Aluno cego e cadeirante vira exemplo ao se tornar o 1º mestre com deficiências múltiplas no N-NE

ORGULHO!

Aluno cego e cadeirante vira exemplo ao se tornar o 1º mestre com deficiências múltiplas no N-NE

Igor Peixoto Torres Girão foi homenageado com o troféu Waldo Pessoal, concedido pelo Instituto dos Cegos do Ceará

Por Tribuna do Ceará em Educação

25 de dezembro de 2018 às 07:00

Há 4 semanas
igor girão

Igor Girão, mestre pela UFC. (FOTO: Rafael Cavalcante/UFC)

O primeiro mestre em Ciência da Informação com múltiplas deficiências do Norte e Nordeste do País é o bibliotecário Igor Peixoto Torres Girão, que tem múltiplas deficiências, e é aluno da Universidade Federal do Ceará (UFC). Por isso, foi homenageado com o troféu Waldo Pessoal, concedido pelo Instituto dos Cegos do Ceará às pessoas com deficiência visual que fazem a diferença na sociedade. Ele também acaba de ser aprovado em um concurso público estadual.

Entre os semestres 2016.2 e 2018.2, ele fez parte da primeira turma do mestrado do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação. A dissertação intitulada “Audio games no processo de aprendizagem de deficientes visuais: uma análise sob a mediação da informação”, foi orientada pelo professor Tadeu Feitosa.

O mestre também foi aprovado em 1º lugar, entre os portadores de necessidades especiais, no concurso público para bibliotecário da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult). Mesmo se Igor tivesse participado na ampla concorrência, a colocação dele estaria dentro do número de vagas ofertadas. Assim, ele assumiria o cargo ainda que não houvesse uma categoria específica.

Igor estudou as formas variadas de entendimento das informações e o processo de transformação de conteúdos em conhecimento pelos deficientes visuais.

“Eu me matriculei numa instituição que oferece atendimento e educação para cegos, aproveitando minha deficiência visual para participar do dia a dia dos estudantes, através da etnografia e de conversas livres sobre o tema em questão. Minha pesquisa consegue ser exatamente o que eu queria; me fez crescer como pessoa, como pesquisador, e deu contribuição em várias facetas da cultura cega na academia”, explicou o recém-mestre.

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Aluno cego e cadeirante vira exemplo ao se tornar o 1º mestre com deficiências múltiplas no N-NE

Igor Peixoto Torres Girão foi homenageado com o troféu Waldo Pessoal, concedido pelo Instituto dos Cegos do Ceará

Por Tribuna do Ceará em Educação

25 de dezembro de 2018 às 07:00

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igor girão

Igor Girão, mestre pela UFC. (FOTO: Rafael Cavalcante/UFC)

O primeiro mestre em Ciência da Informação com múltiplas deficiências do Norte e Nordeste do País é o bibliotecário Igor Peixoto Torres Girão, que tem múltiplas deficiências, e é aluno da Universidade Federal do Ceará (UFC). Por isso, foi homenageado com o troféu Waldo Pessoal, concedido pelo Instituto dos Cegos do Ceará às pessoas com deficiência visual que fazem a diferença na sociedade. Ele também acaba de ser aprovado em um concurso público estadual.

Entre os semestres 2016.2 e 2018.2, ele fez parte da primeira turma do mestrado do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação. A dissertação intitulada “Audio games no processo de aprendizagem de deficientes visuais: uma análise sob a mediação da informação”, foi orientada pelo professor Tadeu Feitosa.

O mestre também foi aprovado em 1º lugar, entre os portadores de necessidades especiais, no concurso público para bibliotecário da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult). Mesmo se Igor tivesse participado na ampla concorrência, a colocação dele estaria dentro do número de vagas ofertadas. Assim, ele assumiria o cargo ainda que não houvesse uma categoria específica.

Igor estudou as formas variadas de entendimento das informações e o processo de transformação de conteúdos em conhecimento pelos deficientes visuais.

“Eu me matriculei numa instituição que oferece atendimento e educação para cegos, aproveitando minha deficiência visual para participar do dia a dia dos estudantes, através da etnografia e de conversas livres sobre o tema em questão. Minha pesquisa consegue ser exatamente o que eu queria; me fez crescer como pessoa, como pesquisador, e deu contribuição em várias facetas da cultura cega na academia”, explicou o recém-mestre.