Alunos cearenses são aprovados em mais de meia dúzia de universidades estrangeiras
ELES SE GARANTEM!

Alunos cearenses são aprovados em mais de meia dúzia de universidades estrangeiras

Felipe Martins, 17 anos, e Victor Benevides, 18 anos, se dedicam desde o Ensino Fundamental participando de olimpíadas

Por Deborah Tavares em Educação

12 de abril de 2017 às 07:00

Há 4 meses

Felipe e Victor participam de diversas olimpíadas. (FOTO: Reprodução/Facebook)

Quando o Ceará entra em cena não tem para ninguém. Além dos estudantes aprovados no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, dois alunos de Fortaleza passaram em mais de meia dúzia de universidades estrangeiras, entre americanas e inglesas.

Felipe Martins, 17 anos, e Victor Benevides, 18 anos, têm muitas coisas em comum, mas a principal delas é a convicção em seus objetivos. “Acho que o que mais me ajudou foi ter na cabeça a certeza do que eu queria, porque é um processo difícil que pouca gente poderia ajudar. Você tem que ter uma força interna para continuar no processo e não desistir ou não desacreditar”, enfatiza Felipe.

O estudante participava de olimpíadas desde o 6º ano do Ensino Fundamental, mas foi no 1º ano do Ensino Médio que percebeu que estudar fora não era algo impossível.

“Um amigo meu foi para fora e me contou. Foi ele a primeira pessoa que me incentivou a pensar na possibilidade. Eu comecei a pesquisar mais sobre o assunto e fui me convencendo de que realmente era possível fazer, e que não era apenas um sonho muito distante”.

A partir daí, a dedicação só aumentou. “Eu fui achando materiais na própria internet e também consegui alguns livros, aí comecei a estudar para as provas”.

Felipe, que pretende estudar Física, passou em seis universidades americanas: Columbia University, Cornell University, Universidade da Califórnia em Los Angeles, University of Chicago, Universidade da Califórnia em Santa Bárbara e University of Illinois at Urbana-Champaign.

“Eu não acreditava. Eu tinha me esforçado muito, mas quando tudo acabou eu comecei a fuçar a internet para saber se eu poderia passar ou não, comecei a desacreditar”, conta. Mas a boa notícia chegou.

“Quem queria passar nesse processo se ajudava, um ajudava o outro no que podia”, explica Felipe. Ele, Victor e um grupo de amigos uniam forças.

“A dica que eu dou é fazer o que gosta, quando a gente faz o que gosta é muito mais fácil sobressair”, afirma Victor, que passou em cinco universidades americanas e duas no Reino Unido: Seton Hall University, University of Evansville, University of St Andrews, Durham University, Utica College, The University of Manchester e King’s College London.

Assim como Felipe, Victor soube por uma pessoa próximo que estudar fora era mais possível do que ele imaginava, e passou a se dedicar ainda mais. “Eu tava no 9º ano, comecei a pesquisar e entender como era tudo. Eu conheci um garoto em uma Olimpíada Brasileira de Matemática que acabou indo pra Harvard, aí eu vi que era possível e corri atrás” .

A preparação envolveu olimpíadas, muito estudo e atividades extracurriculares. “A avaliação te vê muito como pessoa, por mais que eu tenha ganhado prêmios nas olimpíadas, contam atividades sociais”.

Agora, os esforços são para juntar dinheiro. Victor está fazendo uma vaquinha com os amigos para custear os estudos e cursar política, filosofia e economia. “Tô trabalhando e estamos terminando os preparativos para divulgar a vaquinha”.

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Felipe Martins, 17 anos, e Victor Benevides, 18 anos, se dedicam desde o Ensino Fundamental participando de olimpíadas

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12 de abril de 2017 às 07:00

Há 4 meses

Felipe e Victor participam de diversas olimpíadas. (FOTO: Reprodução/Facebook)

Quando o Ceará entra em cena não tem para ninguém. Além dos estudantes aprovados no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, dois alunos de Fortaleza passaram em mais de meia dúzia de universidades estrangeiras, entre americanas e inglesas.

Felipe Martins, 17 anos, e Victor Benevides, 18 anos, têm muitas coisas em comum, mas a principal delas é a convicção em seus objetivos. “Acho que o que mais me ajudou foi ter na cabeça a certeza do que eu queria, porque é um processo difícil que pouca gente poderia ajudar. Você tem que ter uma força interna para continuar no processo e não desistir ou não desacreditar”, enfatiza Felipe.

O estudante participava de olimpíadas desde o 6º ano do Ensino Fundamental, mas foi no 1º ano do Ensino Médio que percebeu que estudar fora não era algo impossível.

“Um amigo meu foi para fora e me contou. Foi ele a primeira pessoa que me incentivou a pensar na possibilidade. Eu comecei a pesquisar mais sobre o assunto e fui me convencendo de que realmente era possível fazer, e que não era apenas um sonho muito distante”.

A partir daí, a dedicação só aumentou. “Eu fui achando materiais na própria internet e também consegui alguns livros, aí comecei a estudar para as provas”.

Felipe, que pretende estudar Física, passou em seis universidades americanas: Columbia University, Cornell University, Universidade da Califórnia em Los Angeles, University of Chicago, Universidade da Califórnia em Santa Bárbara e University of Illinois at Urbana-Champaign.

“Eu não acreditava. Eu tinha me esforçado muito, mas quando tudo acabou eu comecei a fuçar a internet para saber se eu poderia passar ou não, comecei a desacreditar”, conta. Mas a boa notícia chegou.

“Quem queria passar nesse processo se ajudava, um ajudava o outro no que podia”, explica Felipe. Ele, Victor e um grupo de amigos uniam forças.

“A dica que eu dou é fazer o que gosta, quando a gente faz o que gosta é muito mais fácil sobressair”, afirma Victor, que passou em cinco universidades americanas e duas no Reino Unido: Seton Hall University, University of Evansville, University of St Andrews, Durham University, Utica College, The University of Manchester e King’s College London.

Assim como Felipe, Victor soube por uma pessoa próximo que estudar fora era mais possível do que ele imaginava, e passou a se dedicar ainda mais. “Eu tava no 9º ano, comecei a pesquisar e entender como era tudo. Eu conheci um garoto em uma Olimpíada Brasileira de Matemática que acabou indo pra Harvard, aí eu vi que era possível e corri atrás” .

A preparação envolveu olimpíadas, muito estudo e atividades extracurriculares. “A avaliação te vê muito como pessoa, por mais que eu tenha ganhado prêmios nas olimpíadas, contam atividades sociais”.

Agora, os esforços são para juntar dinheiro. Victor está fazendo uma vaquinha com os amigos para custear os estudos e cursar política, filosofia e economia. “Tô trabalhando e estamos terminando os preparativos para divulgar a vaquinha”.