Astrônomo amador cearense realiza sonho de apresentar trabalho na Europa
SÉRVIA

Astrônomo amador cearense realiza sonho de apresentar trabalho na Europa

Para viajar, o astrônomo recorreu a uma plataforma que arrecada contribuições. Quase 90 pessoas de todo o Brasil ajudaram o cearense nesse objetivo

Por Tribuna do Ceará em Educação

30 de setembro de 2017 às 06:30

Há 2 semanas
astronomo-cearense

Durante apresentação do trabalho na Sérvia (FOTO: Arquivo pessoal)

Nascido em Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza, Lauriston Trindade cultivou o sonho de estudar astronomia. Mesmo com as dificuldades que teve, conseguiu o posto de astrônomo amador. Anos mais tarde, ele apresentaria o trabalho de sua vida em um evento internacional, na Sérvia, na Europa.

Mesmo desempregado desde o início de 2017, Lauriston conseguiu participar da Conferência Internacional de Meteoros, que ocorreu em Petinica em setembro. Para viajar, o astrônomo recorreu a uma plataforma que arrecada contribuições. Quase 90 pessoas de todo o Brasil ajudaram o cearense nesse objetivo. E o valor necessário, que era de R$ 8,5 mil, chegou a ser ultrapassado, e ele arrecadou quase R$ 9 mil.

No último slide de sua apresentação, ele agradeceu a cada uma das pessoas que contribuíram voluntariamente para que ele estivesse lá. “Quando lembrei que ao fim da apresentação, nos últimos slides estavam os nomes de tantas pessoas que ajudaram neste processo todo, eu me permiti chorar. Sem ser para uma câmera, sem ser para uma audiência. Ninguém em Petinica viu. Todos dormiam”, comentou em seu perfil nas redes sociais.

Projeto

Lauriston desenvolveu, neste ano, um trabalho de pesquisa junto à Bramon – uma organização sem fins lucrativos com finalidade científica para o estudo de meteoros. Ele evidenciou as primeiras chuvas de meteoros descobertas por brasileiros. Todo o trabalho desenvolvido foi voluntário, sem ajuda do governo ou da iniciativa privada.

“Quando iniciei o aprendizado sobre meteoros, quando comecei a ler os jornais científicos da área, existia [alguns estudiosos], um Gural, um Molau, Asher, Gyssens, Jurgen. Quando cheguei à Conferência Internacional, pouco a pouco, eu ia vendo os crachás. Reconhecia os nomes e os ligava às pessoas. Eles existiam, eram reais”.

O outro desafio era de apresentar o trabalho em inglês. Logo ele, que nunca teve intensos treinos no idioma. Foi através de conversas com outros participantes, nas vésperas da apresentação, que Lauriston foi testando seu conhecimento e corrigindo a pronúncia de palavras. “Não tenho medo nem vergonha de dizer que não sei, mas também não nego que tenho meu orgulho”, pontuou.

“Eu olhava tudo aquilo maravilhado e assustado com o local em que tanta gente ajudou a me meter. Assustado, porque eu não poderia mais voltar sendo a mesma pessoa que deixou Maranguape numa madrugada de segunda-feira, uns mil anos lá atrás”, avaliou.

O trabalho foi aplaudido de pé pelos estudiosos que analisavam. O astrônomo cearense regressa para Maranguape, onde pretende continuar estudando os astros.

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SÉRVIA

Astrônomo amador cearense realiza sonho de apresentar trabalho na Europa

Para viajar, o astrônomo recorreu a uma plataforma que arrecada contribuições. Quase 90 pessoas de todo o Brasil ajudaram o cearense nesse objetivo

Por Tribuna do Ceará em Educação

30 de setembro de 2017 às 06:30

Há 2 semanas
astronomo-cearense

Durante apresentação do trabalho na Sérvia (FOTO: Arquivo pessoal)

Nascido em Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza, Lauriston Trindade cultivou o sonho de estudar astronomia. Mesmo com as dificuldades que teve, conseguiu o posto de astrônomo amador. Anos mais tarde, ele apresentaria o trabalho de sua vida em um evento internacional, na Sérvia, na Europa.

Mesmo desempregado desde o início de 2017, Lauriston conseguiu participar da Conferência Internacional de Meteoros, que ocorreu em Petinica em setembro. Para viajar, o astrônomo recorreu a uma plataforma que arrecada contribuições. Quase 90 pessoas de todo o Brasil ajudaram o cearense nesse objetivo. E o valor necessário, que era de R$ 8,5 mil, chegou a ser ultrapassado, e ele arrecadou quase R$ 9 mil.

No último slide de sua apresentação, ele agradeceu a cada uma das pessoas que contribuíram voluntariamente para que ele estivesse lá. “Quando lembrei que ao fim da apresentação, nos últimos slides estavam os nomes de tantas pessoas que ajudaram neste processo todo, eu me permiti chorar. Sem ser para uma câmera, sem ser para uma audiência. Ninguém em Petinica viu. Todos dormiam”, comentou em seu perfil nas redes sociais.

Projeto

Lauriston desenvolveu, neste ano, um trabalho de pesquisa junto à Bramon – uma organização sem fins lucrativos com finalidade científica para o estudo de meteoros. Ele evidenciou as primeiras chuvas de meteoros descobertas por brasileiros. Todo o trabalho desenvolvido foi voluntário, sem ajuda do governo ou da iniciativa privada.

“Quando iniciei o aprendizado sobre meteoros, quando comecei a ler os jornais científicos da área, existia [alguns estudiosos], um Gural, um Molau, Asher, Gyssens, Jurgen. Quando cheguei à Conferência Internacional, pouco a pouco, eu ia vendo os crachás. Reconhecia os nomes e os ligava às pessoas. Eles existiam, eram reais”.

O outro desafio era de apresentar o trabalho em inglês. Logo ele, que nunca teve intensos treinos no idioma. Foi através de conversas com outros participantes, nas vésperas da apresentação, que Lauriston foi testando seu conhecimento e corrigindo a pronúncia de palavras. “Não tenho medo nem vergonha de dizer que não sei, mas também não nego que tenho meu orgulho”, pontuou.

“Eu olhava tudo aquilo maravilhado e assustado com o local em que tanta gente ajudou a me meter. Assustado, porque eu não poderia mais voltar sendo a mesma pessoa que deixou Maranguape numa madrugada de segunda-feira, uns mil anos lá atrás”, avaliou.

O trabalho foi aplaudido de pé pelos estudiosos que analisavam. O astrônomo cearense regressa para Maranguape, onde pretende continuar estudando os astros.