Cearense de 16 anos é aprovado no ITA antes mesmo de cursar o 3º ano do Ensino Médio

GÊNIO DA TERRINHA

Cearense de 16 anos é aprovado no ITA antes mesmo de cursar o 3º ano do Ensino Médio

Apesar da aprovação no vestibular mais difícil do país, João Victor Pimentel seguirá os estudos no colégio, de olho em faculdades do exterior

Por Tribuna do Ceará em Educação

24 de Janeiro de 2018 às 07:00

Há 11 meses

João Victor é o segundo da direita para a esquerda. Cearense coleciona diversas aprovações e medalhas. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Por Crisneive Silveira

Esse texto é para atualizar as definições de genialidade no Ceará. Com apenas 16 anos, João Victor Pimentel é um dos grandes nomes da terrinha pelas olimpíadas e vestibulares do Brasil. Ainda no 2º ano do Ensino Médio, o aluno do Farias Brito já conseguiu inúmeras conquistas. Só em 2017, foram sete medalhas e quatro aprovações em vestibulares. A mais recente, a vaga conquistada no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), o mais difícil do país.

O cara é um atleta olímpico mesmo. Mas do esporte dos livros, na sala de aula, nas provas, viu? O cearense conta um pouco da rotina que é de muito estudo, claro. “No começo do ano, eu estava estudando para a Olimpíada Internacional. Não sei quantas horas de estudo por dia, mas bastante. Com essas aulas seletivas, o dia todo. Depois chegava em casa e estudava de novo”, confessa.

Mesmo sendo tão aplicado nas fórmulas, cálculos e leituras, João Victor revela que não é lá muito organizado com horários. Parece algo meio instintivo: é só ter um tempo que ele vai lá e abraça os livros.

“Não sou muito organizado quanto a horário de estudo. Eu estudava um tempo e ia dormir. Mas muito tempo seguido não. Até porque o horário da aula mudava. Tem dia que não tem tanto tempo pra dormir também. Mas, geralmente, tento dormir 8 horas. Quando tem muita aula, não dá tempo não”, explica aos risos.

Perguntado sobre quantas e quais conquistas, como olimpíadas e vestibulares, ele conseguiu aprovação e medalhas, a resposta não poderia ser mais cearense. “Vixe!” e, mais uma vez, soltou o riso.

“Essa do ITA, no fim de 2017, e da Olimpíada Internacional de Química… Eu gosto de todas as disciplinas, principalmente das exatas: Física, Química e Matemática. Pretendo cursar, mas esse ano vou continuar no colégio, pois quero seguir com as olimpíadas no terceiro ano e tem a possibilidade de eu querer estudar no exterior. Ainda não sei. Mas se passar de novo (no ITA), provavelmente vou para lá”, confessou o estudante.

Diante da exatidão de tantos números e fórmulas, João Victor continua indeciso sobre o futuro. Como é que calcula as probabilidades de carreira profissional pra esse menino?

“Só conheço o exemplo de pessoas que foram (para os Estados Unidos). Preciso pesquisar os cursos que eu faria e ter uma ideia de quais são as melhores, de quais oferecem bolsas, uma série de questões. Mas tem gente do Brasil indo pra Stanford, pro MIT, etc”, disse João Victor, revelando mais uma possibilidade.

João Victor também tem uma vida fora dos estudos, claro. Ele conta que costuma sair com amigos, ir ao cinema, frequenta academia e curte Netflix. Mas para levar a rotina pesada de estudos, além de se distrair um pouco, também precisa da ajuda na escola e em casa.

“O colégio me apoia bastante. Eles fazem de tudo para me dar suporte quanto a horário, os professores e coordenadores também ajudam. Já em casa, meus pais me incentivam muito, principalmente meu pai, Francisco Pimentel, que foi do ITA.”

Coordenador das turmas ITA, IME e de olimpíadas do Farias Brito, Teixeira Júnior explica que não é comum um aluno passar em vestibulares tão difíceis, mas que isso vem se tornando recorrente na escola.

“Não é algo usual, são raros os casos, mas já tem sido uma rotina aqui. Nós já tivemos alunos aprovados no ITA em outros anos. O que demonstra que a metodologia de ensino vem se tornando uma constante no Farias Brito”, disse Teixeira. Ele ainda explica que, caso o aluno tenha conquistado vaga em alguma Instituição de Ensino Superior antes de concluir o ensino médio, precisa procurar a escola e a Secretaria de Educação para fazer provas e, caso seja aprovado, receber a documentação.

A verdade é que, pelas contas da repórter, que contou e recontou as aprovações, João Victor não deve ter muito trabalho para conseguir ser aprovado novamente no ITA. Ele é tão craque nisso, que os ouros em olimpíadas e aprovações extrapolam o limite de um parágrafo convencional. Por isso, vai a lista abaixo.

