundo o diretor, a escolha por essa abordagem deve-se ao papel da escola no processo de construção de valores e da cidadania. “A escola só tem sentido se puder contribuir com a família no processo de construção de valores e de cidadania. Precisamos “abrir a cabeça” dos nossos alunos e da sociedade para refletir sobre essa realidade”, argumenta Osvaldo.

Pádua Sampaio, diretor de criação da Delantero, agência responsável pela campanha, enxerga que investimentos na educação são a solução para essas atrocidades que ainda são presentes no cotidiano. Para ele, é necessário discutir sobre o direito à cidadania, o valor a vida e o respeito entre as pessoas. “A gente (sociedade) tem muito o que evoluir ainda porque ainda presenciamos atos banais. Levamos a discussão a este ponto porque o direito à cidadania e o respeito a vida humana estão sendo colocados em segundo plano”, justificou.

Além dessa iniciativa, o colégio também está realizando uma série de tarefas voltadas para a violência junto com os professores de história, filosofia e sociologia. De acordo com o Osvaldo, a diretoria da instituição vai se reunir com os líderes de sala e outros alunos mais ativos na campanha para pensar sobre medidas a fim de tentar de reverter a realidade. “No dia 10 de novembro, iremos trazer um especialista em educação para dar uma palestra aos pais sobre a temática da campanha”, cita o diretor sobre uma das ações.