Dois alunos de escola cearense são aprovados no MIT, maior centro de tecnologia do mundo

ITA É POUCO PRA ELES!

Dois alunos de escola cearense são aprovados no MIT, maior centro de tecnologia do mundo

Dayanne Rolim, natural do Crato, e Rogério Júnior, de Teresina, se mudaram para Fortaleza para estudar em turmas de elite do colégio Farias Brito

Por Deborah Tavares em Educação

22 de Março de 2017 às 08:54

Há 9 meses

Dayanne saiu do Crato, no interior do Ceará, pela sua dedicação nos estudos. (FOTO: Reprodução/Facebook)

Quatro alunos brasileiros foram aprovados no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos. Dentre eles, uma cearense do Crato foi a única natural do estado a conseguir vaga na instituição de ensino superior, considerada a mais prestigiada do mundo.

O resultado foi divulgado no último dia​ 14 de março. A bolsa cobre todos os gastos com a universidade americana e hospedagem.

Dayanne Rolim, de 17 anos, saiu do Crato pela sua dedicação nos estudos. Por se destacar em olimpíadas na sua cidade, ganhou uma bolsa de estudos no colégio Farias Brito, de Fortaleza, e passou a morar longe dos pais. Ela tinha apenas 14 anos.

Venho de uma família humilde. Fui para Fortaleza cursar a ‘turma ITA’. No começo, foi difícil me adaptar em uma sala onde todos os alunos já foram número 1 da sala”, conta.

Todos os esforços valeram a pena. Ela foi a única mulher e a única cearense a ser aprovada pelo MIT 2016. “Foi difícil porque no 3º ano eu estava me dedicando a muitas coisas. Mas me dediquei mais às olimpíadas e às universidades americanas porque era meu sonho”.

O contato com a matéria na olimpíada de Química, na qual participou no 3º ano do Ensino Médio, a fez se apaixonar e querer se tornar pesquisadora. Ser aprovada no MIT foi uma emoção inexplicável.

“Eu li de novo para ver se não esta errado, porque eu não acreditei. É como se eu sentisse que toda a batalha, toda a luta valesse a pena”, disse emocionada.

Outros brasileiros

De São Paulo, foi aprovado para o MIT Thiago Rosswhite Bergamaschi, e de Minas Gerais, João César Campos VargasRogério Júnior foi outro aprovado. De Teresina, assim como Dayanne, veio trilhar seu sonho no colégio de Fortaleza.

“Percebi que queria estudar fora no meu primeiro ano do Ensino Médio, quando vi uma palestra com um estudante que havia estudado fora. Decidi quando vi essa realidade, vendo outras pessoas e conversando com pessoas que não tinham a realidade tão diferente de mim. Nem processei direito ainda, não dormi de segunda para terça esperando o resultado”, afirma Rogério.

Rogério é medalhista em Olimpíadas de informática, matemática, robótica, física e astronomia. (FOTO: Reprodução/ Facebook)

Dayanne e Rogério se formaram no Farias Brito e aguardam a viagem. O diretor de ensino do colégio, Marcelo Pena, destaca que nesses testes as notas são somente uma parte do processo. A bagagem de cada aluno pesa igualmente.

“É um trabalho de assessoria muito grande. São alunos engajados, participam de olimpíadas. Os professores escrevem uma carta de recomendação, é um trabalho de acompanhamento muito de perto. A dedicação e o foco que os alunos têm junto ao currículo que eles constroem, além do acompanhamento que eles têm, contam muito para a aprovação”, explica.

Este ano, o MIT recebeu 19.020 aplicações de estudantes do mundo todo que queriam ser admitidos. Somente 1.511 foram aprovados, sendo que 10% deles são do exterior.

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Dayanne Rolim, natural do Crato, e Rogério Júnior, de Teresina, se mudaram para Fortaleza para estudar em turmas de elite do colégio Farias Brito

Por Deborah Tavares em Educação

22 de Março de 2017 às 08:54

Há 9 meses

Dayanne saiu do Crato, no interior do Ceará, pela sua dedicação nos estudos. (FOTO: Reprodução/Facebook)

Quatro alunos brasileiros foram aprovados no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos. Dentre eles, uma cearense do Crato foi a única natural do estado a conseguir vaga na instituição de ensino superior, considerada a mais prestigiada do mundo.

O resultado foi divulgado no último dia​ 14 de março. A bolsa cobre todos os gastos com a universidade americana e hospedagem.

Dayanne Rolim, de 17 anos, saiu do Crato pela sua dedicação nos estudos. Por se destacar em olimpíadas na sua cidade, ganhou uma bolsa de estudos no colégio Farias Brito, de Fortaleza, e passou a morar longe dos pais. Ela tinha apenas 14 anos.

Venho de uma família humilde. Fui para Fortaleza cursar a ‘turma ITA’. No começo, foi difícil me adaptar em uma sala onde todos os alunos já foram número 1 da sala”, conta.

Todos os esforços valeram a pena. Ela foi a única mulher e a única cearense a ser aprovada pelo MIT 2016. “Foi difícil porque no 3º ano eu estava me dedicando a muitas coisas. Mas me dediquei mais às olimpíadas e às universidades americanas porque era meu sonho”.

O contato com a matéria na olimpíada de Química, na qual participou no 3º ano do Ensino Médio, a fez se apaixonar e querer se tornar pesquisadora. Ser aprovada no MIT foi uma emoção inexplicável.

“Eu li de novo para ver se não esta errado, porque eu não acreditei. É como se eu sentisse que toda a batalha, toda a luta valesse a pena”, disse emocionada.

Outros brasileiros

De São Paulo, foi aprovado para o MIT Thiago Rosswhite Bergamaschi, e de Minas Gerais, João César Campos VargasRogério Júnior foi outro aprovado. De Teresina, assim como Dayanne, veio trilhar seu sonho no colégio de Fortaleza.

“Percebi que queria estudar fora no meu primeiro ano do Ensino Médio, quando vi uma palestra com um estudante que havia estudado fora. Decidi quando vi essa realidade, vendo outras pessoas e conversando com pessoas que não tinham a realidade tão diferente de mim. Nem processei direito ainda, não dormi de segunda para terça esperando o resultado”, afirma Rogério.

Rogério é medalhista em Olimpíadas de informática, matemática, robótica, física e astronomia. (FOTO: Reprodução/ Facebook)

Dayanne e Rogério se formaram no Farias Brito e aguardam a viagem. O diretor de ensino do colégio, Marcelo Pena, destaca que nesses testes as notas são somente uma parte do processo. A bagagem de cada aluno pesa igualmente.

“É um trabalho de assessoria muito grande. São alunos engajados, participam de olimpíadas. Os professores escrevem uma carta de recomendação, é um trabalho de acompanhamento muito de perto. A dedicação e o foco que os alunos têm junto ao currículo que eles constroem, além do acompanhamento que eles têm, contam muito para a aprovação”, explica.

Este ano, o MIT recebeu 19.020 aplicações de estudantes do mundo todo que queriam ser admitidos. Somente 1.511 foram aprovados, sendo que 10% deles são do exterior.