Em 2017, no 2º ano do Ensino Médio:

Aprovação no Instituto Tecnológico da Aeronáutica
Três aprovações em Medicina na Unifor
Ouro na Olimpíada Brasileira de Robótica
Ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica
Ouro na Olimpíada Brasileira de Química
Ouro na Olimpíada Nacional de Ciências
Ouro na Olimpíada Brasileira de Física
Prata na Olimpíada Internacional de Química
Prata na Olimpíada Ibero-Americana de Química

Em 2016, ainda no 1º ano do Ensino Médio:

Ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia
Ouro na Olimpíada Brasileira de Física
O
uro na Olimpíada Brasileira de Química

Publicidade

Dê sua opinião

GÊNIO DA TERRINHA

Cearense de 16 anos é aprovado no ITA antes mesmo de cursar o 3º ano do Ensino Médio

Apesar da aprovação no vestibular mais difícil do país, João Victor Pimentel seguirá os estudos no colégio, de olho em faculdades do exterior

Por Tribuna do Ceará em Educação

24 de Janeiro de 2018 às 07:00

Há 11 meses

João Victor é o segundo da direita para a esquerda. Cearense coleciona diversas aprovações e medalhas. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Por Crisneive Silveira

Esse texto é para atualizar as definições de genialidade no Ceará. Com apenas 16 anos, João Victor Pimentel é um dos grandes nomes da terrinha pelas olimpíadas e vestibulares do Brasil. Ainda no 2º ano do Ensino Médio, o aluno do Farias Brito já conseguiu inúmeras conquistas. Só em 2017, foram sete medalhas e quatro aprovações em vestibulares. A mais recente, a vaga conquistada no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), o mais difícil do país.

O cara é um atleta olímpico mesmo. Mas do esporte dos livros, na sala de aula, nas provas, viu? O cearense conta um pouco da rotina que é de muito estudo, claro. “No começo do ano, eu estava estudando para a Olimpíada Internacional. Não sei quantas horas de estudo por dia, mas bastante. Com essas aulas seletivas, o dia todo. Depois chegava em casa e estudava de novo”, confessa.

Mesmo sendo tão aplicado nas fórmulas, cálculos e leituras, João Victor revela que não é lá muito organizado com horários. Parece algo meio instintivo: é só ter um tempo que ele vai lá e abraça os livros.

“Não sou muito organizado quanto a horário de estudo. Eu estudava um tempo e ia dormir. Mas muito tempo seguido não. Até porque o horário da aula mudava. Tem dia que não tem tanto tempo pra dormir também. Mas, geralmente, tento dormir 8 horas. Quando tem muita aula, não dá tempo não”, explica aos risos.

Perguntado sobre quantas e quais conquistas, como olimpíadas e vestibulares, ele conseguiu aprovação e medalhas, a resposta não poderia ser mais cearense. “Vixe!” e, mais uma vez, soltou o riso.

“Essa do ITA, no fim de 2017, e da Olimpíada Internacional de Química… Eu gosto de todas as disciplinas, principalmente das exatas: Física, Química e Matemática. Pretendo cursar, mas esse ano vou continuar no colégio, pois quero seguir com as olimpíadas no terceiro ano e tem a possibilidade de eu querer estudar no exterior. Ainda não sei. Mas se passar de novo (no ITA), provavelmente vou para lá”, confessou o estudante.

Diante da exatidão de tantos números e fórmulas, João Victor continua indeciso sobre o futuro. Como é que calcula as probabilidades de carreira profissional pra esse menino?

“Só conheço o exemplo de pessoas que foram (para os Estados Unidos). Preciso pesquisar os cursos que eu faria e ter uma ideia de quais são as melhores, de quais oferecem bolsas, uma série de questões. Mas tem gente do Brasil indo pra Stanford, pro MIT, etc”, disse João Victor, revelando mais uma possibilidade.

João Victor também tem uma vida fora dos estudos, claro. Ele conta que costuma sair com amigos, ir ao cinema, frequenta academia e curte Netflix. Mas para levar a rotina pesada de estudos, além de se distrair um pouco, também precisa da ajuda na escola e em casa.

“O colégio me apoia bastante. Eles fazem de tudo para me dar suporte quanto a horário, os professores e coordenadores também ajudam. Já em casa, meus pais me incentivam muito, principalmente meu pai, Francisco Pimentel, que foi do ITA.”

Coordenador das turmas ITA, IME e de olimpíadas do Farias Brito, Teixeira Júnior explica que não é comum um aluno passar em vestibulares tão difíceis, mas que isso vem se tornando recorrente na escola.

“Não é algo usual, são raros os casos, mas já tem sido uma rotina aqui. Nós já tivemos alunos aprovados no ITA em outros anos. O que demonstra que a metodologia de ensino vem se tornando uma constante no Farias Brito”, disse Teixeira. Ele ainda explica que, caso o aluno tenha conquistado vaga em alguma Instituição de Ensino Superior antes de concluir o ensino médio, precisa procurar a escola e a Secretaria de Educação para fazer provas e, caso seja aprovado, receber a documentação.

A verdade é que, pelas contas da repórter, que contou e recontou as aprovações, João Victor não deve ter muito trabalho para conseguir ser aprovado novamente no ITA. Ele é tão craque nisso, que os ouros em olimpíadas e aprovações extrapolam o limite de um parágrafo convencional. Por isso, vai a lista abaixo.

Em 2017, no 2º ano do Ensino Médio:

Aprovação no Instituto Tecnológico da Aeronáutica
Três aprovações em Medicina na Unifor
Ouro na Olimpíada Brasileira de Robótica
Ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica
Ouro na Olimpíada Brasileira de Química
Ouro na Olimpíada Nacional de Ciências
Ouro na Olimpíada Brasileira de Física
Prata na Olimpíada Internacional de Química
Prata na Olimpíada Ibero-Americana de Química

Em 2016, ainda no 1º ano do Ensino Médio:

Ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia
Ouro na Olimpíada Brasileira de Física
O
uro na Olimpíada Brasileira de Química