Cearense desenvolve aparelho que identifica o tipo das pedras preciosas

POLARISCÓPIO GOMES

Cearense desenvolve aparelho que identifica o tipo das pedras preciosas

O Polariscópico Gomes identifica outros aspectos dos minerais que aparelhos tradicionais não conseguem captar. O aparelho foi desenvolvido no ano passado e está em processo de pateamento

Por Tribuna do Ceará em Educação

4 de novembro de 2018 às 07:15

Há 2 semanas
Estudantes pedras preciosas

Isaac Gomes desenvolveu o “Polaricóspio Gomes” FOTO: Viktor Braga/UFC

Para quem é da área da Geologia, é necessário analisar os elementos dos minerais antes que se tornem jóias ou outros tipos de produtos.

Entretanto, em alguns casos, as análises feitas por equipamentos tradicionais atestam somente um aspecto da gema (matéria-prima para a produção de jóias), deixando de informar outros elementos. Pelo menos, não antes.

Agora, os estudantes do departamento de Geologia da Universidade Federal do Ceará (UFC) dispõem de um aparelho capaz de analisar aspectos minerais que vão além da luz. É o “Polaricóspio Gomes”, desenvolvido pelo estudante Isaac Gomes.

De acordo com Isaac, há gemas em que a luz não se divide dentro do material, como é o caso do diamante, enquanto outros os minerais permitem a passagem da luz, mas são divididos em quatro grupos. São os minerais anisotrópicos. 

Ao contrário do aparelho tradicional, o polaricóspico gomes consegue detectar outros elementos capazes de identificar a classificação do material. “Ele analisa as características ópticas de um mineral”, afirma.

O invento de Isaac trouxe mais praticidades nas análises. Pelo aparelho tradicional, chamado de “refatrômetro”, os estudantes e geólogos precisavam fazer um cálculo matemático para determinar o caráter do sinal óptico do mineral. Com o polaricóspico Gomes, os estudantes poderão ver a figura de interferência do material e conseguir identificar o tipo do material em um tempo muito mais ágil.

O aparelho demorou mais de um ano para ser desenvolvido (FOTO: Viktor Braga/UFC)

O aparelho demorou mais de um ano para ser desenvolvido (FOTO: Viktor Braga/UFC)

“Uma vez um cliente trouxe uma gema que o refratômetro não conseguia pegar o seu índice de refração porque era maior do que aparelho poderia identificar. A gente fez alguns cálculos, mas não tínhamos certeza do que era quando colocamos na minha máquina e identificamos que era um uniaxial positivo”, comenta.

O aparelho demorou mais de um ano para ser desenvolvido. O projeto foi criado em agosto de 2016 e a produção do equipamento foi concluída no mesmo período do ano seguinte.

Com os testes feitos e comprovada a eficácia do polaricóspico, Isaac iniciou o processo de patenteamento do produto. A previsão é que seja concluído na metade do próximo ano.

Enquanto aguarda a concessão, o cearense comemora a conquista. “O departamento de Geologia da UFC vai completar 50 anos e, até onde sabemos, eu sou o primeiro inventor do curso”, comemora.

Publicidade

Dê sua opinião

POLARISCÓPIO GOMES

Cearense desenvolve aparelho que identifica o tipo das pedras preciosas

O Polariscópico Gomes identifica outros aspectos dos minerais que aparelhos tradicionais não conseguem captar. O aparelho foi desenvolvido no ano passado e está em processo de pateamento

Por Tribuna do Ceará em Educação

4 de novembro de 2018 às 07:15

Há 2 semanas
Estudantes pedras preciosas

Isaac Gomes desenvolveu o “Polaricóspio Gomes” FOTO: Viktor Braga/UFC

Para quem é da área da Geologia, é necessário analisar os elementos dos minerais antes que se tornem jóias ou outros tipos de produtos.

Entretanto, em alguns casos, as análises feitas por equipamentos tradicionais atestam somente um aspecto da gema (matéria-prima para a produção de jóias), deixando de informar outros elementos. Pelo menos, não antes.

Agora, os estudantes do departamento de Geologia da Universidade Federal do Ceará (UFC) dispõem de um aparelho capaz de analisar aspectos minerais que vão além da luz. É o “Polaricóspio Gomes”, desenvolvido pelo estudante Isaac Gomes.

De acordo com Isaac, há gemas em que a luz não se divide dentro do material, como é o caso do diamante, enquanto outros os minerais permitem a passagem da luz, mas são divididos em quatro grupos. São os minerais anisotrópicos. 

Ao contrário do aparelho tradicional, o polaricóspico gomes consegue detectar outros elementos capazes de identificar a classificação do material. “Ele analisa as características ópticas de um mineral”, afirma.

O invento de Isaac trouxe mais praticidades nas análises. Pelo aparelho tradicional, chamado de “refatrômetro”, os estudantes e geólogos precisavam fazer um cálculo matemático para determinar o caráter do sinal óptico do mineral. Com o polaricóspico Gomes, os estudantes poderão ver a figura de interferência do material e conseguir identificar o tipo do material em um tempo muito mais ágil.

O aparelho demorou mais de um ano para ser desenvolvido (FOTO: Viktor Braga/UFC)

O aparelho demorou mais de um ano para ser desenvolvido (FOTO: Viktor Braga/UFC)

“Uma vez um cliente trouxe uma gema que o refratômetro não conseguia pegar o seu índice de refração porque era maior do que aparelho poderia identificar. A gente fez alguns cálculos, mas não tínhamos certeza do que era quando colocamos na minha máquina e identificamos que era um uniaxial positivo”, comenta.

O aparelho demorou mais de um ano para ser desenvolvido. O projeto foi criado em agosto de 2016 e a produção do equipamento foi concluída no mesmo período do ano seguinte.

Com os testes feitos e comprovada a eficácia do polaricóspico, Isaac iniciou o processo de patenteamento do produto. A previsão é que seja concluído na metade do próximo ano.

Enquanto aguarda a concessão, o cearense comemora a conquista. “O departamento de Geologia da UFC vai completar 50 anos e, até onde sabemos, eu sou o primeiro inventor do curso”, comemora.